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03/12/2015

Today's mood

Fui colocar o aparelho nos dentes inferiores e estou que nem posso.
Não tenho votade para nada e, quanto menos falarem e mexerem comigo, melhor.
Mas sem dúvida que o que mais me chateia é não poder comer como deve ser.

O que uma pessoa tem que sofrer... A genética devia ter sido mais minha amiga, é o que é... 

20/10/2015

"Refill grátis"

Já algumas cadeias de fast-food estão a adaptar, em Portugal, a política do refill, ou seja, permitir que se volte a encher o copo de refrigerante. Lembro-me que isto já existia nos Estados Unidos quando lá estive, em 2009. Demorou a chegar cá, mas chegou. E, ao que parece, vai espalhar-se. O que eu não percebo é qual o sentido que isto faz. Porque aquilo é grátis. Ou seja, os restaurantes não ganham nada com isso.
As pessoas também não ganham. "Ganham" um novo copo de sumo, que seria perfeitamente dispensável. "Ganham" mais porcarias para o seu organismo, o que, no final de contas, não lhes dá nada; pelo contrário, tira-lhes. As pessoas acabam por perder saúde e anos de vida, a longo prazo.
Depois admiram-se de ver cada vez mais gente gorda, de a obesidade infantil aumentar mais a cada ano que passa e de as doenças aparecerem cada vez mais cedo. Infelizmente, ainda há muita gente que não tem noção do mal que fazem os sumos e refrigerantes - ou do quanto estes podem contribuir para o aumento de peso. É claro que as cadeias de fast-food se estão a marimbar para a saúde dos consumidores, mas, se isto de voltar a encher o copo não lhes dá lucro nenhum e se não contribui para a felicidade deles, então qual é o propósito? Chateia-me, isto. Isto e o facto de ver as pessoas tão cegas, tão contentes por poderem ir buscar mais sumo sem pagarem mais por ele. Que vontade de lhes abrir os olhos...

05/10/2015

Dentes, aparelhos e afins #5

No sábado, fui submetida à cirurgia - que sabia que tinha que ser feita, algum dia - para extrair um estúpido dente que resolveu nascer onde não devia. O anormal estava praticamente incluso e não conseguia sair mais por causa do outro que está ao lado. No entanto, nunca me incomodou, nem nunca me deu dores. Mas eu sabia que, de qualquer forma, ele teria que sair dali, pois a situação não era nada normal.
Correu bastante bem. A minha mãe estava numa pilha de nervos e nem sequer quis entrar no consultório para assistir - tss, devia ser comigo... Já eu, estava na boa, super calma. A meu ver, não havia razões para estar nervosa. Sabia que aquilo teria que ser feito; achara o cirurgião simpático e que ele devia saber o que estava a fazer; sabia que seria completamente indolor; e, por último, não era uma situação de risco, isto é, eu não iria morrer por causa de uma cirurgia deste género. Só não gostei de toda aquela audiência: contando com o cirurgião, estavam quatro pessoas debruçadas sobre mim, a olhar-me como se eu fosse um projecto científico demasiado interessante. De facto, o caso era muito estranho, e acredito que tenha sido alvo de grande estudo. Mas correu tudo bem. O dente até teve que ser cortado ao meio para ser extraído, mas só me apercebi disso no final, quando o vi. Era nojento, e já estava a começar a criar cárie - pudera, estava praticamente incluso e era quase impossível lavá-lo. Se não tivesse sido extraído agora, começaria a dar problemas. Por isso, ainda bem que este já se foi. Foi o quinto dente que extraí, embora os outros não tenham passado de extracções normais, em que não precisei de levar pontos, ao contrário de neste caso. Ainda tenho outros para tirar - os sisos, pois claro -, mas cada um a seu tempo.
O dia foi passado a comer gelados. Foi a única coisa que me permitiram comer. Podia ser pior...mas acho que comecei a ficar enjoada de gelados. Ainda para mais, tive um jantar de aniversário, e só pude comer gelados atrás de gelados. Entretanto, a dor intensificou-se - fiquei sob o efeito da anestesia durante horas -, e cheguei ao ponto de já não conseguir ouvir vozes, ou mesmo ver pessoas à minha frente.
Agora, começo a retomar a alimentação normal aos poucos, começando com alimentos mais moles. Mas hoje já estive para morrer por causa de um pão de leite. Acordei com dores, abrir muito a boca dá-me dores, mastigar dá-me dores. De vez em quando, mesmo sem fazer nada, sinto dores, pelo que tenho que colocar gelo ou continuar a fazer medicação. O gelo alivia um pouco, ao passo que a medicação consegue ser extremamente eficaz. Pensei que, hoje, não conseguisse ir à piscina por mal conseguir abrir a boca, mas acabei por ir, graças ao anti-inflamatório, que me tirou as dores de uma forma quase instantânea, que não deixa de ser estranho.
Portanto, cá estou em modo de recuperação. Continuo sem dores - benditos comprimidos! -, mas, amanhã, voltarei ao consultório, desta vez para trocar os elásticos do aparelho. E já sei que, nos primeiros dias depois dessas consultas, fico sempre com dores e a sentir uma pressão enorme sobre os dentes. Só espero estar totalmente recuperada para o fim-de-semana.

