08/11/2013

A Cabana - Wm. Paul Young

Sinopse: As férias de Mackenzie Allen Philips com a família na floresta do estado de Oregon tornaram-se num pesadelo. Missy, a filha mais nova, foi raptada e, de acordo com as provas encontradas numa cabana abandonada, brutalmente assassinada.
Quatro anos mais tarde, Mack, mergulhado numa depressão da qual nunca recuperou, recebe um bilhete, aparentemente escrito por Deus, convidando-o a voltar à malograda cabana.
Ainda que confuso, Mack decide regressar à montanha e reviver todo aquele pesadelo. O que ele vai encontrar naquela cabana mudará o seu mundo para sempre.

Não sei ao certo o que me deu para ler este livro, muito sinceramente. Estava lá por casa, já fora lido pela mãe e pela minha irmã e tanto uma como a outra adoraram-no e recomendaram-mo. Bem, a minha mãe recomendou. A minha irmã disse que eu não ia gostar. De qualquer das formas, já estava na minha lista de livros para ler já há algum tempo. Mas, mais uma vez, não sei bem porquê. Nunca fui dada a religiões. Talvez me tenha despertado algum interesse precisamente por causa disso, porque podia fazer-me mudar de ideias e fazer com que eu passasse a acreditar que sim, existe uma força superior qualquer.
Mas a coisa não pegou. A minha irmã tinha razão.
O ínicio do livro estava a ser bastante bom: a acção a desenrolar-se a bom ritmo e várias coisas a acontecer. Nada monótono, portanto, para além de bem escrito. No entanto, a partir do momento em que Mack volta à cabana, pronto, tem-se o caldo entornado. O mais engraçado é que as pessoas que adoraram o livro provavelmente preferiram o que aconteceu a partir daqui, enquanto comigo aconteceu exactamente o contrário.
De início, há a surpresa. A visão de Deus que o autor nos apresenta não tem, de facto, nada a ver com aquilo que qualquer comum mortal imagina. Reconheço que foi algo bem concedido. Mas a narrativa a partir daí, caraças...foi um tédio que tornou a leitura deste livro uma das leituras mais penosas de sempre para mim. É que eram só conversas. Só. Pura e simplesmente conversas entre Mack e Deus. A única coisa que mudava era o espaço em que as conversas se desenrolavam, porque até os temas das conversas conseguiam ser repetitivos. Os espaços foram a única coisa que me fascinou. O autor descreve-os de tal forma, que me fazem imaginar lugares mesmo bonitos e, de certa forma, mágicos. Mas, depois da descrição bem feita, lá vinham as conversas. O ciclo era sempre o mesmo: descrição de um novo lugar, conversas, ida de Mack para outra zona, descrição deste novo sítio, mais uma conversa, e por aí adiante. E foi isto que achei mesmo aborrecido. Não acontecia nada, eram só conversas acerca do que o ser humano tinha feito ao longo do tempo e que temos que aceitar que Deus viva em nós e blá blá blá. Para além de que muitas das frases eram enigmáticas. Tive que ler muitas delas mais que uma vez para as compreender. Houve até algumas que desisti de tentar perceber.
A verdade é que podia ter deixado o livro de lado, mas, sempre que começo alguma coisa, tenho que a acabar. E queria saber o que acontecia no fim, se havia alguma lição a aprender. Porque, afinal de contas, a capa do livro diz que Mudará a sua vida para sempre. Estava inquieta para que aquele homem saísse do raio daquela cabana, mas tal só aconteceu quase no final do livro. Pronto, o final não foi mau. Mas acho que se dispensava uma metade das conversetas. Não aprendi nada com aquilo. Nope, a minha vida não mudou. Apenas desperdicei o meu tempo a ler algo tão aborrecido.
Só uma última coisa: o prólogo. Aquilo está escrito de modo a dar a entender que Mack existe mesmo e que é amigo do autor. Dá a entender que Mack viveu, de facto, aquela história e que a contou ao autor para que este a escrevesse. Não percebi a ideia de o prólogo ter sido escrito neste sentido. É que, se a ideia era apresentar a personagem, podia ter sido escrito de outra forma. Da maneira que está, é estranho. Até porque, lendo o livro todo, vê-se logo que foi tudo inventado, logo a personagem principal foi inventada também.
Enfim, se quiserem e se vos chama a atenção, leiam-no e não se limitem à minha opinião. Mas não o recomendo.

