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27/12/2016

I think I've found a special friend

Quis desejar-lhe um bom Natal decentemente. Com direito a um daqueles abraços apertados e reconfortantes que tanto eu como ele adoramos. Mas não houve oportunidade para isso; as circunstâncias não o permitiram. Seria constrangedor, no mínimo, se o tivéssemos feito em frente a toda a gente. Há que manter uma certa imagem, por assim dizer. Por isso, apenas dissemos Bom Natal um ao outro. Tal como fiz com toda a gente.
Recebi uma chamada dele pouco depois de chegar a casa. E estranhei. Perguntou-me se podia descer, pois estava à minha porta. Quando lhe perguntei o que estava ele ali a fazer, disse-me que só queria vir desejar um bom Natal.
Desci. Falámos por uns cinco minutinhos, se tanto. Deu-me um presente. E um daqueles abraços. Enquanto isso, disse-lhe Agora sinto-me mal por não ter nada para te dar. Ao que ele respondeu Não vim cá com a intenção de receber alguma coisa. Sabes com que intenção vim cá, não sabes? Para receber um abraço destes. E isto, para mim, valeu mais do que todos os presentes de Natal possíveis e imagináveis.

06/10/2016

Ao meu primeiro namorado - que eu achei que seria o único

Não vou escrever um texto sobre como nos conhecemos. Nem sobre tudo o que vivemos durante estes sete anos e meio, sobre as prespectivas de futuro que tínhamos e que não se realizaram ou sobre o modo como as coisas poderiam ter sido. Nem sequer vou escrever sobre os motivos que me levaram a achar que este seria o melhor desfecho, tanto para mim, como para ti também. Não, não vou escrever sobre nada disto. Só te quero dizer Obrigada.
Obrigada por teres gostado de mim como sou. Obrigada por me teres feito sentir amada e especial. Obrigada por teres sido o meu primeiro melhor amigo, o meu primeiro beijo e o meu primeiro namorado. Obrigada por todo o apoio que me deste ao longo deste tempo, por toda a paciência que tiveste para mim, por toda a compreensão que revelaste. Obrigada por todos os mimos e pela melhor surpresa que me fizeste - apareceres à porta do meu apartamento no Porto sem avisar. Obrigada por todos os lanches e todos os jantares que tivemos juntos. Obrigada por todos os passeios que demos, aos mais diversos sítios. Obrigada por me teres dado a conhecer os Porcupine Tree - e outras bandas, mas principalmente esta - e por me teres apresentado ao universo do Senhor dos Anéis. Obrigada pelas maratonas de episódios de True Blood, pelos serões de filmes e de jogos na Wii e pelos momentos em que apenas nos aninhávamos um no outro, mesmo que não disséssemos nada. Obrigada por todas as conversas que tivemos. Obrigada por todos os outros programas que tivemos juntos. Obrigada por teres tido fé em mim e por me teres levantado nas piores alturas. Obrigada por me teres feito sentir a pessoa mais feliz e sortuda do mundo. Obrigada por todos os momentos, por todas as memórias que vou conservar para sempre. Obrigada pelo amigo que foste, pelo namorado que foste e pela pessoa que foste. E por aquilo que nós, juntos, fomos. Em suma, obrigada por tudo.
Infelizmente, o futuro nunca é como imaginamos. E, se há coisa que não conseguimos controlar, é o nosso coração. Mais concretamente, aquilo que sentimos.
Não penses que não me custou olhar para ti e ver a tua dor enquanto te dizia que o melhor seria seguirmos caminhos diferentes. Sabia que estava a partir-te o coração; não penses que isso não me custou. Não penses que também não sofri e que não me senti uma pessoa horrível ao dar-me conta do que estava a acontecer connosco. E, por favor, não penses que me vou esquecer de tudo o que vivemos durante todo este tempo e de todas as memórias que me proporcionaste.
Só espero, quando todo o teu sofrimento passar, que possamos ser os mesmos amigos que sempre fomos. Até lá, só quero que fiques bem. E que sejas feliz. Eu sei que vais conseguir.

