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27/07/2016

Facto #43

Fotografia minha.
Este Verão nem sabe a Verão. E eu sei porquê. Não é por causa do tempo - contam-se pelos dedos os "dias de Verão" que têm feito aqui -, embora isso também esteja a contribuir. Mas não é esta a principal razão. É por não estar de férias. E por nem sequer vir a ter férias. Estou ao abrigo de um programa de estágios que só dá direito a férias depois de não sei quantos meses de estágio. Salvam-se os diazinhos de folga que já tive e uns outros que ainda vou ter. Se não fosse isso, já tinha enlouquecido.

26/06/2015

Presa na ilha

As pessoas parecem pensar que estou a gozar quando digo que gostava de ir ao Porto quando acabar o estágio. Dizem que posso enviar a tese e o relatório por correio e perguntam-me onde é que ia passar as noites - e eu digo que fico numa pensão qualquer. Sim, realmente posso enviar as coisas por correio, mas isto de entregar as coisas é apenas um pretexto, porque o que eu preciso mesmo é de sair daqui por um bocadinho. Gosto de aqui estar, como é óbvio, mas passei três anos e meio entre cá e lá. E três anos e meio é algum tempo. Habituei-me a ter o meu espaço e a sair de casa para onde bem me apetecesse, sem dar satisfações a ninguém. É disso que sinto falta. Mudar de ares é quase uma necessidade, devido a ter-me habituado tanto a estar longe. Mas, por outro lado, tenho noção de que a nossa situação financeira não é a melhor, neste momento.
E não vou ao Vagos. Por causa do estúpido casamento. Resta-me rezar para que a próxima edição tenha um melhor cartaz, com mais bandas de que gosto.
Não vou ao Vagos, nem, muito provavelmente, ao Porto. Não vou fazer férias para lado nenhum. Vou passar mais meses aqui, no mesmo pedaço de terra, com o eterno clima incerto, os péssimos festivais de Verão e os lugares que já conheço de trás para a frente e que estou farta de visitar. Salva-se a viagem a Amesterdão no início de Setembro. O que, verdade seja dita, pode vir a ser um grande inconveniente, e isto por causa do exame de licenciatura, também conhecido como dia da defesa. 
A minha data ainda não está marcada, mas nem sei o que seria pior: se defender só para finais de Setembro ou inícios de Outubro, deixando-me algum tempinho para descansar, ou se logo no final de Agosto, de forma a seguir para os Países Baixos completamente descansadinha da vida e felicíssima por ter terminado o curso. Nem sequer sei se o final de Agosto é uma altura possível, uma vez que corresponde a férias para muita gente, embora a orientadora tenha dito que sim, que era possível, caso entregasse os trabalhos na época normal, em vez de na de recurso. Mas o meu primeiro pensamento teve a ver com o facto de finais de Agosto ser demasiado cedo, o que obrigar-me-ia a pôr mãos à obra o quanto antes. Ainda assim, a ideia de ir viajar sem aquela preocupação é demasiado tentadora. Estou a contar entregar tudo na época normal, uma vez que as coisas estão praticamente prontas. E, independentemente da minha data de defesa, o certo é que terei mesmo que ir ao Porto por causa disso, e aí sim, poderei aproveitar para passar lá uns dias. Aí, já ninguém me poderá impedir, porque terá mesmo que ser. Que chatice.
Mas, até lá, ficarei prisioneira da ilha. Acho que vou reservar a praia e os banhos de mar para manhãs esporádicas em que o tempo esteja óptimo, já que passei a preferir ir à praia de manhã, de modo a aproveitar as tardes para outras coisas. Acho que vou voltar a sair de casa só para ler debaixo das árvores num jardim ou para ir comer um gelado a uma esplanada. Espero fazer muitos piqueniques e churrascadas em família. Vou apostar em passeios pela natureza, não com o intuito estúpido de fazer exercício e andar rapidamente, mas sim para demorar-me a apreciar a paisagem, mesmo que isso implique ficar para trás. E deliciar-me com longas sessões de escrita debaixo do guarda-sol. Se vierem dias maus, nem vou reclamar, pois até no Verão sabe bem um dia no sofá com um filme giro ou com um bom livro como companhia. Posso ficar prisioneira da ilha, mas não vou deixar que isto me estrague as férias. Até porque tenho que passar parte delas a trabalhar na maldita defesa...