06/08/2015

O aparelho e eu

- Desde que comecei a usar aparelho, tornei-me numa lesma a comer. Não tem nada a ver com ter qualquer tipo de cuidado por causa dos ferrinhos; simplesmente, já não consigo comer tão rápido;

- E parece que só o acto de mastigar cansa-me, pelo que ganhei preferência por comidas que não me obriguem a mastigar muito;

- Sou obrigada a lavar os dentes antes de dormir para depois bochechar o elixir, e isso é algo que me aborrece um bocado, já que, às vezes, estou cheia de sono e ansiosa por me meter na cama, mas depois lembro-me de que tenho que lavar os dentes primeiro;

- Parti o escovilhão que me deram no dentista no dia em que me puseram os ferrinhos. Ainda estou para perceber como isso aconteceu;

- Não como sandes à dentada desde que me puseram isto na boca, a não ser que sejam de pão de leite. O que é péssimo, já que as sandes são aquela coisa óptima para desenrascar quando não se sabe o que comer e são aquela coisa que abunda no Verão;

- Só consigo comer pão se o partir a meio e comer cada metade individualmente. E é assim que tenho comido o pequeno-almoço, o que até nem é assim tão mau, já que, desta forma, como o dobro da quantidade de queijo que normalmente comia;

- Mas enfurece-me e entristece-me o facto de não poder comer uma mísera sandes durante os próximos meses (ou anos!). Ou mesmo uma fruta à dentada;

- E esta é outra coisa que faz de mim uma triste: comer ameixas, nectarinas, pêssegos e tudo o resto num prato, de garfo e faca;

- Dores e incómodos fazem parte do dia-a-dia, sendo raro o dia em que me sinto completamente bem. Se não é o arame a arranhar-me a bochecha, lá atrás, é o bracket de um dos dentes da frente a arranhar-me a parte interna do lábio; se não é isso, são os dentes da frente que me doem;

- E isto é extremamente irritante porque, quando tive aparelho pela primeira vez, não sentia tanto incómodo. Aliás, acontecia precisamente o contrário de agora: era raro o dia em que o aparelho me incomodava;

- Mas, quando saio do dentista, está tudo bem. O problema é quando vou comer. Só aí começam as dores e os incómodos;

- Por causa disso, já gastei toda a cera (que é uma coisa que se mete por cima dos brackets quando estes estão a magoar) que me deram no dentista. E o aparelho ainda não tem três meses;

- E ainda não tenho os ferros nos dentes inferiores. Portanto, quando tiver é que vai ser mesmo bonito.


Em suma: estou a ficar bem farta desta porcaria. Onde eu me fui meter...!