28/02/2016

Mais de 1000 razões para ser feliz #19


Ontem, dia vinte e sete, celebrámos sete anos desde que estamos juntos. Não passávamos este dia juntos há anos, pelo que decidimos fazer algo diferente. Foi dia de sair da cidade, de comer aquelas que considero as melhores hamburguers da ilha, de passear no parque de mãos dadas, de namorar nas piscinas termais e de terminar o dia com algo doce e com um chocolate quente delicioso. Foi dia de ser feliz.
Quanto a nós, bem, já deixei tantas palavras a respeito dele por aqui, que pouco ou nada tenho para acrescentar. Aliás, acho que nem sequer são precisas palavras. Ele sabe o que eu sinto e o que ele significa para mim. E já passámos por tanto e já vivemos tanto... mas sei que ainda temos muito mais para viver, e tenho a certeza de que mais anos virão. Obrigada por tudo ❤

15/02/2016

Mais de 1000 razões para ser feliz #18

Estivemos a ver O Senhor dos Anéis e até tivemos direito a pipocas, e, depois, aninhar-me nele, sentir os seus braços à minha volta e quase adormecer assim foi o toque final perfeito.

27/02/2015

Seis

Acho que posso dizer que a minha vida deu uma certa reviravolta há seis anos atrás. Uma boa reviravolta. Nem sei como estaria se não tivesse acontecido.
Por um lado, ganhei um melhor amigo, um confidente, alguém com quem posso contar seja para o que for e a quem não tenho receio de dizer o que penso. Por outro, tornei-me capaz de me importar realmente com alguém, de ser carinhosa e de imaginar um futuro em que não me visse sozinha. Ainda por outro lado, vivi dezenas de bons momentos. E, ainda por outro lado, descobri o que é o amor, o que é a felicidade, o que é ultrapassar obstáculos em conjunto e crescer em conjunto.
É incrível como uma pessoa que, a princípio, não passa de um completo desconhecido consegue ter tão grande impacto na vida de outra com o passar do tempo.
Mais um ano. Seis anos a conhecermo-nos, a evoluirmos, a aturarmo-nos nos bons e nos maus momentos, a partilharmos tudo e mais alguma coisa, a criar bonitas memórias. E que se mantenha sempre assim, ou que seja ainda melhor nos próximos anos que virão, se tal for possível ❤

25/02/2015

Avó

Há algumas coisas que é melhor iniciar do que recusar, mesmo que o fim possa ser triste.
in O Senhor dos Anéis: As Duas Torres