07/06/2015

Trabalhar para o bronze

Sempre gostei de ficar morena durante o Verão. Sempre tive facilidade em bronzear-me, bastando-me uma hora ao sol da manhã para ficar com as marcas do biquíni, mas isto nunca chegava e queria sempre ficar o mais morena possível. Não me perguntem porquê. Claro que acabava por chegar a um ponto em que o tom de pele não passava daquele, mas, mesmo assim, gostava de estar ao sol e gostava de me ver sem a típica brancura de Inverno. No ano passado, pela primeira vez, não quis saber do bronzeado para nada. Fui menos vezes à praia e meti-me menos vezes ao sol, pois o próprio calor começou a deixar-me cansada e acabei por preferir a sombra das árvores ou de um guarda-sol para, sobretudo, relaxar sem me chatear com o calor. Vai-se lá saber como, foi o ano em que ganhei o melhor bronzeado de sempre e o ano em que mais usei protector solar (não me lembro de ter usado tanto, exceptuando quando era criança e me cobriam com uma camada branca de protector). Outros casos que conheço, pelo contrário, mantiveram a "obsessão" de quererem ficar morenos, usaram um protector com um factor de protecção baixíssimo e lixaram-se.
Este ano, ainda não fui à praia, mas estou novamente a ralar-me para a questão do bronzeado. Estou, aliás, mais desejosa de tomar um bom banho de mar do que de camuflar a brancura de Inverno, embora continue a gostar de me ver bronzeada; acho que uma pessoa fica com um ar mais saudável e, digamos, mais feliz. Mas já não sinto esta espécie de "necessidade" de querer ficar morena. E estou a ralar-me com o facto de ainda não ter ido à praia; de qualquer das formas, ela não vai a lado nenhum e não fica propriamente longe, de modo que tenho imensos dias para lá ir, desde que o tempo o permita. Na verdade, a meu ver, não acho que o tempo, aqui, esteja assim tão bom para se ir à praia, embora conheça muita gente que já lá tenha ido... Nem sequer os invejo. Continuo a gostar de apanhar um bocadinho de sol, mas isto de trabalhar para o bronze deixou de ser uma prioridade.

17/07/2014

Facto #18

Quando vou à praia, não gosto que mexam comigo. Que me obriguem a levantar-me da toalha para o que quer que seja, portanto. Assim que me deito, é como se me desligasse de tudo o que se passa. Se não fosse pelo calor, podia perfeitamente passar mais do que uma hora na toalha a ler ou a ouvir música. É somente o calor que me obriga a levantar-me para ir à água - coisa que não acontecia quando era criança, pois aí ia à água mesmo que estivesse prestes a chover. A praia, para mim, é sinónimo de descanso. 

Coisa que, infelizmente, raramente acontece. 
Não só por mexerem comigo, mas também devido à grande quantidade de desconhecidos que resolvem acampar mesmo ao meu lado.

02/07/2014

Planos para as férias

- Ir a Lisboa outra vez
- Melhorar o livro que escrevi no ano passado
- Criar uma conta no Wattpad (isto é um talvez)
- Começar a escrever um novo livro (isto é um graaaande talvez)
- Provar a mim mesma que ainda sei desenhar e/ou trabalhar minimamente no PaintTool SAI
- Ler os dois volumes d'A Passagem, de Justin Cronin, que já estão em casa à minha espera
- Voltar a ligar a minha N64 nos dias cinzentos
- Uma semana em Gran Canaria
- Encontrar um par de sandálias perfeito, daqueles pares confortáveis que condizem com qualquer roupa 
(e que sejam giros, claro)
- Ir ao cinema ver a Maleficent, caso o filme não se vá embora esta semana
- Ver a última temporada de True Blood (snif...)
- Começar a ver The Big Bang Theory (mais um talvez)
- Praia (embora não tanto como nos outros anos...acho eu), piqueniques, churrascadas, passeios.

Sim, hoje foi a melhoria de nota, pelo que estou oficialmente livre. Bem-vindas, férias!

Plano para as próximas horas: acabar de escrever a sinopse do livro, para, finalmente, enviar tudo e ficar inscrita no concurso. Grr, detesto sinopses. Enfim. Ao trabalho.

