30/12/2012

Retrospecção


Dezembro é o mês da retrospecção por excelência, principalmente a poucos dias antes do fim do ano, em que nos pomos a recordar aquilo que foi e que não foi feito, os momentos bons e os maus, a melhor e a pior coisa que aconteceram. Mas, sabem que mais? Não gosto de fazer esses balanços. Não consigo. Não consigo pensar em nada, e, mesmo quando perguntam naqueles desafios quais foram as melhores e as piores coisas que aconteceram no último ano, nunca respondo, nunca me vem nada à cabeça. Porque sinto que não se passou absolutamente nada. Sinto que a minha vida está estagnada, que nada acontece. Os dias só passam e eu sobrevivo a todos eles. Praticamente não vivo, apenas vejo o tempo a passar por mim. Não acontece nada, e ver que um ano foi desperdiçado assim deixa-me...sei lá...vazia...e nem sei o que fazer para mudar isso. Não há tempo nem dinheiro para se fazer tudo aquilo que apetece; parece que a vidinha gira em torno da faculdade e esta exige muito de nós, e pronto, os dias passam à custa disso. E os anos são como que deitados fora, logo os anos em que somos jovens e em que pensamos em triliões de coisas que gostávamos de fazer e em sítios aos quais adoraríamos ir...coisas e sítios que parecem estar sempre tão longe...

28/12/2012

Passagem de ano


Não gosto da passagem de ano por uma razão muito simples: é sempre passada de uma maneira completamente aborrecida. É como uma noite normal, e às vezes até pior. As pessoas divertem-se todas e deitam-se todas tarde, enquanto eu vou dormir a uma hora normalíssima porque fiquei cheia de sono tal era a seca do serão. Não costumo ir para lado nenhum porque não sou pessoa de sair à noite, mas há maneiras de nos divertirmos em casa, maneiras essas que toda a gente parece esquecer-se nesse dia, uma vez que, depois da meia-noite, não se faz nada de nada. E eu fico com sono, claro.
E pronto, detesto a passagem de ano. Nem percebo o motivo de tanta celebração. Não me ponho aos pulos nem toda contente porque o ano vai começar de novo. Quer dizer, para quê?
E, já agora, acho o fogo-de-artifício um desperdício. Sim, é um desperdício gastarem-se milhares só para ver aquilo subir no céu e rebentar, tudo em segundos. Está bem, é bonito. Mas não deixa de ser um desperdício.
Mas passar a passagem de ano num país do hemisfério sul não deve ser nada mau...uma passagem de ano na praia e tal, sem frio algum, com o mar a convidar-nos para um banho...deve ser muito menos aborrecido...

The Hobbit #2

E agora vem o post do depois do filme. Fui vê-lo ontem, era para ter ido mais cedo, mas só calhou ir ontem - e mais vale tarde do que nunca, porque valeu mesmo a pena o dinheirinho que dei! Gostei taaantoooo!
Ai, a sério. Foi mesmo giro. Estava tudo tão giro! Teve partes de humor pelo meio e tudo; não foi nada aborrecido (ao contrário do pouco que vi do Senhor dos Anéis no outro dia) e vê-se bastante bem, apesar da duração. Até as canções estavam giras. É que, no livro, eram uma seca e eu nem sabia como haveria de as ler. A Misty Mountains, em especial, até me fez lembrar uma música de uma banda folk. E nem preciso de falar dos cenários, porque adoro os cenários deste tipo de filme.
O final é que me apanhou despercebida [SPOILERS]; isto porque me estavam a passar várias coisas pela cabeça no momento. Primeiro fiquei cansada de tanta porrada ao longo do filme; depois estava a ver que o pobre do Bilbo ia levar um raspanete; nessa altura estão eles num penhasco e vê-se uma floresta lá em baixo, o que me levou a pensar Ah, ainda vão atravessar a floresta, ainda vão ficar presos naquele palácio e fugir nos barris, ou seja, ainda falta muito tempo de filme...que bom!; logo a seguir aparece o covil do Smaug e puf, acaba, o que me deixou Oh, acabou?. Agora só no próximo. Que mauzinhos! Ainda por cima sabia que, no making of, tinham filmado a parte dos barris, por isso estava certa de que ia dar. Mas pronto.
E outra coisa, agora comparando o livro ao filme [MAIS SPOILERS]: não me lembro de ver no livro aquele maluquinho dos coelhos, nem aqueles orcs rafeiros sempre atrás deles, nem o mistério daquela espada, nem o Saruman...acho que é só. Não me lembro mesmo disto, pelo que nem sei se constavam do livro ou não, mas pronto, sei que é normal acrescentarem-se coisas e cortarem outras, mas era só um comentário. Também pensava que os anões eram todos uns coitados de uns velhotes, mas pelo menos não foi o que aconteceu, eheh.
Aconselho vivamente a quem gosta de filmes de aventura e fantasia. E digo desde já que não é preciso gostar do Senhor dos Anéis, nem de conhecer a história. Eu própria não conheço, confesso; vi o terceiro filme porque fui meia obrigada e achei uma seca dos diabos, nada a ver com este. Mas um dia irei vê-los do início - depois de ler os respectivos livros, claro.

Estudo

Agora é rir-me ao saber dos meus colegas todos aflitos e stressados com o estudo, ao dizer que andam nisto durante horas e ao ver fotos que publicam das suas secretárias a abarrotar de folhas, enquanto eu já tenho os resumos todos feitos, estudo apenas de manhã e passo o resto do dia no relax.


24/12/2012

A melhor prenda


Ao longo destes anos, foi muito raro o presente de Natal de que não gostei. Gostava da grande parte, mais de uns do que outros. Há sempre coisas que se destacam, e, entre estas, há sempre a que se destaca mais. E, até agora, o meu presente preferido foi a minha Nintendo. Não me lembro que idade tinha, muito sinceramente. Mas adorei recebê-la, especialmente porque não estava nada à espera. Pedi-a a pensar que não a iria ter, pois, apesar de ainda ser uma criança, tinha a noção de que não era propriamente barata, e, lá está, o Pai Natal não podia trazer tudo. Mas lá a tive, para grande surpresa minha. Fiquei tão contente. Ainda por cima era a edição limitada do Pikachu - claro, apanhada por Pokémon como eu era...
Mas esta não foi a minha melhor prenda apenas porque me traz memórias de infância e porque fui apanhada de surpresa. É também porque, lá de vez em quando, volto a ligá-la e perco horas a jogar. Jogos que me fartei de jogar em miúda, mas dos quais não me canso... Volto ao início, volto a explorar, volto àquelas histórias e àqueles mundos, recordo a infância, às vezes até descubro coisas novas! Nem sei bem por que faço isto. Uso uma peça de roupa durante uns anos e dou-a a quem precisa quando fica velha demais ou quando acho que já é demasiado infantil; leio um livro e ponho-o na prateleira à espera de um novo leitor; chego ao fim de um jogo e arrumo-o. Mas, com a consola, não. Sempre a estimei - talvez por ter sido a minha primeira consola? -, e foi por isso que não deixou de trabalhar. Dão-me, de vez em quando, umas saudades de a ir buscar e de voltar a dar-lhe uso. E lá o faço. É a minha relíquia, eheh.
E qual foi a vossa melhor prenda?
E, já agora, como sei que amanhã não venho cá, aproveito para vos desejar um óptimo Natal ^^
Sou só eu que acho que nem parece que já é Natal? O.o