18/06/2015

Só fica a faltar a coragem - parte #2

Fui ao oftalmologista esta semana. E perguntei-lhe acerca da cirurgia a laser, algo no qual já andava a matutar há mais de um ano.
Ponto um: a cirurgia corrige a miopia e o astigmatismo, que são os dois problemas que tenho. Ponto dois: a minha graduação está estável desde que comecei a usar lentes de contacto, ou seja, há quatro anos, o que é um ponto a favor porque, sim, ao que parece a coisa tem que estar estabilizada há algum tempo. Ponto três: tenho uma espessura de córnea "para dar e vender", como disse o médico - que foi logo a correr medir-me a espessura da córnea assim que eu disse que queria fazer umas perguntas sobre a operação -, o que é outro ponto a favor, já que é necessário ter determinada espessura para se poder operar. Ponto quatro: perguntei-lhe se havia probabilidade de a coisa correr mal e de eu ficar a ver pior do que aquilo que já vejo, e disse-me que não. Qualquer cirurgia tem os seus riscos, claro, mas esta não se considera arriscada...e eu realmente achava estranho que fosse possível "cegar" uma pessoa com uma operação destas, mas resolvi perguntar na mesma. Ponto cinco: tem a (grande) vantagem de eu não vir a precisar de óculos ou de lentes para ver perfeitamente durante uns bons anos, até à altura em que se começa a precisar de óculos para ver ao perto - coisa que parece inevitável, pois acho que todas as pessoas que conheço com perto de cinquenta anos (ou com mais idade) usam, de facto, óculos para verem ao perto.
No entanto, há sempre uns "mas".
O meu médico já não opera, pelo que teria que me encaminhar para outro que eu não conheço de lado nenhum. E esse outro seria de Lisboa, pelo que teria que lá ir para ser operada. Para além disso, continuo com medo. Porque, quer dizer, isto implica passar uma lâmina pelo meu olho! Coisa que, ainda que seja indolor, não deixa de ser assustadora. Depois, claro, há o custo, mas isto arranjava-se, nem que fosse às minhas poupanças. Só o receio é que me impede, já que sou uma boa candidata à operação e preencho os requisitos necessários...

21/05/2015

Dentes, aparelhos e afins #4

Quase oito anos depois de ter tirado o aparelho, eis que voltei a ter um sorriso metálico, por enquanto somente nos dentes superiores. Ainda me estou a habituar. À imagem e às dores. Assim que me vi ao espelho, a primeira coisa que reparei foi que, agora que os dentes chamam muito mais a atenção por terem ferrinhos com elásticos azuis à volta, nota-se muito mais o quanto estão tortos - o que é péssimo; estou com um sorriso bem feio. E, no que diz respeito às dores, não tenho ideia de isto ter sido tão penoso como está a ser agora. Não consigo mastigar e sinto uma pressão horrível, como se tivesse o aparelho de contenção colocado. Sei perfeitamente que é uma questão de hábito - logo eu, que já passei por isto antes -, mas, argh, só me apetece arrancar esta porcaria - como se isso fosse possível... Onde eu me fui meter...