16/05/2014

Do bom tempo


Até há bem pouco tempo atrás, adorava aproveitar os primeiros dias de bom tempo para dar um saltinho à praia, estirar-me na areia e deixar o sol fazer o seu trabalho de me roubar a brancura da pele e substituí-la por um tom moreno bonito, enquanto um livro ou o mp3 me faziam companhia naqueles minutos de calor. Até há bem pouco tempo atrás - e até no Verão passado falei disto -, gostava de ir passar férias a um lugar com óptimas praias, sem fazer nada o dia todo, a não ser ficar deitada, a ler ou a ouvir música, refrescar-me na água e fartar-me de comer coisas boas, sem pensar em absolutamente nada para além do facto de Isto é que é boa vida.
E o que acontece agora?
O bom tempo está aqui, mas nem tenho vontade de ir à praia, nem mesmo olhando para fotografias - que só servem para fazer inveja aos outros - que alguém possa publicar no Facebook. O facto de esta ser longe da minha casa e de me obrigar a apanhar o autocarro tira logo parte da minha vontade, confesso, assim como a bendita depilação que tenho que ser obrigada a fazer caso queira andar à fresca - estúpida sociedade, que quis que as mulheres fossem completamente "limpinhas". E sinto o sol a queimar-me nas costas quando ando na rua, coisa que não é nada agradável de se sentir durante cinco minutos, quanto mais numa hora passada a torrar e a suar numa toalha de praia.
Contudo, o bom tempo deixa-me feliz. Já disse milhentas vezes que detesto chuva e que acordar e ver o céu limpo dá-me logo outro ânimo; deixa-me com mais energia e torna bastante agradável a minha caminhada diária de casa para a faculdade e da faculdade para casa. Para além disto, sabe-me muitíssimo bem andar com as roupas de Verão, que adoro - e isto pode parecer uma tremenda futilidade, mas, bem, não tenho culpa de preferir a roupa de Verão à de Inverno e de gostar de andar sem casacos e com os pés frescos, por exemplo, ao invés de pensar que devia vestir mais qualquer coisa e/ou levar um cachecol atrás de mim por poder ficar um frio de rachar. Em vez de praias e de uma ou duas horas inertes a levar com sol, o que me tem realmente apetecido é ficar na esplanada. De facto, a melhor parte do meu dia de hoje foi ir até à esplanada comer um gelado e ficar a ler um pouco. O Porto trouxe-me - entre outras coisas - uma estranha e agradável paixão por esplanadas.
E o que acontece quanto às férias?
Passei a preferir passar uns dias em lugares que não tenham somente praias, ou mesmo que não tenham praias de todo. Passear por ruas, ver monumentos, tirar centenas de fotografias e conhecer novos lugares - e, entretanto, passar um tempinho numa esplanada, já agora - começou a tornar-se bem mais interessante do que umas férias passadas inteiramente a fazer o trajecto água-toalha-comida vezes sem conta, mesmo que, no final dos dias, tenha os pés feitos num oito. Foi por isso que torci um pouco o nariz quando a minha mãe me disse que estava a pensar em irmos passar uns dias às Canárias. Mas pronto, relaxar também sabe bem, e há que deixar a nossa pele sintetizar a vitamina D que não conseguimos obter tão bem durante o resto do ano.
Todas estas palavras para dizer algo tão simples como: acho que estou a ficar farta de praias. Pudera, não é...quem vive numa ilha tem dezenas de praias ao seu alcance, e é basicamente a elas que o Verão se resume. Mas, bem, talvez esteja a exagerar um pouco por ainda não me encontrar de férias e tal, porque, quando estiver, e quando regressar a casa, talvez o caso mude de figura. Talvez.
Ou estarei a ficar velha? É que nem me digam isso... 

29/08/2013

Debaixo de água


O fundo do mar fascina-me. E, depois de ter andado, no outro dia, num barco com fundo de vidro - um belo passeio, por sinal -, fascinou-me ainda mais. Só me imaginava a explorar o navio naufragado que observámos e a nadar junto às rochas submersas, examinando todos os seus recantos e todas as espécies marinhas que encontrasse. A água sempre foi um meio onde me dei bem - excepto quando o mar está agitadíssimo e com aquelas ondas enormes que rebentam a não sei quantos metros da costa. Sempre adorei nadar, e, debaixo de água, tem, de certo, outro encanto.  É a entrada para um lugar onde não se vê ninguém e onde nada se ouve, um escape às confusões e ao ruído de fundo de um ambiente terrestre. Tantas coisas que ali se escondem...tanto por descobrir...como se fosse um novo mundo.

