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31/12/2017

Coisas boas de 2017


2017 foi o pior ano que já tive até agora. Creio que deve ter dado para perceber através daquilo que escrevi no blog durante este ano. Escrevi tão pouco, mas tudo o que escrevi foi negativo. Tudo o que escrevi foi devido à necessidade de vir aqui despejar os meus sentimentos e os meus desabafos mais sombrios. E, com isto, parece que me esqueci de me focar nas coisas boas. Que, na verdade, foram tão poucas. E que achei não serem merecedoras de destaque. Principalmente porque, como já deve ter dado para ver, já não sou a blogger que costumava ser.
No entanto, quis deixar registadas as coisas boas deste ano, ainda que poucas. Apenas porque me apetece. Apenas para recordar mais tarde. Para me lembrar que, por mais horrível, negro e depressivo que um ano inteiro seja, há sempre algo que nos faz levantar um pouco a cabeça e subir do fundo do poço. Mesmo que sejam só uns meros centímetros, antes de voltarmos a escorregar e batermos lá em baixo outra vez.

17/12/2016

"Your music is saving me" #2

Tenho me apercebido de que ouvir música - ouvi-la mesmo, sem nada a distrair-me ou a ocupar-me para além disso, estando sem fazer absolutamente mais nada - não é a única coisa que me tem acalmado nesta fase depressiva. Por incrível que pareça, conduzir é outra das coisas que me acalma e que me deixa mais leve, mais livre. Muito provavelmente - aliás, penso que não é provavelmente, acho que é certamente -, porque o faço, claro está, a ouvir música. E não a porcaria da música de rádio, que parece deprimir-me ainda mais.
Há poucos dias, lembrei-me que tinha gravado um CD dos Evanescence. Fi-lo há anos atrás, quando os considerava a minha banda favorita. Foi a minha banda favorita durante anos. Gravei o álbum Fallen na totalidade, e, como ainda havia espaço no CD, acrescentei as minhas músicas favoritas do álbum seguinte, The Open Door.
Lembrei-me desse CD e levei-o para o carro. Desde aí, tem sido a minha melhor companhia. Ponho o volume bem alto e passo a viagem de carro a cantar. É sempre incrível a sensação de nos lembrarmos das letras das músicas de cor e salteado, mesmo passado tanto tempo desde a última vez que as ouvimos. E isso anda, definitivamente, a deixar-me mais calma e a animar-me. A salvar-me, mais uma vez.
Mas é mais do que isso. Ouvir este CD e aquelas músicas em específico tem sido diferente de ouvir um outro CD que me acompanha também bastante, que gravei apenas com músicas que colocam o meu ânimo bem lá para cima. E isto por causa das letras. As letras que eu sei de trás para a frente - umas melhor do que outras, diga-se de passagem -, mas que cujo significado nunca tinha entendido e às quais nunca tinha prestado tanta atenção como agora. Há certas frases, certos trechos, que se adequam tão perfeitamente à fase pela qual estou a passar, que até me faz impressão. Parece que foram mesmo escritas para mim, para esta fase em especial. E parece incrível e algo bizarro eu ter-me lembrado de voltar a ouvir Evanescence logo agora.
Até tenho dado por mim a desejar que a viagem entre o meu local de trabalho e a minha casa durasse mais tempo. Pois, se assim fosse, podia ouvir música aos berros e cantar dentro do carro durante mais tempo. Até porque nem tenho tido vontade de vir para casa. Ultimamente, estar em casa tem sido um autêntico tormento.

10/12/2016

"Your music is saving me"

Perdi a conta ao número de comentários deste género que li em vídeos do YouTube ou nas páginas do Facebook de diversas bandas. Na altura, não percebia ao certo o que queriam dizer; não faziam sentido para mim. Como podia a música salvar - no verdadeiro sentido da palavra - alguém? Mas, agora, entendo isso. Oh, entendo tão bem.
Ando a passar por uma fase demasiado horrível. Uma fase pela qual nunca passei antes. Não têm sido apenas dias maus. Têm sido semanas. É algo que dura há semanas.
Não sei explicar o que é. Apenas não sei o que se anda a passar comigo. Eu própria não me reconheço. A verdade é que ando a sentir-me demasiado em baixo. Triste. Chateada. Enervada. Sozinha. Sem vontade para nada. Sem nada que me anime. Tenho dias em que apenas choro. E tenho estado assim por causa de tanta coisa. Tanta coisa, que resolveu acontecer toda ao mesmo tempo. Está tudo a acontecer ao mesmo tempo, e eu não estou a conseguir aguentar isto.
Por causa disso, é como se a vida se tivesse tornado numa coisa horrível, vazia, sem objectivos, sem qualquer propósito.
Salva-se a música.
Nestes dias, nesta fase terrível pela qual ando a passar, ouvir música tem sido a única coisa que me apetece fazer quando me sinto no meu pior. Tem sido a única coisa que me anima, a única coisa que me dá alguma esperança. A música está, de facto, a salvar-me. E ainda bem que ela existe.