15/04/2015

Dentes, aparelhos e afins #3

Já há algum tempo que digo que quero endireitar os dentes. Mesmo sabendo que isso poderia implicar voltar a usar aparelho nos dentes superiores. Tenho notado que estes benditos estão cada vez mais tortos desde o nascimento dos sisos, e, para além disso, tive que deixar o aparelho de contenção, porque, da última vez que o pus, nem sequer consegui dormir devido a dores nos dentes. Para além disso, outra grande razão para marcar consulta no dentista teve a ver com uma estranha situação - que eu nem sei descrever - relacionada com os dentes inferiores. Que, como se isso não bastasse, são horríveis, pois, ao contrário dos superiores, nunca tiveram ferrinhos.
Fui hoje saber o meu plano de tratamento. Não foi surpresa alguma saber que vou ter que usar aparelho tanto nos inferiores, como, novamente, nos superiores. Surpreendeu-me, antes, o facto de não ser necessário arrancar os sisos de cima. Menos mal. O caso dos inferiores é que me assustou. Vou ter que fazer uma simples extracção de um dente, mas não é isso que me assusta, uma vez que já tive que tirar quatro. O que me assusta é a cirurgia - foi mesmo esta a palavra - para resolver a tal situação que não consigo descrever. Na consulta, não o demonstrei, mas, realmente, fiquei com medo. Da próxima vez que lá for, já vou pôr os ferrinhos nos superiores, enquanto a situação dos inferiores vai ser resolvida mais para a frente.
O que me chateia no meio de tudo isto é não perceber por que é que o totó do meu dentista anterior fez o que fez. Primeiro, retirou-me o aparelho passado apenas um ano. Depois, nunca sugeriu corrigir os dentes inferiores e não previu esta situação, mesmo com as minhas radiografias na sua frente. Nunca soube responder ao certo às minhas perguntas sobre o aparelho de contenção, nomeadamente à mais importante de todas: Durante quanto tempo mais vou ter que dormir com isto?. É que foram quase sete anos a dormir com aquela porcaria, e para nada, visto que, agora, é como se voltasse ao início. Por último, da última vez que lá fui, há uns dois anos, pedir uma opinião sobre o que se podia fazer, já que via a coisa a ficar cada vez pior, não soube dizer nada, como se estivesse à espera que eu sugerisse o que poderia ser feito. Basicamente, estava apenas a pensar na parte estética da coisa, e, por isso, como não se via que estava torto, não servia de muito estar a endireitar. Ora, e eu não os sinto todos tortos! Depois desta última consulta, que foi uma autêntica perda de tempo - e de dinheiro! -, decidi nunca mais lá voltar. Agora, estando noutra dentista, fiquei assustada com parte daquilo que me espera, sim, mas ao menos sei - ou, pelo menos, cheira-me - que, desta vez, vai dar certo.

27/03/2014

Só fica a faltar a coragem


Na minha próxima consulta de oftalmologia - que acho que ainda está longe, mas não interessa -, vou perguntar ao médico tudo aquilo que puder (e me lembrar) acerca da cirurgia para corrigir a miopia e o astigmatismo. Por acaso não sei se ambos podem ser corrigidos em simultâneo, mas é questão de perguntar.
Comecei a usar lentes de contacto há uns três anos, pelo que a realização da cirurgia não modificaria a minha aparência. Foi precisamente devido à aparência que resolvi experimentar as lentes, e é óbvio que agora prefiro-as aos óculos. Sinto-me bonita, posso finalmente usar óculos de sol e, desde que comecei a usá-las, os meus problemas de visão mantiveram-se estáveis. No entanto, usar lentes chega a ser incomodativo. Primeiro, porque há a parte de elas "rodarem" no olho - elas têm que estar numa determinada posição de modo a que eu consiga ver tudo na perfeição, e, caso rodem, dou por mim completamente cega (isto é, a ver tudo desfocado, como se não as tivesse colocado). E isto tanto pode acontecer por levar com uma rajada de vento na cara, como também sem motivo aparente. 
Como se isso não bastasse, as lentes conseguem deixar-me um bocado limitada em determinados aspectos. Por exemplo, eu não vou de lentes para a praia - gosto de abrir os olhos debaixo de água, para além de que, se as levo, sinto os olhos muito secos. Caso alguém combine comigo qualquer coisa como ir almoçar fora ou fazer um piquenique e ir depois à praia, fico sempre reticente. Porque, se for almoçar fora ou fazer um piquenique, vou com as lentes postas, mas, se depois for para a praia, o que fazer? Das duas uma: tomar todo o cuidado quando for à água, ou levar o espelho, o estojo e o líquido atrás de mim, para poder tirá-las antes de ir para a praia. Geralmente opto pela primeira opção, mas esta não me deixa desfrutar da praia como habitualmente. Para além de não poder abrir os olhos debaixo de água e ter que evitar salpicos, estranho sempre o facto de estar a ver tudo perfeitamente. Sim, porque eu vou para a praia completamente cega, o que também é um enorme inconveniente... Óculos e praia não combinam nada, uma vez que, se os levasse, não podia estar com os óculos de sol, que são os mais indicados para se levar para um sítio destes. E eu não tenho uns óculos de sol graduados, que realmente poderiam dar um jeitão nessas situações.
E posso dar-vos outros exemplos de situações em que me sinto limitada pelas lentes. Se chego a casa morta de sono e cheia de vontade de me atirar para a cama, sabendo que vou adormecer dali a nada, não o posso fazer, pois primeiro tenho que ir tirar o raio das lentes, e só isso pode ser suficiente para o sono fugir. Se estiver em casa de alguém e se me convidarem a passar lá a noite, não o vou poder fazer, pois não tenho comigo o estojo e o líquido para guardar as lentes. Ou seja, não dá para se ser muito espontânea.
Por outro lado, se eu cumprir os requisitos para ser operada - ah pois, também tem esta -, fica a faltar-me a coragem para tal. Obviamente que não se sente nada, mas não consigo evitar ficar arrepiada ao pensar no modo como aquilo é feito.