Desafio #10


Regras: riscar aquilo que já fiz ou que já me aconteceu. 

Plantar uma árvore
Fazer uma tatuagem
Abraçar uma pessoa estranha
Andar de avião
Casar
Ter filhos
Fazer skydiving
Enviar uma mensagem dentro de uma garrafa para o oceano
Conhecer uma celebridade
Dançar no meio da rua
Roubar alguma coisa
Passar um noite na prisão
Fugir de casa
Fazer um graffiti
Ver alguém a morrer
Beijar na chuva
Fazer um safari
Mudar de casa
Andar de cavalo
Nadar com golfinhos
Pintar o cabelo
Fazer voluntariado
Actuar em cima de um palco
Desmaiar
Receber uma prenda de um anónimo
Ter um romance de Verão
Nadar nu
Ir ao supermercado de pijama
Namorar com uma pessoa estrangeira
Fazer uma viagem com amigos
Fazer yoga
Chorar a ver um filme
Sofrer um desgosto de amor
Escrever um livro
Dar um murro a alguém
Cair da cama enquanto dormia
Deixar queimar comida
Escrever algo no tronco de uma árvore
Viajar de balão de ar quente
Ler todos os livros do Harry Potter
Jogar na lotaria e ganhar um prémio
Ir à Disneyland
Adormecer no sofá com os amigos
Jogar Twister

04/11/2013

A solidão dói


Como disse no outro post, fui para Barcelona através de Lisboa. Passei-me um bocado por causa disso, principalmente sabendo que, indo para Lisboa, estaria tão perto do meu namorado e não iria poder vê-lo. Por isso mesmo, resolvi ir mais cedo para lá, de modo a poder encontrar-me com ele e jantarmos juntos. Pelo menos passaria a viagem de comboio mais animada.
Bem, se um fim-de-semana com ele sabe a pouco, então o que se pode dizer de umas míseras horas? Claro que foi bom receber os seus abraços que me deixam tão segura e reconfortada, jantar com ele entre sorrisos e palavras e andar com ele de mãos dadas. Para além de que foi um querido a proteger-me da chuva e a limpar-me as primeiras lágrimas antes da despedida. Depois disso, quando já estava sozinha, é que tudo se desmoronou. Vieram outras tantas lágrimas, e aí já não tinha ninguém para me consolar.
Parece que nem sequer posso ter um namoro normal, em que as pessoas estão juntas constantemente. Já namoramos há tanto tempo e parece que passamos mais dias separados do que um com o outro, enquanto parece que os que têm namoros da treta ou bastante recentes é que estão sempre juntos. É tão injusto e ando mesmo farta. Agora é certo que só nos encontraremos no Natal, já que ele anda afogado em trabalhos e em coisas para estudar até lá. Eu aguento-me, claro, não tenho outro remédio...mas caraças, eu também sou humana. Também tenho dias maus, dias em que me sinto sozinha ou triste. E é nesses dias que preciso de um abraço ou de mimos e de alguém com quem falar e que me faça companhia. Basicamente, é nesses dias que preciso de sentir que sou valorizada, amada e imprescindível para alguém. Não só não o tenho a ele, como também não tenho a minha família, ou um simples amigo. E ninguém que nunca passou por isso parece compreender o que isso é, o quanto custa estar longe e só ir a casa em tempo de férias ou encontrar-me com o namorado esporadicamente.
É por isso que estou ansiosa por acabar este curso. Quando este pesadelo acabar, podemos ficar finalmente juntos como merecemos, sem mais despedidas, sem mais saudades, sem mais dias solitários. No que depender de mim, a distância não se irá intrometer novamente. Há quem diga que não se devem abdicar de certas coisas por amor, mas não consigo compreender até que ponto isto será verdade, pois não encontro nada pior do que viver sozinha e com saudades de alguém, sem sentir o amor de alguém. Não vou voltar a passar por isto, nunca mais!

