30/12/2015

Memórias de 2015

2015 foi um ano que começou da pior forma possível, e, por causa disso, achei que tinha tudo para ser um péssimo ano. Também graças a isso, tive que aprender - ou habituar-me - a viver sem a presença de uma das pessoas mais importantes da minha vida. No entanto, o ano acabou por me surpreender pela positiva, e, apesar de ter começado tão mal, deu-me vários motivos para sorrir.
2015 foi o ano de deixar a "casa de estudante" e a faculdade, para regressar a casa. Com isto, também deixei o Porto, a cidade que tão bem me acolheu e que se tornou na minha segunda casa, mas tive várias oportunidades de lá regressar, com as quais matei todas as saudades e me apaixonei ainda mais pela cidade. Algumas destas oportunidades foram inesperadas, com as quais fiz uma formação na faculdade - onde nunca pensei voltar a entrar - que me fez aprender imenso. Por falar na faculdade, 2015 foi o ano em que me licenciei e passei pelo stress de escrever e de defender uma tese. Foi o ano em que fiz um estágio pela primeira vez, o que me fez ganhar gosto pela minha futura profissão, descobrir áreas de interesse e crescer a nível pessoal.
2015 foi o ano em que risquei mais desejos da minha wishlist. Conheci Coimbra e Amesterdão. Regressei à prática do melhor desporto do mundo. Assisti a um dos melhores concertos da minha vida. Ganhei gosto pelos passeios na natureza, armada em turista. Entrei tanto na água fresca de uma cascata, como nas águas quentes de uma piscina termal. Li, finalmente, a trilogia d'O Senhor dos Anéis, bem como outras que queria ler ou terminar há já algum tempo. Continuei a dedicar-me aos meus hobbies de alma e coração, acabando por encontrar o meu estilo no que toca ao desenho - em relação à escrita, ainda me falta um bom bocado para acabar o segundo volume da minha trilogia sem nome...e acho que, afinal, não vou chegar às duzentas e cinquenta páginas antes do ano terminar, como tinha proposto a mim mesma. E continuei a apreciar as coisas simples e a ver a vida com positivismo; continuei a gostar de passear e de explorar uma cidade, mesmo sozinha e na minha própria companhia, a adorar os cafés e as esplanadas, as gordices, a água do mar no calor do Verão. Voltei a ter um sorriso metálico, o que não é propriamente bom, mas ao menos sei que estou a "caminhar" para cumprir mais um desejo que tenho. Ouvi álbuns de tirar o fôlego, lançados este ano e não só. Comprei o meu primeiro carro e voltei a conduzir passado tanto tempo. Conheci uma blogger pessoalmente, e foi incrível a empatia que sentimos uma pela outra logo no primeiro instante, como se já nos conhecêssemos - e, apesar dos quilómetros que nos separam, espero que voltemos a encontrar-nos e que possamos manter esta amizade inesperada.
Em 2016, espera-me uma nova etapa. Finalmente, a expressão Ano novo, vida nova vai fazer algum sentido. Espero que traga tudo de bom e mais razões para sorrir, não só a mim, mas também a vocês.

29/12/2015

Facto #35

Estar-se ligado às redes sociais em plena noite de Natal é uma das coisas que me custa a compreender e que me faz um bocado de confusão. Melhor dizendo, não é bem o facto de se estar ligado, mas sim a "necessidade" de se publicar uma foto de família tirada nessa mesma noite. É óbvio que, aqui, também tiramos fotografias de família, mas não com o único intuito de publicá-las. Não sei como há quem tenha paciência para isso, para andar com tentativas de fotos e para adiar a hora de se começar a comer só mesmo para dizer a toda a gente que se está a celebrar o Natal com a família toda - e isto bem que pode ser aplicado a outras datas festivas... Gente, toda ou quase toda a gente celebra o Natal com a família, acho que é escusado mostrá-lo. Já cansa, todo esse exibicionismo...

Prometo que não falo mais sobre o Natal, pronto.