30/09/2013

Químicos - parte 2

Nunca mais me lembrei de retomar este assunto... Quem não leu a primeira parte, pode fazê-lo aqui*.

Andei bastante confusa durante vários dias até que, finalmente, a decisão ficou tomada. Não foi fácil. Pensei nos comentários que me fizeram - obrigada a quem o fez, já agora -; fiquei de pé atrás com os casos em que disseram ter piorado depois de deixarem de tomar a pílula, e o facto de haverem outras soluções para a pele e cabelo não me convenceu, uma vez que já experimentei várias dessas "soluções" e nehuma delas resultou no meu caso. Podia, realmente, ter perguntado à médica se não me podia dar outra pílula, mas passou-me. Penso que, se me receitou aquela, é porque é boa para a pele, pois, antes desta, tomava outra, que não me ajudou em nada com o acne. E nem pensar em ir comprar outra sem saber onde me estarei a meter. Ainda me conseguia deixar pior...
Estava mais tentada em parar de tomar por um mês e ver no que dava. Mas, mesmo assim, continuava confusa, sem saber se esta seria a melhor opção. Porque, quer dizer, e se voltasse tudo atrás? Para além disso, fiquei de pé atrás quando a médica me deu liberdade para decidir, pois ficou com cara de quem diz É melhor ficares quieta, e também quando me disse para passar a ter cuidado com os fritos e com os chocolates por causa da pele. Sem fritos passo relativamente bem, mas, sem chocolate, a história é outra. E continuei de pé atrás quando a minha mãe me disse que agora teria que ter cuidado, pois ficaria desprotegida. E eu tenho um medo enorme dessas coisas.
Só quis alguém a quem pedir uma opinião, alguém que percebesse mesmo do assunto. Mas não deu. Tive consulta uma semana antes de me ir embora; era impossível arranjar outra consulta com outro médico qualquer a quem pedir opinião em tão pouco tempo. Como tal, a solução que se arranjou foi prosseguir com o tratamento, e, quando voltar para casa, lá para o Natal, ir a uma outra médica. Embora esta tenha feito uma especialização diferente, está também relacionada com o assunto, pelo que tenho a certeza de que me poderá ajudar. Não só em relação aos comprimidos, como também na identificação de algum possível problema que eu tenha. Sim, porque, às vezes, começo a pensar se a culpa será mesmo dos comprimidos ou se sou eu que estou toda deficiente no interior e ninguém o saiba.
Por isso, até lá, continuarei com a medicação e a arcar com os efeitos secundários, que ainda hoje se fazem sentir. Ultimamente, tenho andado a pensar...terá também o stress alguma influência nisto?