18/10/2016

Quando a música fala por nós


Há umas semanas atrás, estes versos adequaram-se:

We had fire in our eyes
In the beginning I
Never felt so alive
(...)
I swear, I never meant to let it die
(...)
It's not fair when you say that I didn't try
Three Days Grace - Let It Die

(...)should have last forever
But now it's time to sail on 
So take this anchor from my heart
So we can finally drift apart 
Before we drown in sorrow

Hoje, o verso que se adequa e que nunca fez tanto sentido como agora é este:

I am scared to death to fall in love with you.

18/09/2016

Nightwish - Endless Forms Most Beautiful Tour

Fotografia retirada do Facebook oficial da banda (e editada por mim).

Nightwish é uma banda que ocupa um lugar especial no meu coração. É uma das minhas bandas favoritas, que me acompanha desde os dezasseis anos, que me fez apreciar a música de outra forma e a primeira banda de metal que ouvi. Antes de ouvir esta banda, eu - bem como muita gente que não sabe do assunto e que pode nem querer saber - tinha aquela ideia pré-concebida de que o metal era apenas berros e barulho, algo que nem sequer se podia considerar música, e que era preciso ser-se muito tolo ou estar-se super deprimido e mal com a vida para se conseguir ouvir tal coisa. Mas ouvir Nightwish veio mudar completamente esta minha forma de ver as coisas, principalmente porque me apresentou um género musical que eu nem sabia que existia: metal sinfónico. Metal sem berros, mas com uma bonita voz feminina, com tanto de doce como de poderosa, no seu lugar; metal sem instrumentais pesados, arrastados, deprimentes e barulhentos; metal com uma orquestra, com sonoridades viradas para o teatral ou o cinematográfico, e com canções que contavam histórias e que me faziam imaginar histórias, não só devido às letras, mas também devido à melodia e aos instrumentos, que criavam um ambiente completamente distinto de tudo o que ouvira até então. É difícil, a meu ver, explicar o quanto se gosta de uma banda, daí que seja difícil, para quem me lê, compreender a adoração e a admiração que tenho por esta banda em concreto. O facto é que é uma das minhas bandas do coração e das melhores que já ouvi. Parece que foi graças a ela que nasceu, em mim, uma grande paixão por música - porque, antes dos meus dezasseis anos, eu mal ouvia música por minha iniciativa; não havia nada de que gostasse realmente. Foi graças a ela que comecei a ouvir outras bandas, outros estilos e que, finalmente, encontrei os meus géneros musicais de eleição e as melhores bandas do mundo - para mim, como é óbvio. Percebi que o metal não é só berros e barulho. Percebi o quanto pode ser bonito. Passei a ver este género musical com um novo olhar, a apreciar alguns dos seus subgéneros e a gostar de explorar este novo lado do mundo da música. E, assim, nasceu a pequena metaleira que hoje vive em mim e que parece que nunca me vai abandonar.
Quando soube que os Nightwish vinham a Portugal, não pensei duas vezes. Não pensei na loucura de comprar um bilhete de avião para poder ir vê-los, nem tão-pouco pensei naquilo que poderiam pensar de mim por estar a fazer isso - que estava a passar-me, que estava a ser doida, que estava a fazer algo um bocado parvo. Muitas pessoas podem não compreender, e nem eu espero que toda a gente compreenda. Porque nem todas sabem o que é adorar uma banda desde os dezasseis anos e esperar quase dez anos para poder vê-la ao vivo. Mesmo que saibam, podem até pensar Mas para quê vê-la ao vivo? Não basta apenas adorá-la e pronto?. Não, não basta. Para mim, não basta. Mais uma vez, não espero que toda a gente compreenda. O certo é que o fiz: comprei um bilhete de avião e fui vê-los. Nunca pensei tornar-me louca a este ponto. Mas devo dizer que foi uma loucura que me fez tão bem. E que acho que são actos loucos como este que fazem a vida valer a pena e que nos proporcionam os melhores momentos de sempre.
O concerto foi absolutamente lindo. Tive medo que fosse arruinado por causa do grupinho de pessoas que estava mesmo ao meu lado - pessoal nos seus trintas ou quarentas que já estava completamente podre antes do concerto começar, a ponto de eu ter levado uma queimadura de cigarro e de ter quase a certeza de levar um banho de cerveja da cabeça aos pés. Mas, felizmente, consegui abstraír-me deste cenário triste e um tanto ou quanto desrespeitoso e aproveitar a noite da melhor forma.
