07/05/2016

O depois

Já disse que não sou pessoa de pensar no futuro e de fazer grandes planos a longo prazo. É por isso que não sei o que vou fazer depois do estágio, quando este chegar ao fim. Pensando bem, nunca soube o que fazer depois do que quer que fosse. Por mais que pensasse, nunca chegava a nenhuma conclusão. Pelo contrário, pensar demais deixava-me chateada e deprimida. Nunca soube que curso queria tirar e só decidi candidatar-me ao meu curso na noite anterior ao final do prazo das candidaturas. Não sabia o que iria fazer depois da licenciatura, mas não passei o Verão inteiro a procurar estágios, como me haviam sugerido, pois tinha sempre o pensamento de que havia de acabar por encontrar alguma coisa. Entre outras coisas. Deixei de pensar muito e de remoer neste tipo de assuntos por achar que não valia a pena e que tudo havia de se resolver naturalmente. Tornei-me apologista do Depois logo se vê em vez do planeamento bastante antecipado, pois acho que as coisas correm melhor assim.
É por isso que me chateia o facto de me perguntarem constantemente pelo depois. O depois do estágio. Não faço ideia do que vai acontecer ou daquilo que vou fazer, mas isso é algo que não me assusta e sobre o qual não faço questão de pensar. Talvez por ainda estar tão distante, tão longe de ser real. Perguntarem-me sobre o futuro e dizer-me o que devia e não devia fazer, tanto agora, como mais daqui para a frente, deixa-me pressionada e sufocada. Acho que é impossível manter uma atitude positiva em relação ao trabalho e ao momento presente se me tentam empurrar com toda a força em direcção ao futuro.
Sei que fazem isso para meu bem. Mas isso não me ajuda. Não sou de apressar as coisas ou de pensar no amanhã, e, se esta fase chegar ao fim e eu ainda não souber o que vou fazer ou para onde vou, há-de chegar ao dia em que acabarei por descobrir. Acho que não precisamos de estar sempre em movimento, de começar de imediato outra coisa quando uma fase chega ao fim - isto pode acabar por dar asneira, às vezes. Acho que, por vezes, entre uma coisa e outra, precisamos de parar um pouco para reflectir e para nos encontrarmos. Pena que nem toda a gente pense assim. Mas, mesmo que não pensem, o mínimo que deviam fazer era respeitar. Até porque não é o percurso delas que está em causa.

04/05/2016

E, finalmente, ...

...o projecto do estágio profissional que estou a fazer de momento foi aprovado pela Ordem da minha futura profissão. Tal como queria, consegui conciliar um estágio profissional remunerado com um estágio obrigatório para o exercício da profissão. Não podia estar mais aliviada. Se bem que estou a ver o meu dinheirinho a começar a ir pelo cano abaixo por causa de todas as taxas impostas pelo raio dessa Ordem. E eu que tinha pensado em poupar...
Uma das coisas que tudo isto implica é frequentar um seminário obrigatório em Portugal continental. Olha que chatice...como se eu me importasse! Ao menos fico com uma desculpa para sair um pouco daqui, se bem que preferia ir para o Porto em vez de para Lisboa, mas, por razões económicas, vou ter que optar pela última. Mas, mesmo assim, vai ser bom. Até porque, juro, a primeira coisa em que pensei foi: Assim vou poder ir à Feira do Livro de Lisboa!

22/04/2016

Weekend wishlist

Inspirada no post do mesmo género que vi no blog The eyes of a Mermaid, resolvi fazer uma pequena lista de coisas que espero fazer no fim-de-semana. Tanto neste, como nos próximos, caso não consiga fazer tudo. Já que este fim-de-semana conta com três dias (YAY!), e já que vou continuar presa na ilha, espero tentar aproveitar bem o meu tempo em vez de ficar a olhar para as paredes como que desesperada por estar cansada de estar aqui e não ter nada para fazer. Até porque algumas são coisas que já estou para fazer há muito tempo, e, assim, escrevendo-as e indo ao blog lê-las, talvez me lembre de as fazer realmente.

- Criar uma conta no LinkedIn;
- Preparar um texto bonito para quando enviar o meu livro às editoras;
- Escrever pelo menos mais uma cena do meu livro;
- Fazer as últimas correcções, a nível de sequência temporal, no meu livro anterior;
- Ver o episódio de Reign que tenho em falta;
- Ouvir o novo álbum do Steven Wilson, caso já esteja disponível em algum lado (espero bem que sim!);
- Andar a pé pelo menos num dos dias, no parque ou, em último caso, na passadeira, já que na próxima segunda-feira não posso ir nadar por ser feriado e a piscina estar fechada;
- Voltar a fazer as bolachas de aveia e banana que fiz uma vez, ou então encontrar uma receita de panquecas de aveia "que dê certo" e pôr mãos à obra;
- Fazer pelo menos mais um desenho dos vários que tenho em mente;
- Gravar um CD para ouvir no carro;
- Cortar a franja - bem curtinha, desta vez.

21/04/2016

O que se conta?