11/09/2013

Químicos


Não gosto de sujeitar o meu corpo a comprimidos quando não há grande razão para tal. Às vezes tem mesmo que ser - uma dor de cabeça, no meu caso, não se vai embora sem eles -, mas, mesmo assim, tenho noção de que os químicos, para além de um efeito benéfico em certa parte do corpo, podem prejudicar em simultâneo outra parte do corpo qualquer.
Tomo a pílula já há uns anos. Comecei ainda novita, mas não por livre vontade - pudera, se nem tinha namorado na altura e se nem pensava em ter... Fui obrigada, para fazer um tratamento. Tomei por uns tempos, parei e depois voltei, com outra. E acontece que este tratamento parece nunca mais acabar. Graças a isso, ainda não parei de administrar o raio dos comprimidos a mim própria e de tirar sangue a cada seis meses. As análises têm mostrado bons resultados, mas e depois? Terei que continuar dependente dos químicos para sempre, para que os bons resultados se mantenham? É isto que me chateia. Até porque acho que a pílula só me faz mal. Tenho sentido muitos efeitos secundários, e o pior de todos é uma pontada horrível que surge do nada e que não passa se não me deitar de barriga para baixo - agora imaginem que isso acontece num local público...vou deitar-me no meio do chão? A única coisa boa que fez foi ter transformado a minha pele e cabelo oleosos numa pele e cabelo saudáveis. E isto para não falar dos outros comprimidos que tenho que tomar para o mesmo tratamento, que também têm que se lhe digam.
A minha médica deu-me total liberdade para decidir o que fazer, mas eu não sei mesmo. Se, por um lado, quero livrar-me de comprimidos, verificar se os tais "efeitos secundários" são, de facto, culpa deles e ver até que ponto os resultados das análises se alteram se não os tomar, por outro lado tenho medo de que os efeitos positivos sejam revertidos. Ninguém quer voltar a ter borbulhas na cara e um cabelo oleoso, pois não?
Uma coisa é certa: se não tivesse sido obrigada a tomá-la, acho que nunca teria metido químicos no meu corpo voluntariamente.

09/07/2013

Se pudesse mudar uma parte do meu corpo...


...escolheria os olhos. Trocaria os meus olhos míopes por uns saudáveis que não precisassem de óculos ou de lentes de contacto para funcionarem como deve ser. 
Sou dependente destas coisas desde os sete anos e às vezes isto é um tremendo incómodo: ter que fazer o que quer que seja com os óculos na cara, meter as lentes quando é para sair - porque já não consigo ver-me de óculos, acho-me feia -, as lentes irritarem-me quando estão mal postas ou quando já estão gastas ou estragadas, ir à praia totalmente pitosga porque vou sem lentes devido à possibilidade de elas se perderem pelos confins dos oceanos quando me salpicarem a cara ou quando abrir os olhos debaixo de água, enfim. Já estou mais do que habituada, mas, ultimamente, ando a fartar-me.
Tudo bem que há as operações, mas metem-me um medo, que nem vos conto. Operar outra coisa qualquer não me faz qualquer impressão, mas pensar em qualquer coisa que envolva olhos provoca-me logo arrepios. Talvez por ser um órgão sensível, por estar mesmo à vista de toda a gente, e, portanto, mais desprotegido, e por ser tão essencial...e, no entanto, cá estou eu a mexer nos meus próprios olhos quase todos os dias. 

26/04/2013

Dentes, aparelhos e afins #2

Podem ver a parte 1 aqui*.
Há umas semanas atrás, tive uma aula que foi dada por um professor da faculdade de medicina dentária e vim a saber que o meu problema de dentes não é tão estranho e estúpido como eu pensava. Chama-se recidiva e consiste no retorno dos dentes à posição original, mesmo após estes terem sido corrigidos com aparelho. É algo que me deixa um bocado frustrada, pois significa que usei aparelho e que passei anos a dormir com o aparelho de contenção para nada. Devia ir ao dentista tratar do assunto, mas é aí que surge o meu dilema. Tenho quase a certeza de que vou ter que voltar aos ferrinhos, o que, só por si, já é bastante dispendioso, e torna-se ainda mais dispendioso pelo facto de ter que estar todos os meses a ir a uma consulta. Se eu quiser, já agora, endireitar os meus horrorosos dentes inferiores também, mais dispendioso ficará. Ora, a minha mãe já anda a gastar dinheiro para que eu aqui esteja e custa-me um bocado - muito, vá - pedir-lhe que me marque uma consulta e que gaste ainda mais dinheiro por causa de mim. Já me custa pedir-lhe dinheiro quando o saldo do cartão multibanco está quase a zeros, principalmente porque esse dinheiro voa e só é usado na alimentação, em transportes (quando necessários) e no pagamento de contas. É certo que tenho algum dinheiro na minha conta, mas a minha mãe não quer nem por nada que eu o use, e só quer que eu mexa naquela conta caso chegue o dia em que ela não me conseguirá pagar propinas, rendas da casa e as outras coisas. Por isso, pois, não sei bem o que fazer, e nem sei se hei-de continuar a arrastar esta situação ou se deva corrigi-la o quanto antes, já que estou a ver que isto dos dentes não vai melhorar e que pode vir a ficar cada vez pior.