De facto, foi uma das melhores noites da minha vida e um dos melhores concertos que já assisti até então. Em termos visuais, devo dizer que não foi nada por aí além - acho que nada bate o concerto dos Brit Floyd neste aspecto -, mas só o facto de ser a banda que é foi o suficiente. Diverti-me tanto, de uma forma que já estava a precisar há tanto tempo. Esqueci-me de tudo, de todos os problemas e de todas as confusões que já me andavam a massacrar a cabeça há algum tempo. Só me importava aquele momento, aquele ambiente, aquelas músicas que tanto adoro. Saltei, gritei e cantei como nunca. Foi uma noite linda, perfeita, maravilhosa, fantástica e tudo o mais que quiserem chamar, para além de ter sido cheia de surpresas. E as surpresas começaram lá para meio do concerto, com a 7 Days to the Wolves. Uma música que já não ouvia há anos - sim, anos -, que me fez pensar, nos primeiros segundos, em algo do género Mas esta é a música que estou a pensar? Meu Deus, já não ouço isto há tanto tempo! e que me deixou surpreendida comigo mesma por, mesmo depois de tanto tempo, eu ainda saber o refrão de cor. The Poet and the Pendulum foi outra surpresa; é uma música que adoro e da qual não estava nada à espera; antes de conhecer Nightwish, nunca tinha ouvido uma música tão longa como esta, e foi ela que me fez passar a gostar de músicas assim, longas, com o ritmo a variar ao longo da canção, como se assistíssemos a um filme. Mas, melhor ainda - e este foi o ponto alto do concerto - foi a sequência Stargazers, Sleeping Sun e Ghost Love Score. Fiquei com as expectativas em alta quando a Floor disse algo do género Há uma canção que queremos tocar para vocês...uma canção muito antiga!, e, quando disse que era a Stargazers...bem, eu adoro o instrumental desta música. E, depois de a ouvir assim, ao vivo, naquele ambiente de festa, passei a gostar ainda mais dela. A seguir, quando veio a Sleeping Sun, não pude deixar escapar um grande Oh My God!. Isto por não estar nada, mas mesmo nada à espera dela e por ser uma das minhas músicas favoritas deles. E teve piada porque, uns dias antes, disse a um colega da faculdade - que foi comigo ao concerto - que essa era das poucas músicas cuja letra sabia de cor e que gostava imenso que a tocassem, mas que duvidava muito que o fizessem. E tocaram-na! Mas o melhor ainda estava para vir. Ghost Love Score. A minha música favorita dos Nightwish. Que eu estava mesmo certa de que não iam tocar, por ser também tão longa. Como já tinham tocado a Poet e como eu sabia que a música final seria The Greatest Show On Earth, igualmente longa, já estava a pensar que não iriam tocar três músicas com mais de dez minutos num só concerto. Mas enganei-me. E ainda bem que me enganei! Ouvir os primeiros segundos da minha música favorita fez-me logo dar um berro. Não estava mesmo a acreditar naquilo.
Saí do coliseu completamente partida, como não podia deixar de ser. Senti as pernas a doer tanto, mas isso rapidamente passou quando comecei a andar para a saída. Passou, mas para dar lugar a uma dor descomunal no fundo das costas. Parecia uma aleijada a andar na rua. É o que me acontece sempre. Mas nem por sombras ia ver um concerto destes sentada só para não sentir as dores no final. É uma das minhas bandas favoritas, era um concerto do qual estava à espera há anos e as dores até valem a pena. No momento, só queria deitar-me na cama. Mas, olhando para trás, sim, valeram mesmo a pena. São só umas dorzinhas, afinal. E, para além disso, mesmo andando na rua como uma aleijada, com as costas a doer tanto, a sentir-me cansadíssima e a querer apenas deitar-me e adormecer, sentia o coração tão cheio, a transbordar de alegria. Foram umas duas horas lindas, mágicas, inesquecíveis. Deixaram-me tão feliz e deram-me memórias que vou conservar para sempre e das quais irei lembrar-me com um grande carinho e, como não podia deixar de ser, com uma grande nostalgia. Ter ido dos Açores para Lisboa ver o concerto foi um acto louco, sim. Mas um acto louco que valeu a pena. Porque são destes actos loucos que precisamos de vez em quando.