Eu vivo num primeiro andar. E ela vivia no rés-do-chão, numa casa mesmo por baixo da minha. Eu não tinha aquela coisa do dia de fazer a visita à avó. Ela estava mesmo ali, e eu via-a todos os dias. Bastava descer as escadas, que ela estava sempre disponível para o que quer que fosse, só para nos ver felizes, nos fazer sentir bem e garantir que não nos faltava nada. E, mesmo que não descesse as escadas, ela acabava por subi-las. Subia-as a cantarolar sempre a mesma canção, vinha trazer o pão e o jornal e ficava um pouco para dois dedos de conversa.
Quando eu não estava cá, ela telefonava-me de vez em quando e ficava sempre toda contente depois de cada telefonema, mesmo que não falássemos sobre nada de especial. Ficava igualmente contente quando lhe dizia as minhas notas dos exames. Orgulhava-se. Parecia contar os dias para o meu próximo regresso, pois, de todas as vezes que falávamos ao telefone, dizia-me quantas semanas faltavam para eu voltar. E, sempre que voltava, fosse a que horas fosse, lá estava ela, acordada à minha espera atrás da janela, enrolada no seu robe vermelho. Todos os domingos, almoçávamos lá em casa, e ela tinha o cuidado de preparar pratos que eu não costumava comer lá fora e que ela sabia que eu adorava: o seu arroz de marisco divinal e as melhores cavalas assadas do mundo.
Enchia-me de orgulho ver que, a um passo dos oitenta, ela continuava a fazer a sua vida normal e que não era como tantas outras da sua idade. Andava sempre bem-disposta, cheia de vida, disposta a viver por muito mais tempo. Não era uma senhora doente, a arrastar-se pelos cantos sem forças para nada e à espera de morrer. Era precisamente o contrário. Ela só queria mais anos de vida, e foi por isso que se submeteu a uma operação ao coração, para a qual foi cheia de confiança e felicíssima. Porque pensava que tudo ia correr bem e que ia ficar a "chatear-nos" durante mais anos. Todos nós pensávamos que tudo ia correr bem.
Não me lembro de alguma vez ter chorado tanto. Tinha tido um mau pressentimento devido ao facto de a operação ter sido adiada tantas vezes; parecia um mau sinal. Achei que lhe devia ter dito que saísse daquele hospital enquanto pudesse, por causa daquele meu mau pressentimento. Senti-me tão triste por ter sido logo agora; logo agora que estava prestes a voltar para casa de vez, prestes a passar mais tempo com ela depois de tantos meses entre cá e lá. Senti tanta repulsa pelos médicos, que, em vez de salvarem vidas, parece que só são capazes de as destruir, por gostarem de brincar ao "corte e costura". Senti repulsa pelo Deus a quem ela tanto rezava e no qual depositava tanta fé e tanta esperança, por não lhe ter dado a força que ela tanto queria e por ter decidido que o melhor seria levá-la. Se é que este Deus realmente existe. Seja como for, não deixou de ser irónico. Ela só queria mais anos de vida. E isso levou-a. Muita gente é da opinião de que, se ela não tivesse sido operada, as coisas podiam ter corrido mal de qualquer maneira, e ela acabaria por nos deixar na mesma. Mas eu sei lá. Eu pensava que, agora que estava prestes a regressar, iríamos continuar com os nossos almoços aos domingos e que eu iria parar em casa dela todos os dias depois do estágio, para lhe contar como tinha sido o meu dia. Pensava que lhe ia telefonar logo a seguir à defesa da tese, para lhe dizer qual tinha sido a minha nota. Ou que estaria lá em qualquer outro momento importante, ou mesmo em simples reuniões de família. Pensava que ela iria continuar presente por mais tempo e que tudo permanecesse igual. Mas nada vai ser como era. A sua presença era qualquer coisa, e é tão difícil traduzir, por palavras, a ligação que estabelecia com todos nós. Agora, sempre que vou a sua casa, acho-a demasiado vazia, mas, mesmo passado um mês desde que nos deixou, fico sempre com a estranha (e estúpida) sensação de que ela ainda vai voltar, como se se tivesse, simplesmente, ausentado. Às vezes, ainda penso que vai subir as escadas, a cantarolar a mesma canção de sempre, para vir conversar um pouco. Faz tanta falta, demasiada falta.
Orgulhava-me olhar para ela. Ver que a idade pouco lhe afectava; que continuava a conduzir, a ir fazer as suas compras, a organizar jantares de família, a arranjar-se. Era das senhoras mais vaidosas e bem arranjadas que conheci. Proporcionou-me muito, muito boas recordações. Andava sempre alegre e a irradiar boa-disposição, cheia de vontade de viver. Mostrou-me que o verdadeiro amor existe, por ter passado quase uma vida inteira ao lado da mesma pessoa. Admirava a sua garra, a sua força e o modo como abraçava a vida. E é assim que vou sempre recordar a minha avó ❤

PS: Obrigada a quem me deixou mensagens de força. Força foi algo do qual precisei bastante.

26/10/2014

Facto #24

Adoro fazer planos com ele. Pelo menos sei que irão em frente. Com as outras pessoas que conhecemos, pelo contrário, é muito comum ver os planos a irem por água abaixo, uma vez que nunca dão uma resposta concreta e, chegada a hora de pôr o plano em prática, qualquer desculpa é válida para desistirem. Mas ele não é assim, tal como eu. Quando dizemos que sim a uma coisa, fazemos essa mesma coisa; quando planeamos algo, é porque queremos esse algo e fazemos os possíveis para o conseguir. É por isso que ele é das únicas pessoas com quem posso contar.