28/12/2015

Natal 2015

O meu Natal foi bom. Diferente, por vários motivos, mas bom. A comida estava óptima, o bolo estava melhor do que nunca, a companhia foi ainda melhor e este deve ter sido o Natal cujo serão se prolongou durante mais tempo. Em relação aos presentes, não tive quase nada daquilo que pedi, o que não quer dizer que não tenha tido coisas boas. Mas, hey, recebi uma camisa axadrezada. E dois pijamas! Ambos muito giros e fofos. Um deles com umas calças com motivos de Hogwarts, que eu, claro, adorei. Os dias a seguir ao Natal continuaram a ser passados em família, ora na casa de um, ora na casa de outro, como já é hábito. A almoçar ou a jantar em conjunto, e, por vezes, a fazer estas duas coisas. E a ver filmes também. Honestamente, pensei que este Natal viesse a ser pior, dadas as circunstâncias, mas fui surpreendida. Talvez por não ter grandes expectativas.
E ainda fiz alguém feliz com uma "prendinha de Natal" inesperada. Saber que a pessoa ficou feliz deixou-me feliz também.

22/12/2015

Mais de 1000 razões para ser feliz #17




Fotografias da minha autoria.

Gosto tanto de montar e enfeitar a árvore de Natal e de decorar a casa a rigor, mas gosto ainda mais de ver a casa assim, toda enfeitada. Fica tão bonita, tão alegre. Este ano, resolvemos colocar os presentes debaixo da árvore, o que deu um ar mais giro e querido à coisa, como se os embrulhos também fizessem parte da decoração. Passei alguns dias sem ver um único presente com o meu nome, mas, de repente, apareceram logo três debaixo da árvore, e estou deveras curiosa quanto ao seu conteúdo. Nestes dias, sabe-me bem ficar por casa, especialmente quando o tempo está tão mau lá fora, como aconteceu na semana passada. Passar uma tarde a escrever ou à volta de um desenho, com boa música como companhia. Ou estar no sofá, coberta por uma manta, a ler um livro ou a ver os episódios de uma série acompanhada por um chá ou por chocolates. Sempre com as luzes da árvore a piscar ao fundo. Sabe bem ouvir músicas de Natal em todo o lado: na rádio, nas ruas, nas lojas...e até no balneário da natação. Nesta altura do ano, sinto-me, ainda, como se fosse uma criança de novo. É a altura em que mais vontade tenho de ver filmes de animação - o Big Hero 6 é um dos filmes mais giros de sempre, e a ideia do Inside Out é espectacular - e de voltar a dar uso à minha N64, a minha relíquia, a melhor prenda de Natal que já recebi - e na qual já não sei jogar tão bem como quando era miúda. Ontem, fizemos o nosso bolo de Natal, típico daqui dos Açores e tão delicioso, que deixou a casa a "cheirar a Natal". Depois, vai começar o frenesim no que respeita a fazer a comida e as restantes sobremesas e preparar a casa para o jantar da noite de Natal. Mas eu até gosto disso.
Este ano, o meu Natal vai ser mais triste, mas vou fazer os possíveis para aproveitá-lo ao máximo e da melhor maneira.
Se entretanto não publicar mais nada até ao dia - que é o que, muito provavelmente, vai acontecer -, aproveito para desejar um feliz Natal a todos  

21/12/2015

Ainda vou a tempo de alterar a minha lista de Natal?

Saiu recentemente um novo trailer da continuação do meu jogo favorito - do qual já falei aqui. Vê-lo deixou-me tão nostálgica e tão cheia de vontade de jogar e de voltar àquele mundo, àquelas personagens, àquela história tão estranha, tão complexa e tão interessante. Quero tanto jogar esses novos jogos. Aliás, não é só uma questão de querer; eu tenho que jogar esses novos jogos, e sei que poucas pessoas o compreenderão. É que eu estou à espera desta continuação há quase dez anos! Como é que hei-de sequer pensar em não ligar a algo que me é tão querido, que me acompanhou durante a adolescência e do qual estou à espera há tanto tempo?
E será que ainda vou a tempo de alterar a minha lista de Natal? É que afinal quero uma PS4...