Setlist:
Shudder Before the Beautiful
Yours Is an Empty Hope
Bless the Child
Storytime
My Walden
Élan
Weak Fantasy
7 Days to the Wolves
The Siren
The Poet and the Pendulum
I Want My Tears Back
Nemo
Stargazers
Sleeping Sun
Ghost Love Score
Last Ride of the Day
The Greatest Show on Earth

23/07/2016

Desafio #19 - The Music

*Nightwish* nomeou-me para este desafio, e, como desafios acerca de música são sempre bem-vindos, aceitei logo. Obrigada!

Regras:
- Lista as primeiras dez músicas que te saírem em modo aleatório (nada de saltar músicas!).
- Depois, escreve a tua parte favorita da letra (ou verso) de cada uma.
- Nomeia outras pessoas.

E estas foram as músicas que me saíram:

1. Deadlock - Altruism
(Manifesto, 2008)
What have we done, where do we want to go?
The city sleeps forever
It slithers away as we speak
And we tell ourselves to deny it

2. Epica - Design Your Universe (A New Age Dawns - part VI)
(Design Your Universe, 2009)
So many people are full of hate,
While love and light are in their reach.
So many people will harm themselves,
But life can be so beautiful.

So many people will idolize,
While their own success is in their reach.
Don't forget you're able to
Design your own universe.

3. Evanescence - My Immortal
(Fallen, 2003)
There's just too much that time cannot erase

4. Hinder - Better Than Me
(Extreme Behaviour, 2005)
I told myself I won't miss you
But I remembered
What it feels like beside you

5. Lacuna Coil - Entwined
(Comalies, 2002)
I wonder
how can I live on and on
when you want to live in a hurry

6. Lunatica - Fable Of Dreams
(Fables & Dreams, 2004)
Sometimes in heaven a fable is born
Nobody knows where it comes from
It gives us strength and it tells us of love
And everyone of us is touched in their hearts
It may enrich us or pull us down so far
But life is not always black and white

7. Three - Serpents in Disguise
(The End is Begun, 2007)
Have you come to die
Or have you come to learn?

8. Saosin - It's Far Better To Learn
(Saosin, 2006)

What is my body worth?
Was there a price-tag before?
There's something greater then

What is my body worth?
Was there a price-tag before?
It's not gonna change you

9. Blackfield - Summer
(Blackfield, 2004)
Heart needs a home
It's a dark and empty road when you're alone

10. Nightwish - The Riddler
(Oceanborn, 1998)
Make me wonder what's the meaning of life
What's the use to be born and then die

Meu deus...já não ouvia algumas destas músicas há anos! Senti-me de volta à adolescência por uns minutos...
Gostei mesmo muito de fazer este desafio, especialmente por causa desta nostalgia que lhe está associada... :)
Não vou nomear ninguém em específico, mas passo o desafio a todos aqueles que adoram música e que gostam de ler e de admirar letras tanto ou mais do que eu.

