12/04/2016

Momentos inesquecíveis

Any day can be the last day in your life
So make it an unforgettable time.

Assim começa a minha música favorita dos Blackfield, Rising of the tide. Foi uma frase que me ficou na cabeça desde há uns tempos e da qual me lembro frequentemente. Uma frase um tanto ou quanto cliché, é certo, parecida àquela coisa irritante do Vive cada dia como se fosse o último - nunca gostei desta frase -, uma vez que a mensagem é basicamente a mesma. Mas acho esta mais bonita.
Nunca fui pessoa de fazer planos a longo prazo, e continuo sem fazer isso. E também nunca fui pessoa de pensar que o dia de amanhã poderia não chegar. Porque sempre pensei que não se devia pensar assim. E continuo a não pensar assim. Pensar no futuro e, ao mesmo tempo, trazer à tona o pensamento ridículo de Nem sei se ainda vou estar cá daqui a X anos é algo que não me entra na cabeça, talvez por não estar na minha natureza pensar dessa forma.
Mas, ainda assim, lembro-me daquela frase com frequência. E isto por causa da última parte. Make it an unforgettable time.
Acho que a vida é feita desses momentos. Pequenos ou grandes, mas que permanecem sempre na memória e que recordamos com um carinho imenso, envolvendo-nos em nostalgia e deixando-nos com uma vontade tão grande de voltar atrás no tempo só para vivê-los mais uma vez. Momentos inesquecíveis. É isso que realmente importa.
E acho que gozar a vida é ir atrás desses momentos. Criar esses momentos. E, por vezes - e, às vezes, inesperadamente -, surgem oportunidades de termos este tipo de momentos e de, como consequência, criarmos memórias que recordaremos para sempre. Quando isso acontece, e, especialmente, quando me sinto indecisa em relação ao que fazer, penso na bendita frase. Penso em como devo aproveitar para gozar a vida quando as coisas parecem jogar a meu favor. E penso em algo como Não sei se voltarei a ter uma oportunidade assim, pelo que vou agarrá-la enquanto posso.
Make it an unforgettable time. Porque é isso que importa. E foi nisso que passei a focar-me.

03/04/2016

Primavera? Onde?

Fotografia da minha autoria.

Há dias em que parece que a Primavera já chegou. Com o sol a dar o ar da sua graça e com um pouco menos de frio... São dias que me dão logo outro ânimo e uma certa esperança de que o Inverno se vá embora de vez. Mas a verdade é que este tipo de dias tem sido esporádico. Demasiado esporádico, de modo que o Inverno teima em ficar. Isto porque, por cá, continuo cheia de frio e a usar as mesmas roupas que vesti durante o Inverno. À noite, as mantinhas por cima das pernas e as canecas de chá continuam a ser uma constante. Por este andar, parece que o Verão só vai chegar lá para Outubro...
Escusado será dizer que isto já cansa. É pedir muito que venha um pouco de calorzinho?

30/03/2016

Mais de 1000 razões para ser feliz #20


Fotografias minhas.

A minha tal amiga de escola, da qual falei aqui, já cá esteve e já se foi embora. Tinha dito que, se só nos encontrássemos uma vez, já me dava por contente, mas acabámos por nos encontrar três vezes. Eu, ela e outros amigos de escola, pessoas que já não via e com quem não estava há imenso tempo. Num dos dias, saímos para ir jantar uma pizza deliciosa; noutro, fomos passear até às Sete Cidades (na primeira foto) e desfrutar do ar livre enquanto fazíamos um piquenique improvisado; e, noutro, ficámos pelo bar de uma praia com um sol tão bom. Foram reencontros com boas conversas e gargalhadas, passados em boa companhia, que me fizeram tão bem e que me souberam pela vida. Adorava poder ter mais momentos destes, pequenos, simples e felizes, como um escape à rotina e com pessoas de quem gosto e que sei que gostam de mim. Fazem-me sempre tão bem, fico feliz comigo mesma e tornam um dia muito mais radiante. Espero que as coisas se mantenham sempre assim dentro do nosso pequeno grupinho. Já tenho saudades.