15/08/2014

Sonhar com 2015

Temos falado acerca de um possível interrail, ultimamente. Talvez se consiga concretizar no próximo Verão. Espero que sim. Se assim for, será a viagem de fim de curso de ambos. E a primeira que faremos juntos.

07/04/2014

Click Click - directamente do coração


Para alguns bloggers, a rubrica Click Click dispensa apresentações. Mas, para quem não sabe, é algo que consiste em partilhar uma fotografia acerca de um determinado tema. Até agora, nunca participei, e a razão foi o facto de não ter nenhuma foto minimamente interessante acerca dos temas anteriores. O tema desta semana é Directamente do coração, e, portanto, algo relacionado com o amor, seja ele entre um casal, entre amigos, entre familiares ou o que quer que seja.

27/02/2014

Cinco


Há cinco anos atrás, o rapaz que, de repente, se tornara no meu melhor amigo, fez-me ver que gostava realmente de mim, na altura em que eu pensava que ele já tinha partido para outra. Há cinco anos atrás, recebi o meu primeiro beijo, que, apesar de ter sido a coisa mais esquisita de sempre, não me saiu da cabeça durante toda a aula de biologia que se seguiu. Há cinco anos atrás, deu a entender que queria ser meu namorado - estava tão tímido, que nem o conseguiu dizer por estas palavras. O meu primeiro namorado, que ainda hoje se mantém. Acho que me posso gabar por ter acertado à primeira. Não é toda a gente que pode dizer que ficou com o seu namorado do secundário para sempre.
Está bem, podem dizer-me que o para sempre não existe. Podem dizê-lo, que eu vou discordar. Há uma pessoa para cada um de nós, acredito que sim. Uma pessoa que nos ensina que o verdadeiro amor existe, e que este é capaz de superar qualquer obstáculo. Que está sempre pronta para nos ouvir e nos levantar sempre que nos deixamos ir abaixo nos nossos momentos mais sombrios. Que sente vontade de estar connosco, e que o demonstra. Que deseja um futuro connosco, o que se torna visível quando, subitamente, damos por nós a planear um futuro, juntos, deixando-nos a sonhar. Que nos apoia e parece ter mais fé em nós do que nós próprios. Uma pessoa em quem podemos confiar qualquer coisa e com a qual podemos contar para o que quer que seja. Com a qual nos sentimos perfeitamente à vontade, como se estivéssemos a falar com os nossos botões. Uma pessoa que se torna tão presente e tão valiosa com o passar do tempo, que acaba por ser uma componente do nosso dia-a-dia e um tesouro que queremos preservar a todo o custo, coisas que fazem com que seja impossível conceber a ideia de uma vida sem ela. E que nos torna nas pessoas mais felizes à face da Terra quando está por perto. Como se ficássemos rodeados por uma bolha, a limitar um pequeno mundo de paz e felicidade só nosso e a repelir todos os problemas e preocupações que nos atormentem, atirando-os para um outro mundo a anos-luz de distância.
Se me tivessem dito tudo isto há cinco anos atrás, teria achado estúpido. Mas ele, esse meu melhor amigo que surgiu inesperadamente na minha vida e que se converteu numa pessoa que amo com todas as forças, fez-me perceber tudo aquilo, e muito mais. O amor é tão complexo e difícil de definir, que tudo aquilo que eu disser acerca dele, de nós e desta relação, que estimo mais do que tudo, nunca faria jus à realidade.
Ainda espero pelo momento em que possa comemorar este dia ao seu lado. Assim como esperei que ele aparecesse, para dar cor e felicidade aos meus dias e para me tornar numa pessoa melhor, vou esperar pelo melhor que ainda está para vir. Deixei o amor entrar há cinco anos atrás, e, tal como até hoje, continuarei a preservá-lo durante os muitos mais anos que nos esperam à nossa frente. Eu acredito que sim, que o para sempre está reservado para duas pessoas que se complementam tão bem. Como nós.