21/06/2016

Uma dança sombria

Em inglês, A Sombre Dance. É o nome do meu álbum favorito. Posso delirar com Nightwish, ser uma doidinha por Porcupine Tree, adorar Epica cada vez mais, ter considerado Evanescence a minha banda favorita durante alguns anos, ter devorado álbuns de outras quantas bandas vezes sem conta. Mas não há, para mim, álbum melhor do que este.
A banda que criou esta obra de arte chama-se Estatic Fear. Uma banda tão pouco conhecida que, infelizmente, não lança material novo desde então. É classificada como uma banda de doom metal, e isto foi algo que me deixou de pé atrás quanto a ouvi-la. Para mim, doom metal significa deprimência. Significa música arrastada; aqueles instrumentais super pesados e tão arrastados, e as vozes igualmente arrastadas, como se tudo estivesse em sofrimento.
Conheci a banda através de um fórum (tenho quase a certeza de que foi o Logan quem a deu a conhecer...obrigada, Logan! Acho que nunca te agradeci por isto :P). E ver um dos membros do fórum, que era bastante culto em termos musicais, dizer algo do género Isto é muito bom! Como é que eu não conhecia isto?, foi algo que me levou a ouvir o álbum. Não ter julgado a banda por causa do seu género ou o próprio álbum por causa da sua capa - que eu acho feia, mesmo - foi a melhor coisa que fiz.
Não é doom, para mim. Ou seja, não é deprimente. Pelo contrário, foi das coisas mais bonitas que já ouvi até hoje. Daí ser o meu álbum favorito de sempre.
Há uma atmosfera dark e algo gótica neste álbum, mas também há uns toques de folk e de medieval que eu tanto gosto. Há os elementos típicos do doom metal, os instrumentos característicos e, por vezes, algo arrastados, bem como a típica voz gutural deste subgénero. Há a combinação entre isto e algo que torna este álbum tão bonito e tão diferente dos demais. Com o "algo", refiro-me a outros instrumentos. Alaúde, flauta, violoncelo, órgão. E sons. O som da chuva e de trovoadas, por exemplo. Estas misturas resultam numa combinação tão única. As próprias melodias são deliciosas. Mágicas talvez seja a melhor palavra.
Não me canso deste álbum. Já o ouvi tantas vezes e, de todas as vezes, admiro-o e apaixono-me como se estivesse a ouvi-lo pela primeira vez. Seja a que hora do dia for e seja qual for o meu estado de espírito, ouvir qualquer uma das músicas deste álbum faz-me sorrir. Os primeiros acordes de uma canção são suficientes para me porem um sorriso no rosto. E fazem-me fechar os olhos e sonhar. Ouvir este álbum remete-me logo para uma história de fantasia. Faz-me imaginar magia e florestas e viajantes com mantos a percorrer um mundo imaginário com cenários místicos. Para mim, é uma tremenda fonte de inspiração. Só tenho mesmo pena que este projecto não tenha continuado. Acho que tinham um enorme potencial.
Não espero que alguém que me leia conheça a banda ou que goste, até porque não foi com este propósito que vim escrever esta publicação. Eu, simplesmente, tive que escrever sobre isto.
Acho que não há uma só música que demonstre o quanto adoro este álbum e acho que todo ele merece ser ouvido - para quem gostar, como é óbvio. Por isso, e como não consigo decidir-me em relação a que música publicar aqui, deixo a introdução e o "primeiro capítulo" do álbum - não fosse a música chamar-se Chapter I -, para quem quiser um cheirinho.


22/05/2016

Facto #40

Nunca me senti tão desactualizada e tão desorientada no que diz respeito a séries e à música como agora. As bandas que sigo - ou que devia seguir melhor, pelos vistos - têm lançado álbuns e músicas novas sem eu sequer me aperceber e, graças a isso, tenho imensa coisa nova para ouvir. E, quanto às séries, estou tão cheia de episódios em atraso, entre eles a quinta temporada completa (!) de Once Upon A Time. Como é que o tempo passou a ser tão escasso assim de repente?

12/04/2016

Momentos inesquecíveis

Any day can be the last day in your life
So make it an unforgettable time.

Assim começa a minha música favorita dos Blackfield, Rising of the tide. Foi uma frase que me ficou na cabeça desde há uns tempos e da qual me lembro frequentemente. Uma frase um tanto ou quanto cliché, é certo, parecida àquela coisa irritante do Vive cada dia como se fosse o último - nunca gostei desta frase -, uma vez que a mensagem é basicamente a mesma. Mas acho esta mais bonita.
Nunca fui pessoa de fazer planos a longo prazo, e continuo sem fazer isso. E também nunca fui pessoa de pensar que o dia de amanhã poderia não chegar. Porque sempre pensei que não se devia pensar assim. E continuo a não pensar assim. Pensar no futuro e, ao mesmo tempo, trazer à tona o pensamento ridículo de Nem sei se ainda vou estar cá daqui a X anos é algo que não me entra na cabeça, talvez por não estar na minha natureza pensar dessa forma.
Mas, ainda assim, lembro-me daquela frase com frequência. E isto por causa da última parte. Make it an unforgettable time.
Acho que a vida é feita desses momentos. Pequenos ou grandes, mas que permanecem sempre na memória e que recordamos com um carinho imenso, envolvendo-nos em nostalgia e deixando-nos com uma vontade tão grande de voltar atrás no tempo só para vivê-los mais uma vez. Momentos inesquecíveis. É isso que realmente importa.
E acho que gozar a vida é ir atrás desses momentos. Criar esses momentos. E, por vezes - e, às vezes, inesperadamente -, surgem oportunidades de termos este tipo de momentos e de, como consequência, criarmos memórias que recordaremos para sempre. Quando isso acontece, e, especialmente, quando me sinto indecisa em relação ao que fazer, penso na bendita frase. Penso em como devo aproveitar para gozar a vida quando as coisas parecem jogar a meu favor. E penso em algo como Não sei se voltarei a ter uma oportunidade assim, pelo que vou agarrá-la enquanto posso.
Make it an unforgettable time. Porque é isso que importa. E foi nisso que passei a focar-me.