- Não tenho andado com grande paciência para o blog, e isto porque noto a blogosfera cada vez mais morta. Continua a chatear-me escrever para o boneco. É por isso que não tenho escrito posts que já estão na minha cabeça há tanto tempo. Sinto que vou estar a gastar tempo e esforço para, no fim, não vir a receber feedback algum. O que mais me chateia no meio disto tudo é que se fosse uma blogger dita "popular" a escrever um post do mesmo género daqueles que escrevo ou posso vir a escrever, o post da dita blogger estaria recheadinho de comentários. Mas, como sou eu...;

- O estágio anda a correr cada vez melhor; cada vez me sinto mais à vontade e mais integrada no meio de toda a gente, para além de que sinto que estou a fazer algo de útil e sinto-me bem mais proactiva do que durante o estágio curricular, no que diz respeito a dar novas ideias e sugestões de melhoria, que têm sido bem aceites;

- Contudo, o raio da Ordem ainda não me disse se aprovou ou não o meu projecto de estágio. Já andam nisto há meses, e eu estou mesmo inquieta para saber o veredito;

- E, por falar no estágio, adoro a liberdade que me dão lá. Logo na primeira reunião que tive, ainda antes de ter começado a trabalhar, disseram-me que eu estaria por minha conta. Que não se importavam com o horário que fizesse, se trabalhasse lá ou em casa, entre outros que tais, desde que, no fim, o trabalho estivesse feito. Fiquei entusiasmada com isso, embora um pouco de pé atrás por achar que era algo demasiado bom para ser verdade. Mas, recentemente, voltaram a referir a mesma coisa e a dizer que estou por minha conta, e eu acho isto fantástico. É algo que se devia aplicar a qualquer trabalho, na minha opinião;

- Estou contente por ter criado uma conta no Instagram. Estou a adorar aquilo e é como se me sentisse mais próxima de toda a gente. Sinto, ainda, que posso publicar as fotos mais parvas sem que ninguém venha com boquinhas, revire os olhos ou diga a si mesmo que estou só a fazer inveja aos outros, como acontece no Facebook (eu faço estas coisas muitas vezes, quando vejo determinadas fotos ou estados no Facebook);

- Ando farta deste tempinho. Nem sequer é da chuva e do tempo instável; é do frio. Anda a irritar-me ainda sentir frio em finais de Abril. Estou farta de mantinhas, de cházinhos, dos mesmos pijamas quentes e de vestir as mesmas roupas desde Dezembro. Agora devo estar a parecer a gaja mais fútil à face da Terra, mas que atire a primeira pedra quem nunca se fartou de vestir sempre a mesma coisa durante meses a fio;

- Cada vez gosto mais de ter um carro. É tão bom sair do trabalho e não ter que esperar por uma boleia ou por um transporte público, e é tão bom meter-me em casa - ou noutro sítio qualquer que me apeteça ir - num instantinho. É cá uma sensação de independência...;

- Vou ao concerto de Iron Maiden e ainda mal consigo acreditar. Não parava de pensar nisso e andava sempre sem saber se ia ou não ia, mas, finalmente, decidi-me. Ainda para mais, vou ter companhia e não tenho que pagar alojamento; acho que não podia pedir mais. A vida são dois dias - foi essa a mensagem que tentei passar no post de há uns dias atrás, embora me tivesse parecido que pouca gente o entendeu -, e tenho quase a certeza de que me iria arrepender se não fosse. Lá vou eu mudar de ares e divertir-me à grande, para variar;

- Está a dar-me uma constante vontade de sair daqui, principalmente aos fins-de-semana. Há fins-de-semana em que só me apetece adormecer para o mundo e ficar em casa de pijamas armada em lontra, mas há outros em que fico um bocado irrequieta por andar farta de aqui estar. Cada vez mais sinto que esta terra é sempre a mesma coisa, que nada acontece e que não há nada para fazer. Sinceramente, já não sei onde vou querer viver quando já estiver a trabalhar e quando puder sustentar-me a mim própria. Toda a gente continua a perguntar-me isso, mas eu continuo sem saber responder, uma vez que todos os lugares têm as suas vantagens e desvantagens;

- Felizmente, vou aproveitar um fim-de-semana prolongado para sair daqui e ir arejar a cabeça, e não podia estar mais contente.

18/04/2016

Mais de 1000 razões para ser feliz #21

Fotografia da minha autoria.

Aproveitar os dias de sol.
Estava uma tarde tão boa quando saí do estágio na passada sexta-feira. Daquelas tardes mesmo convidativas com o sol a brilhar e em que não se sentia frio. Tardes mesmo "à Primavera", que, infelizmente, este ano têm surgido com muito pouca frequência. Ter noção disso e ver o dia assim deu-me logo uma enorme vontade de estar ao ar livre.
Quando cheguei a casa, a minha mãe já lá estava. E eu, mal entrei, sugeri-lhe logo que saíssemos e que aproveitássemos o bom tempo.
E assim foi. Ficámos perto de uma hora numa esplanada à beira-mar, a desfrutar do calor do sol e a saborear um cappuccino - a minha bebida de eleição -, e isto soube-me tão bem. O facto de ser véspera de fim-de-semana foi mesmo a cereja no topo do bolo. E ainda bem que o fizemos, já que o fim-de-semana esteve de chuva. Foi nisso que também pensei. Para quê esperar pelo fim-de-semana e por um momento mais "livre"? Devemos mesmo aproveitar o momento, sermos espontâneos. Porque eu sei lá quando é que, nos próximos tempos, vou voltar a estar numa esplanada ao sol e sem sentir frio. A Primavera parece não querer nada com ninguém este ano, pelo que tenho optado por tirar partido dela quando ela, de repente, decide dar um ar da sua graça. Acho que ando a tornar-me numa pessoa mais espontânea por estas e por outras, e isso agrada-me.