25/03/2016

Ser a minha própria chefe

Não sei se vou ter férias este ano. Gostava de aproveitar algum fim-de-semana prolongado para sair daqui e arejar a cabeça. Gostava de ter a possibilidade de apanhar um avião para ir de propósito a algum concerto que me interessasse. Há várias formações e cursos na minha área que não param de aparecer e que me deixam interessada e com vontade de fazer. Mas fazer cada uma dessas coisas implica pedir autorização aos patrões. É por isso que, quanto mais dias de trabalho passam e quanto mais penso nisso, mais chego à conclusão de que o melhor será, no futuro, trabalhar por minha conta. Para além de poder fazer o meu próprio horário, evitando, assim, a rotina de entrar e sair sempre à mesma hora, não será preciso pedir autorização a ninguém para fazer qualquer coisa que implique faltar ao trabalho. Pode ser arriscado, por não haver um ordenado fixo e por aquilo que se vier a ganhar depender inteiramente do trabalho que tivermos, mas acho que, no final de contas, o que vai realmente importar é aquele tipo de experiências que referi no início. No final de contas, é isso que vamos recordar, e não o número de horas que passámos a trabalhar e os ordenados fixos no final de cada mês que surgem independetemente da quantidade de trabalho que temos.
Vejo isso no meu pai. Trabalha por conta própria e faz o que bem lhe apetece. Tem as férias que quer, faz as viagens que quer e as formações que quer. É verdade que tem dias em que trabalha demais, mas compensa isso trabalhando "de menos" - ou não trabalhando de todo - no dia seguinte. Houve alturas em que disse a mim mesma que nunca faria isso de trabalhar mais de sete, oito horas num dia, e que preferia não trabalhar por minha conta por ser tão arriscado. Mas, agora, acho que não quero outra coisa. Espero que, no futuro, o meu pai consiga arranjar-me um consultório no espacinho dele, pois também quero ter essa "vida de lorde". Só acho que vou ter que trabalhar muito antes disso. Nomeadamente, especializar-me nalguma área que me permita distinguir-me dos outros, para poder ter algum sucesso.

21/03/2016

IceQueen on Instagram

O Instagram é uma rede social que já me fascinava há uns bons tempos atrás. Achava que era uma rede tão...bonita. E andava a tentar aderir desde o Verão passado. Através de uns truques, já que não tenho um smartphone nem tenciono comprar um nos próximos tempos. Mas o facto é que os ditos "truques" começaram a irritar-me por diversos motivos - o computador ficava lento, eu não conseguia enviar fotos, entre outros -, pelo que desisti. Tentei umas duas, três vezes e desisti essas mesmas duas, três vezes, pouco tempo depois de ter criado uma conta. Acontece que não conhecia os "truques" certos, e, agora que os conheço, a coisa tornou-se tão mais fácil, que, à terceira ou quarta tentativa, consegui manter-me no Instagram sem stressar, sem nada dar para o torto e mesmo sem ter um smartphone.
Mas, quando penso na quantidade de fotografias giras que tirei entre o Verão passado e hoje, fico triste. Já podia ter partilhado tanta coisa...!
Posto isto, e à semelhança de muitos outros bloggers, convido-vos a seguirem-me no Insta e conto poder seguir-vos também. Tenho uma conta pessoal, pelo que quem vier a seguir-me vai saber o meu nome e saber como sou fisicamente, mas, para ser sincera, já não me importo. Os blogs são cada vez menos anónimos, afinal de contas. Podem aceder à minha conta aqui.
Agora, só me falta ganhar coragem para fazer o contrário: mostrar ao "mundo real" que tenho um blog. E, para isso, colocar o link do blog no perfil do Instagram. Mundo real e mundo virtual ligados, por fim. Mas ainda não sei quando vou conseguir arranjar coragem suficiente para isso.