01/03/2016

Em modo repeat #30

Nunca tinha ouvido nada de Avantasia na vida, embora já tivesse ouvido falar. Recentemente, a música Mystery Of A Blood Red Rose começou a aparecer na página inicial do YouTube como sugestão, e esta mesma - ou simples referências à mesma - já tinha surgido algumas vezes no Facebook, partilhada não só por alguns dos meus contactos, como também por bandas que sigo. A coisa estava a deixar-me mesmo curiosa. Ouvi-a. Gostei. Ouvi outras que estavam na barra lateral. Também gostei. Mas sem dúvida de que a que mais gostei até agora foi a que publico aqui.
E logo me apercebi que esta é mais uma banda a seguir. Gostei tanto do que ouvi, que quero mesmo ouvir mais deles. Agora pergunto-me o que foi que andei a perder durante estes últimos anos...
Há fãs por aqui? Aceitam-se recomendações de álbuns, já que vou ter que começar por algum lado, eheh.

30/01/2016

Em modo repeat #29

Há umas semanas atrás, lembrei-me de ouvir HIM enquanto desenhava - quis desenhar uma boneca com uma t-shirt com o heartagram, é claro que tive que ouvir HIM. Era uma banda que já não ouvia há bastante tempo. Escolhi uma das suas compilações, a  XX – Two Decades of Love Metal. Foi a banda sonora perfeita. Ouvir aquilo fez-me regressar à adolescência, mas, mais do que isso, soube-me tão bem e pôs-me o ânimo bem lá para cima. Havia duas músicas no álbum que não conhecia: Heartkiller e Scared To Death. No outro dia, especialmente devido ao post da White Raven, lembrei-me de ir ao YouTube para voltar a ouvir a Heartkiller. Nas sugestões, apareceu a outra, Scared To Death, que agora partilho por não sair da minha cabeça. Tenho-a ouvido não sei quantas vezes nestes últimos dias. Pode não ter nada a ver com o restante repertório da banda, mas eu adoro-a; anima-me tanto. Retomei o gosto por esta banda, e estou agora a sacar o álbum onde estas duas músicas estão incluídas. Algo me diz que vou adorar ouvi-lo.

13/10/2015

Em modo repeat #28

Regra geral, depois de sair de um concerto, para além de passar a gostar ainda mais e de ganhar uma maior admiração pelos artistas em questão, passo os dias seguintes a ouvir as músicas que lá tocaram. É o que chamo de "depressão pós-concerto".
O último concerto a que fui, o do (grande!) Steven Wilson, foi há praticamente um mês atrás. E, até agora, tornou-se na "depressão" mais difícil de curar.
Primeiro, porque tive uma enorme vontade de explorar a sua discografia, não só do seu projecto a solo, mas, também, dos Porcupine Tree, banda que fundou e da qual faz parte, e que já conheço há anos - e há tanto por explorar... Depois, porque, volta e meia, dou por mim com músicas dele na cabeça, e lá tenho que as ouvir. E, aí, fico com uma nostalgia tão, tão grande... Tive, inclusive, uns dias em que só me apetecia ouvir Steven Wilson e/ou Porcupine Tree. Mais nada, mesmo.
E, agora, parece que ando nisto outra vez. É que as músicas são tão, mas tão boas, que, enfim. Não dá para parar de ouvir, simplesmente não dá.
Se, antes do concerto, estava completamente rendida ao seu novo álbum, Hand. Cannot. Erase - que foi o que me convenceu a comprar o bilhete, porque, se nunca o tivesse ouvido, nunca teria ido ao concerto (e não estaria com esta "depressão" agora!) -, agora estou apaixonada pelo seu antecessor, The Raven That Refused To Sing (And Other Stories), do qual faz parte a música que aqui deixo. Podia ter colocado outra, como a fantástica The Watchmaker - a única da setlist do concerto que eu não conhecia, mas que adorei logo no início - ou a lindíssima Drive Home, que tem um dos melhores solos que já ouvi. Mas deixo a que dá o título ao álbum, por se ter tornado especial.
De todas as vezes que a ouvi, não gostei dela. Achei-a chata, sem graça. Meia deprimente, até. Mas, de facto, acho que as músicas dele, não só as do projecto a solo como as dos Porcupine Tree, não agradam a qualquer pessoa e não são "fáceis" de gostar.
Ouvi-la ao vivo foi completamente diferente. Penso que devido ao ambiente. Estava um silêncio na sala, como se toda a gente estivesse hipnotizada pela música. O videoclip passou atrás. E eu estava tão feliz...
Depois disso, passei a adorar esta música. Tanto! Há algo de bonito na poesia triste e melancólica. Steven disse precisamente isto no concerto, e eu não hesitei em concordar. Foi o final perfeito para uma noite perfeita.