03/11/2013

Estou a adorar...

...a nova temporada de Once Upon a Time
Tão melhor que a anterior... Ontem vi, seguidinhos, tal como gosto, os três episódios que tinha em atraso...e, mesmo assim, soube-me a pouco! Por que é que só sai um episódio por semana?

01/11/2013

5 dias em Barcelona


A minha ausência na semana passada deveu-se à minha ida para esta cidade. Uma viagem que já estava planeada há uns meses, mas para a qual a minha paciência não era muita. Sentia-me bem no meu cantinho, sem ninguém a atrapalhar-me a rotina. Para além disso, comecei a ficar aflita com a porcaria de um trabalho. Depois, até foi marcado um teste. Mas este, entretanto, acabou por ser adiado a pedido de alguns colegas. E também não estava com grande vontade por ir viajar com a minha irmã e o meu pai. Já viajei com eles algumas vezes para perceber o quão chatos podem ser quando se juntam. Depois eram os telefonemas do meu pai, sempre a enervar-me por causa do raio dessa viagem. Sim, nos posts que escrevi há uns tempos atrás, chateada, referia-me a ele. Não menti quando disse que só pensa em si e etc. É tudo verdade, e são essas coisas que me conseguem irritar. Estava passada por ter que faltar às aulas, algumas delas importantes, por ele ter marcado uma viagem a partir de Lisboa, obrigando-me a ir até lá de comboio, e por ainda me vir dizer que não se podia levar bagagem no porão do avião, impondo-me milhares de regras estúpidas. Claro que também me passava quando ele dava a entender que os meus motivos para não ir viajar não eram válidos. Está-se sempre nas tintas para aquilo que os outros têm ou preferem fazer. Ou seja, tem mesmo um feitiozinho daqueles, e isso não muda.
No entanto, é como disse no outro post...a faculdade consome-me e impede-me de fazer tanta coisa...e há tanto que posso fazer a partir daqui...como, por exemplo, conhecer outras cidades. E, com isto, desanuviar um bocado, tornar os dias um bocadinho diferentes, sem ser sempre a mesma rotina exaustiva de casa-faculdade-casa. Como o teste tinha sido adiado e como os trabalhos estavam encaminhados, bem, lá fui. Fui por mim, pois apercebi-me de que estava a precisar de fugir de tudo isto por uns dias.
Bem, e qual não foi o meu espanto ao dar-me conta de que até gostei daquela cidade. Nunca foi um lugar que me despertasse a atenção, mas surpreendeu-me. Valeu a pena. No entanto, não seria capaz de lá viver...é demasiada gente e demasiada confusão para mim, e demasiado barulho, principalmente de motas...nunca tinha visto um lugar com tanta mota junta. Eram mais motas do que carros. Fez-me lembrar uma pequena Nova Iorque, com todo aquele movimento e com a grande quantidade de Starbucks e McDonald's por lá espalhados. Só a comida de lá é que não era nada de jeito, para além de ser caríssima. E, mesmo assim, o meu pai e a minha irmã não estavam tão chatos como nas outras viagens que já fizemos...mas continuam a querer visitar museus de arte e exposições onde eu não encontro beleza nenhuma. Acho estas coisas aborrecidas.
Ganhei conhecimento acerca de um novo lugar, ganhei memórias, centenas de fotografias...e uma maldita constipação. Opá, isto é que era mesmo dispensável... É que ainda nem me curei... Acho que a culpa foi do metro. As estações eram um autêntico forno, no interior do metro já estava frio, e depois saía-se na estação e enfrentava-se o ar bastante abafado novamente. Não percebi, de todo, este esquema. Mas enfim...
Deixo aqui um pequeno relato para mais tarde recordar.