19/12/2015

Série Shadowfell - Juliet Marillier

Sinopse (Shadowfell): Na terra de Alban, onde o jugo tirânico de Keldec reduziu o mundo a cinzas e terror, a esperança tem um nome que só os mais corajosos se atrevem a murmurar: Shadowfell. Diz a lenda que aí se refugia uma força rebelde que lutará para libertar o povo das trevas e da opressão. E é para lá que se dirige Neryn, uma jovem de dezasseis anos que detém um perigoso Dom Iluminado: o poder de comunicar com os Boa Gente e com as criaturas que vivem nas profundezas do Outro Mundo. Será Neryn forçada a fazer esta perigosa viagem sozinha? Ou deverá antes confiar na ajuda de um misterioso desconhecido cujos verdadeiros desígnios permanecem por esclarecer? Perseguida por um império decidido a esmagá-la e sem saber em quem pode confiar, Neryn acabará por descobrir que a sua viagem é um teste e que a chave para a salvação do reino de Alban pode estar nas suas próprias mãos.

Foi a primeira vez que li algo desta autora, e tornei-me sua fã logo após o primeiro volume da trilogia. Quem já leu outros livros dela costuma dizer que esta série não é grande coisa. Mas eu, que nunca tinha lido nada dela antes, fiquei completamente encantada, tanto com a história, como com a forma como está escrita.
Quando se abrem os livros, deparamo-nos com um mapa. Regra geral, fico sempre ansiosa por ler um livro que tenha um mapa, pois significa que a história tratar-se-á de uma viagem ao longo de um mundo novo, que com certeza nos dará a conhecer lugares tão diferentes e durante a qual surgirão diversos obstáculos a superar. E costumam ser histórias com magia. Este é um dos meus tipos favoritos de livros. Neste caso, há uma viagem num mundo perigoso. Alban é um reino onde cada palavra tem que ser cuidadosamente pensada antes de ser proferida, onde muito dificilmente se pode confiar em alguém, onde os inimigos são muitos e os amigos são escassos, onde as pessoas com dons são forçadas a escondê-los. À primeira vista, a viagem da protagonista em busca de Shadowfell pode parecer monótona e solitária, mas revela-se o contrário, graças às diversas personagens - humanas e não só - que cruzam o seu caminho e que a obrigam a dar o melhor de si para superar os variados obstáculos e desafios.
A escrita de Juliet Marillier é rica, mágica e encantadora. Tem muitos aspectos positivos a salientar. Em primeiro lugar, apesar de os livros estarem escritos na primeira pessoa e de a protagonista ser uma adolescente, a linguagem não é nada acriançada, como tantas vezes acontece. Todos os diálogos, aliás, são bastante maduros e bem construídos, remetendo-nos para épocas mais antigas em que se utilizava um outro tipo de discurso. A forma como tudo estava escrito fez com que me transportasse directamente para o mundo da história, como se eu fosse uma espécie de fantasma a perseguir a protagonista para todo o lado. É tão fácil imaginar, na nossa cabeça, tudo quanto lemos, como se de um filme se tratasse, com esta autora. É como se, até, conseguíssemos "sentir" os próprios ambientes - a chuva, o cheiro a papas de aveia, o calor de uma fogueira -, de tão bem que tudo estava descrito. E, para além de tudo isto, os nomes de alguns dos personagens são bastante característicos e cheios de personalidade. Tanto de personagens humanas - gostei, especialmente, dos nomes Rohan Death-Blade e Tallis Pathfinder -, como de, e principalmente, Boa Gente, seres mágicos, dignos de contos de fadas, que adquirem as mais variadas formas, com os quais quem tem um dom especial pode comunicar e fazer proezas ainda mais espantosas. Os nomes destes últimos foram traduzidos para português, e achei que foi uma decisão que fez todo o sentido, pois assim o leitor apercebe-se melhor do facto de os seus nomes serem tão característicos - felizmente, não traduziram os nomes dos lugares, bem como Death-Blade e Pathfinder, pois isso seria realmente estúpido e ficaria muito mal.
Outros aspectos que também adorei, e que têm agora a ver com o enredo em si, foram as diversas situações que me fizeram pensar em coisas do tipo Oh não, e agora?, que me aguçavam sempre mais o apetite para a leitura; o facto de os romances se desenvolverem de forma tímida, cautelosa e um tanto ou quanto secreta, o que tornava tudo muito mais fofinho, na minha opinião; e, ainda, o modo como Neryn, a protagonista, usava o seu dom. Uma das suas demandas tem a ver com a procura dos chamados Guardiães de Alban, com o objectivo de lhe ensinarem mais sobre o seu dom. São seres representativos dos quatro elementos: água, terra, ar e fogo. Neryn não possui magia própria, mas os ensinamentos dos Guardiães ajudam-na a usar o seu dom através da magia dos elementos. E a autora descreveu esta questão de uma forma verdadeiramente fantástica. 
Adorei, ainda, aquele que se tornou no meu personagem favorito, Flint. É difícil gostar, ou, pelo menos, sentir empatia por um personagem logo no momento em que aparece, mas foi o que aconteceu com Flint. Muito misterioso e de poucas palavras no início; quis tanto saber mais sobre ele e fiquei logo triste por ter desaparecido tão depressa quanto apareceu, o que me fez desejar que voltasse a surgir mais à frente ou que tivesse ficado por mais algum tempo. Ao longo dos livros, surgem passagens que são narradas do seu ponto de vista, em vez do de Neryn, e em terceira pessoa, tal qual como eu tanto gosto. E estas passagens fizeram-me gostar ainda mais desta personagem, pois finalmente entramos na sua cabeça, percebemos o que está a pensar e conhecemo-lo melhor. Até agora, foi uma das minhas personagens favoritas de todos os livros que já li.
Os únicos pontos negativos que tenho a apontar são: o facto de os capítulos serem grandes demais - alguns deles com mais de trinta páginas, que podiam perfeitamente ter sido divididos - e o facto de me sentir algo desiludida com o final. Não, não foi só porque a série acabou - ainda sinto esse "vazio" e mal me sinto "preparada" para iniciar uma nova leitura. Foi o facto de não se ter sabido o que aconteceu a determinadas personagens. Cheguei a pensar que faltavam páginas ao meu exemplar. Gostava mesmo de saber o que teria acontecido, mas pronto.
Recordarei esta série com imenso carinho, uma vez que foi uma das melhores que já li até hoje. Adorei o enredo, a história está escrita de uma forma, a meu ver, espectacular e a autora é uma enorme inspiração. Para mim, uma leitura obrigatória para amantes do romance fantástico.