16/09/2015

Mais de 1000 razões para ser feliz #11

Fotografia da minha autoria.
Concertos. 
Sentir-me imensamente feliz no interior de um recinto. Ouvir as músicas de que gosto e que conheço bem a serem tocadas mesmo à minha frente, acompanhadas por efeitos de luzes e com vídeos em plano de fundo. Delirar com os solos e deliciar-me com uma voz. Ganhar uma admiração ainda maior e um carinho mais especial pelos artistas. Derreter-me com a sua simpatia, a sua capacidade de me arrancar sorrisos rasgados e sinceros sem esforço, quer através da música, quer pelas suas palavras. Sair do recinto com dores nas costas, nas pernas, nos braços, no pescoço, mas caminhar com um sorriso no rosto e com o coração tão, tão cheio.
É em alturas como esta que gostava que houvesse um comando que me permitisse voltar atrás e repetir o mesmo momento as vezes que quisesse.
Obrigada por tudo isto, Steven. Foi absolutamente maravilhoso.

05/08/2015

Em modo repeat #27


Fiquei completamente rendida ao mais recente álbum do Steven Wilson.
Conheço esta personagem por ser vocalista de uma banda de que gosto, os Porcupine Tree, mas ele tem outros projectos para além deste, entre os quais os Blackfield, que é outra banda de que gosto. Nunca tinha ouvido nada dele enquanto artista a solo, mas apaixonei-me por este álbum. Em especial, pela música que aqui publico. É caso para perguntar a mim própria por que raio nunca tinha ouvido isto antes.
E tem graça que decidi ouvir este álbum por saber que ele vai actuar em Portugal poucos dias depois da defesa da minha tese. Resultado: ouvi-o, gostei tanto e comecei a ponderar ir ao concerto. Mas só aí constatei que o dito cujo é em Lisboa. Apenas. Mas, quem sabe... É que não me importava mesmo nada.

23/07/2015

Em modo repeat #26

Este vídeo saiu ontem e tive conhecimento dele ontem através da página de Facebook dos Paramore, pelo que só conheci esta música ontem. No entanto, não me fiquei por ouvi-la apenas uma vez. Ficou logo no ouvido, e tive que a ouvir mais não sei quantas vezes, tanto ontem, como hoje. Para mim, sabe mesmo a Verão, a boa disposição, a dias felizes e descontraídos, a longas viagens de carro debaixo do sol e do céu azul. Gostei tanto. E a Hayley Williams está com um visual tão, tão fofinho neste vídeo...

27/06/2015

Em modo repeat #25

Os Bullet vão lançar um novo álbum este ano, o que me deixou de pé atrás e sem grande vontade de ouvir os novos singles, dada a desilusão que foi o trabalho anterior. Mas lá os ouvi, gostei, e, agora, aguardo este novo álbum com alguma expectativa. E ouvi-los fez-me retomar o gosto por esta banda, tanto que me deu vontade de voltar a ouvir álbuns antigos. Acabei por "tropeçar" nesta música no YouTube, que já não ouvia há anos e que, agora, não me sai da cabeça. Apesar de ter uma letra triste, e embora a Hearts Burst Into Fire vá ser sempre a minha favorita, esta é mesmo qualquer coisa.