07/10/2013

Facto #8

Sempre que passamos um fim-de-semana juntos, dou por mim a avançar uns aninhos no tempo e a sonhar com uma vida a dois passada da mesma forma...só amor =)

02/10/2013

Feliz


Vou ter companhia este fim-de-semana. Não há nada melhor do que isso; para além de estar cheia de saudades, vou fugir à rotina e encher os dias com programas diferentes. Acho que até vou suportar melhor as aulas horríveis de amanhã.

22/09/2013

Emigrar


Eu, para além de portuguesa, tenho nacionalidade americana. Por este motivo, o meu namorado farta-se de me dizer que, quando acabarmos de estudar, vamos fugir para os Estados Unidos. E também de brincar com o facto de querer casar-se comigo por interesse, devido à minha dupla nacionalidade. Acho piada e gosto quando ele fala nisso.
Na altura, não via as vantagens que a dupla nacionalidade poderia trazer-me. Nunca tinha ponderado a hipótese de ir viver para os Estados Unidos, nem mesmo estudar lá. Nem tão-pouco pensara na ideia da emigração em geral. No entanto, com o passar do tempo e com o evoluir da nossa maturidade, as coisas acabam por mudar. Agora, tenho uma melhor noção das coisas, e isto veio graças ao facto de eu ter deixado a ilha para vir para o continente. Foi com isto que me apercebi que o desconhecido vem sempre cheio de surpresas; há sempre tanto para descobrir e para experienciar e muitas oportunidades à espera.
Por isso, quando o meu namorado traz o assunto à tona, dou por mim a sonhar e a imaginar um possível futuro para nós dois do outro lado do Atlântico. Imagens de nós dois a passear na rua com um copo de café na mão, a ir a centenas de festivais e de concertos, a conhecermos o grupo perfeito de amigos ou a fazermos road trips numa caravana pelos estados fora desfilam logo pela minha mente. Como se isso não bastasse, os filmes e as séries americanas transmitem-me a ideia de que aquele país é um mundo de oportunidades, um palco onde todos podem brilhar e realizar os seus sonhos. E eu aí sonho mais, imaginando-me a alcançar o sucesso e a tornar-me numa escritora famosa.
A ideia acaba por ser aliciante e deixa-me entusiasmada. Apesar de namorarmos há quatro anos e meio, sorrio sempre que ele dá a entender que quer um futuro comigo. No entanto, por outro lado, a ideia de emigrar e deixar tanto para trás consegue ser um bocadinho assustadora.