15/07/2013

Férias fora


A última vez que passei parte do Verão fora do país foi há uns cinco anos. Desde aí, não temos tido grande disponibilidade e, por isso, não temos ido para lado nenhum. E que saudades que eu tenho de ir viajar para longe...de passar os dias junto a uma piscina de hotel, de descer dois degraus e estar numa praia com um mar limpo, calmo e de água morna, sempre sob um céu azul e um calor imenso...de ter tanta comida e bebida à disposição e poder ir buscar qualquer coisa a toda a hora e sem pagar mais por isso...de me afastar dos computadores e restantes tecnologias para aproveitar o ar livre...de não ter problemas em fazer as figuras mais tristes, por estar rodeada de gente desconhecida e que nunca mais irei encontrar na vida...de tirar fotos de fazer inveja...de não me preocupar com nada e de não ter chatices absolutamente nenhumas...
Até agora só passei três Verões fora - em Tenerife e na Tunísia, onde fui duas vezes - e foram todos simplesmente maravilhosos. Pergunto-me quando será a próxima vez que terei umas férias assim. Estou a ver que, a cada ano que passa, preciso cada vez mais disto.

13/07/2013

Alimentação no Verão


No meu caso, o Verão pede gelados na maior parte dos dias, pede churrascos, pede sandes nos dias em que nos queremos despachar para ir à praia, pede piqueniques e, portanto, mais sandes, mais batatas fritas e outras coisas que tais. E isto para não falar das festas de anos que tenho nesta altura: bolos e sobremesas deliciosas. Ainda dizem que o Verão é a altura em que se faz uma alimentação mais saudável? Em que se deixa de parte os pratos mais "pesados" e se opta por saladinhas e por fruta? Sim, pois...como se eu tivesse grande vontade de trocar todas as coisas boas por saladas! Para mim, Verão e alimentação saudável são duas coisas que nunca vão combinar.

05/08/2012

Nestes últimos dias...

...andei a fazer aquilo que sei fazer melhor...nada!
Neste caso, fazer nada significa descansar...deitar-me numa manta sobre a erva a ler, a conversar ou a não fazer a ponta de um corno. Foi tão tranquilo, tão relaxante, tão em contacto com a natureza, tão...férias. Durante o dia, éramos só nós, o canto dos pássaros e a sombra de uma árvore. À noite, éramos nós sob o seu estrelado, acompanhados pelo som incessante dos grilos. Até soube bem acordar cedo e fazer várias coisas durante estes dias, para além da minha parte preferida, que era deitar na relva em cima de uma manta. Foram dias que se tornaram longos, por acordar tão cedo, e bem aproveitados. Não senti falta de computadores nem de outras coisas. Não me chateei com nada. Mas ganhei - sem saber como - umas dores musculares terríveis...já há bastante tempo que não tinha destas!
Gosto tanto de acampar, a sério.

20/07/2012

Tranquilidade

Adoro nadar debaixo de água. Estar envolvida por um mundo líquido e pacífico. Abrir os olhos e ver a areia no fundo e um azul infinito à minha frente, no qual penetram uns ténues raios de sol. Ir em frente com o desejo de escapar das confusões da terra e de procurar ainda mais tranquilidade. É o lugar onde desaparece todo o ruído de fundo de uma praia repleta de gente. Ali, sou só eu. Não se vê ninguém e não se ouve nada. Uma paz completa. É como ouvir música alta com os auriculares: isolamo-nos do mundo. A diferença é que o mar é capaz de nos tirar o fôlego - literalmente.

29/04/2012

Verão...


Tenho saudades de dias mais quentes. 
Das roupas mais leves e mais frescas.
De calçar sandálias.
De dormir sem cobertores.
De não andar agasalhada por causa do frio ou do vento.
De tarde passadas na praia. 
De ver o mar todos os dias. 
Do sol. 
Dos jantares lá fora no balcão da minha casa. 
De churrascos. 
Dos passeios para fora da cidade. 
De não ter aulas nem horários para nada. 
De não ter obrigações.

Posso resumir o Verão em duas palavras...liberdade e felicidade.
Parece-me sempre que o Verão é a estação que demora mais tempo a chegar...e a que se vai embora mais rápido.