23/06/2015

Facto #29

Um dos lados negativos de se usar um computador que não o meu é o facto de não ter a minha vasta biblioteca musical ao meu dispor. Agora, sempre que quero ouvir alguma coisa, tenho que ir ao YouTube - de pouco ou nada me servirá sacar álbuns, já que ainda existe a possibilidade de o meu portátil ter solução e de eu poder voltar a usá-lo -, o que é sempre um problema, por nunca saber o que hei-de pesquisar ou o que ouvir. Às vezes, tenho saudades de viver sozinha. De escolher um álbum aleatoriamente e pô-lo a tocar alto e bom som enquanto faço qualquer coisa que não exija concentração ou enquanto janto. E de ouvir música sem auriculares. Estou farta dos auriculares. Mas também não quero dar numa de anti-social e fechar-me no quarto com música alta, até porque raramente estou no meu quarto, ora por ser demasiado quente, ora por preferir fazer companhia à minha mãe na sala, ainda que estejamos a fazer coisas diferentes.
Acho que, quando tiver a minha própria casa, vai estar quase sempre música a tocar.

29/04/2015

Em modo repeat #24

Acho que encontrei a minha música preferida de uma das minhas bandas preferidas. Já a conheço há alguns anos, como não podia deixar de ser, e ela própria já tem mais de dez anos, mas lembrei-me dela, não sei bem porquê, há uns dias atrás. Nunca a tinha ouvido com tanta atenção nem nunca lhe tinha dado grande importância até há bem pouco tempo. Agora, ando viciada nela. A-D-O-R-O.

08/04/2015

Ainda não é desta

Não sei por que é que tenho sempre esperança de que vai surgir um cartaz fantástico num festival de Verão qualquer. Talvez por ter saudades de um bom concerto, ou talvez por pensar que, como várias bandas de que gosto vão lançar algo novo e partir em digressão, não é totalmente impossível darem um saltinho a Portugal.
Mas, como é óbvio, nunca dão esse saltinho, o que faz com que os cartazes dos festivais - e não falo apenas dos deste ano, mas também do anterior, e do anterior, e etc, em que aconteceu o mesmo - estejam repletos de nomes que não me dizem absolutamente nada. Seja por não gostar ou não achar nada de especial, seja por nem sequer conhecer. Por isso, das duas uma: ou tenho uma cultura musical muito pobre, porque surge cada nome pior que o outro que eu nunca tinha ouvido em lado nenhum, ou tenho um gosto muito mau, já que nada daquilo de que gosto passa por aqui.
Pronto, sei que tenho um gosto um bocadinho esquisito. Quer dizer, acho que aquilo que sou não é ser-se esquisita, mas sim ser-se selectiva. É muito raro ouvir algo que me cative à primeira, para além de que não tenho a tendência de seguir modas e ouvir o que toda a gente ouve ou o que mais passa na rádio. Mas também ouço bandas que pouca gente conhece, e, se vão vir algumas das quais nunca ouvi falar, então não vejo por que não acontece o contrário - isto é, vir alguma que eu conheça e cujo nome a maioria nunca ouviu, para variar.
Pergunto-me se a maior parte dos "festivaleiros" irá, realmente, pela música, ou se vai mais (ou apenas) pelo convívio. Definitivamente, a primeira opção é a que mais peso tem, para mim. Talvez seja por isso que nunca tenha ido a nenhum festival, pois nunca há nada que me agrade. Só o Vagos tem dois nomes que me atraem, mas são apenas dois nomes, e já perdi a esperança de surgir alguma revelação bombástica - tipo Nightwish, que seria fantástico - que me dissesse que não podia perder aquilo por nada. Por isso, ainda não é desta que vou a algum. E ainda há quem se admire de eu nunca querer ir a nenhum.
Pelo contrário, vejo cartazes de festivais de outros países, que, enfim, só me fazem desejar que vivesse ali perto. Não é questão de ser daquelas pessoas que dizem que aquilo que vem de fora é que é bom - não tem mesmo nada a ver com isso, porque nem sequer penso assim. É que, pronto, atendem muito mais aos meus gostos. Um dos que gostava de ir é o Download Festival, por exemplo...

26/03/2015

Em modo repeat #23

Já nem me lembro como é que "tropecei" nesta música, e nem sei bem por que gostei dela, uma vez que já há muito tempo que não ouço nada assim deste género...mas adorei. Não conheço mais nada da banda, mas irei tratar disso.