21/05/2013

27/02/2013

Quatro


Foi há exactamente quatro anos que tudo começou. Parece que foi ontem. Lembro-me tão bem de tudo. Não só do próprio dia, em que, no fundo, sabia do que querias falar comigo, o que fez com que me sentisse tão nervosa, mas, ao mesmo tempo, feliz e um tanto ou quanto estupefacta por algo assim estar a acontecer comigo, com a rapariga que era invisível aos olhares dos rapazes. Lembro-me das primeiras vezes que te vi lá na escola, de não me teres passado tão despercebido por causa do teu estilo - rapazes de cabelo comprido e com t-shirts de bandas não era algo usual por aquele lados. De as nossas primeiras conversas, embora virtuais, terem sido sobre música. De falar contigo no messenger até às tantas, depois de dizer à minha mãe que ia dormir, quando, afinal, não ia. Da primeira vez que saímos juntos e andámos na rua de mãos dadas. De não nos importarmos de fazer a caminhada da minha casa até à baixa só para encontrarmos um lugar onde passar algumas horas juntos. De quando me mandaste uma mensagem a meio do meu estudo de biologia a dizer o quanto gostavas de mim, e de quando me disseste o mesmo pessoalmente. De quando foste à minha casa pela primeira vez, logo quando estava lá a família toda. De, numa noite em que fiquei em casa a jogar um jogo que me tinhas gravado para a PlayStation, estarmos constantemente às mensagens, mensagens essas em que dizias o quanto estavas a gostar dos momentos que tínhamos passado juntos até então e que não querias saber de mais nenhuma rapariga. Entre tantas outras coisas... 
Recentemente, já não estamos tanto tempo juntos quanto gostaríamos. E, quando estamos, são filmes, passeios, miminhos, almoços e jantares, conversas - ora mais sérias, ora mais a cair para a parvoíce -, ouvir musiquinhas, ou estarmos apenas juntinhos e aconchegados sem fazer nada. Coisas simples, mas que me deixam feliz pelo simples facto de te ter ao meu lado, e que, dia após dia, me fazem ver a sorte que tenho.
Quatro anos! Até me é difícil acreditar que passámos todo este tempo a conhecermo-nos, a fazer diversas coisas, a trocar carinhos e a aturarmo-nos um ao outro. Por vezes, até me pergunto como me consegues aturar todos os dias - isto nos tempos em que estamos de férias ou assim. Mas espero que assim continue. Ou que se torne ainda melhor, se tal for possível. Espero que celebremos este dia por muitos mais anos - e que o possamos celebrar juntos -, pois não consigo imaginar o vazio enorme em que se tornaria a minha vida caso deixasses de fazer parte dela. Apareceste para a tornar feliz, para lhe dar um certo sentido. Deste-me uma razão para acordar bem-disposta para mais um dia de escola. Tornaste-te num amigo como o qual nunca tive. Importaste-te comigo e gostaste de mim por aquilo que era, e isto foi o suficiente para que deixasse as paredes à minha volta desabarem, de modo a deixar-te entrar no meu mundo e a deixar-te conheceres-me. E olha que não é com qualquer um que isto acontece. Com o tempo, passei a falar contigo sobre tudo o que me ia na cabeça; passei a confiar em ti e tornaste-te no meu maior confidente. Para além de que, com o tempo, desenvolvemos um amor, uma confiança e uma cumplicidade tais, que esta relação se tornou cada vez melhor. Há quem diga que os primeiros tempos de namoro são os melhores, mas eu discordo. Nos primeiros tempos, ainda mal nos conhecíamos e não tínhamos o grande à-vontade que agora temos um com o outro. Nos primeiros tempos, levava a relação um pouco na desportiva, sem nunca imaginar que duraria este tempo todo, e não estava habituada ao facto de quereres ver-me todos os dias - aliás, não estava habituada ao facto de quem quer que seja querer estar comigo todos os dias para além das aulas. Por isso, sim, as coisas ficaram cada vez melhores com o tempo. E foi o tempo que me fez ter a noção do quão valioso és e do quanto me sinto feliz, amada, sortuda e segura quando estou a teu lado.
Sempre gostaste de mim tal como era, sem ter que mudar nada ou fingir ser ou gostar de algo que não tinha nada a ver comigo. Nem tive que fazer nada para que reparasses em mim. Não foi precisa maquilhagem, saltos altos, uma boa vestimenta, o cabelo todo espectacular ou qualquer outra futilidade. Só precisei de sorrir.
Se tivesse mudado de escola, nunca saberia da tua existência. Se eu não conhecesse a M., e se ela não tivesse namorado com o R., nunca nos teríamos conhecido. Se não tivesses tido aquele pseudo-namoro com aquela cabra, não me teria apercebido de que gostava de ti. E ainda dizem que as coisas acontecem por acaso.

03/10/2012

Amanhã...


Não gosto de ter que acordar às 6.40 todas as quintas-feiras. Parece que ainda é noite, está tão escuro e até tenho que acender as luzes. No entanto, gosto imenso de andar na rua antes das oito. Está fresquinho e as ruas estão tão calmas e silenciosas, há tão pouco movimento... Acho que amanhã não me vai custar muito a acordar. É o fim da semana, e vou ter um fim-de-semana prolongado, ainda por cima com companhia. O que podia ser melhor? Acho que nem as aulas teóricas me conseguirão aborrecer =)

27/02/2012

Só porque este é o nosso dia


Não podia ter encontrado melhor... Obrigada por tudo :') ♥