09/11/2012

Dentes, aparelhos e afins


Fui amaldiçoada com uns dentes horríveis. Nem sei se vão conseguir imaginar a minha figura. Um dos da frente em cima do outro, os caninos destacados tipo vampiro e um molar um tanto ou quanto peculiar - estão a ver os dentes dos tubarões, dispostos uns atrás dos outros, em filas? Esse meu molar estava assim, em segunda fila. Passado algum tempo, nasceu-me um igualzinho do outro lado da boca. E tudo isto nos dentes superiores.
Usei aparelho durante apenas um ano. Duração estúpida. Logo no primeiro, segundo mês, notei uma diferença brutal, mas nunca soubera de ninguém que só tinha usado aparelho durante um ano, era sempre muito mais tempo. Mas o dentista lá mo tirou, e eu não tive outro remédio senão pensar Bom, ele sabe o que está a fazer, não é?. Confiava no que ele fazia, pois ele teve a capacidade de me tirar aquele medo todo de ir ao dentista. Arrancou-me quatro dentes para conseguir meter-me o aparelho, e em nenhuma das extracções tive razão de queixa; nem a anestesia sentia. Só não gostava nada do depois, em que tinha aquela sensação toda estranha na boca, mas pronto. Nem com o próprio aparelho senti alguma dor ou algum incómodo, pelo menos que me lembre. Claro que no início era esquisito passar a língua pelos dentes e sentir aquelas coisas, e era chato ter que ir à casa-de-banho passar a escovinha depois de todas as refeições. Apesar de achar que ficar com aquilo durante apenas um ano era pouco tempo, não me importava nada de me ver livre daquilo. E fiquei tão contente quando vi o meu novo sorriso - tão direitinho que até me fez sentir como uma estrela de cinema, ahah.
Isto foi há cinco anos e qualquer coisa. Desde essa altura que fiquei condenada a usar um "aparelho" de plástico enquanto dormia, para que os dentes não saíssem do sítio. Era para usar todas as noites, mas depois poderia usá-lo cada vez menos frequentemente - noite sim, noite não, depois a cada três noites, e por aí fora. E, por causa disso de não usar todas as santas noites - não só por isso, mas também porque às vezes esquecia-me dele quando ia de férias e porque outras vezes não me apetecia usar aquela porcaria -, tenho notado que o raio dos dentes está a voltar a entortar.
O da frente está a querer voltar para cima do outro, os de trás estão uma "maravilha" - uns mais para dentro e outros mais para fora - e agora tenho um a nascer, que deve ser um siso! É que não me faltava mais nada; pensava que já tinha passado completamente a fase do nascimento de dentes. Credo, parece que sou outra vez uma miudinha... Ainda por cima parece que o raio do dente não vai ter espaço para nascer como deve ser. Como se isso não bastasse, acho que me está a nascer um superior, do mesmo lado da boca, lado esse que está estranho porque parece que é "arranhado" pelos malditos dentinhos que estão a nascer.
E eu que pensava que só precisava de arranjar os dentes de baixo - igualmente horríveis e que não foram sujeitos a aparelho, apenas os de cima -, mas, ao que parece, vou ter que voltar aos ferrinhos cinco anos depois! Sei de uma rapariga que teve que voltar a meter aparelho por causa disso, ficou com os dentes todos tortos outra vez. Fogo, vou ter que ir ao dentista quando voltar para a terrinha. É que, para além de isto ficar feio, pode trazer problemas. E dor de dentes não é algo que deseje ter outra vez - é das piores dores que alguém pode ter, se não mesmo a pior. 
Eu, numa outra vida, devo ter sido uma dentista maléfica, só pode...