16/12/2015

Afinal, já não vai ser este ano

Falei algures por aqui, há uns tempos, o quanto estava ansiosa por enviar o meu romance a editoras. Aliás, tinha dito que não ia passar deste ano, pois é algo que já quero fazer há muito tempo, mas nunca tinha oportunidade. Já andei a fazer o "trabalho de casa", contudo. A procurar a melhor forma de abordá-las, a procurar contactos, a escrever uma sinopse minimamente atractiva e com poucas palavras - com a qual ainda não estou cem por cento confiante e sei que vou ter que pedir opiniões em relação a ela. No entanto, ainda não dei o passo seguinte. O "temível" passo seguinte. Já me tinham dito que a altura do Natal não era boa para isso, pelo que vou esperar. Mas, para além disso, a coisa vai ser mais trabalhosa do que tinha pensado. Isto porque vou ter que voltar a "perder tempo" com o livro, a lê-lo novamente - e com a cabeça no lugar - e a melhorá-lo e aperfeiçoá-lo no que for necessário. E eu ando demasiado empolgada a escrever a continuação, que não me apetece nada deixá-la parada para andar com revisões. Agora que tenho tempo livre de sobra, só quero aproveitá-lo para escrever o mais que puder. Por falar nisso, um objectivo que propus a mim própria foi o de, até ao final do ano, chegar, pelo menos, às duzentas e cinquenta páginas. E acho que o vou cumprir, pois não me faltam muitas.
Não gosto nada de ter que continuar a adiar um sonho tão antigo, mas acho que vai ser melhor assim. Em 2016 é que vai ser - é que vou tentar, pelo menos...o resto já não vai depender de mim. Ou eu não me chamo Ice.

13/12/2015

Coisas que não me importava de receber este Natal #2

À semelhança da lista que fiz no ano passado, aqui vão as coisas que, este ano, não me importaria de ter. Acabei por receber/comprar algumas das coisas que aqui postei no ano passado, não só no Natal, como também ao longo de todo este ano, pelo que pode ser que volte a ter a mesma sorte.


10/12/2015

A tentar ultrapassar o trauma da condução...

Já aqui tinha dito o quanto detestava conduzir. Nunca gostei daquele joguinho de pés constante, de ter que estar sempre com os olhos bem abertos, de não me sentir nada segura. Passei, por isso, anos sem pegar num carro, apesar de tanta insistência por parte de tanta gente - para ser sincera, essas insistências tornavam a coisa ainda pior. Comecei a pensar que os carros Smart é que seriam os ideais para mim, por me parecerem ser os mais fáceis de conduzir, e isto por terem apenas dois pedais. O problema era serem muito caros.
Não me importava muito com o facto de não conduzir, sinceramente. No entanto, agora que vou trabalhar, pensei que estava na altura de ultrapassar o meu trauma. Eu teria que conduzir para ir para o trabalho e voltar para casa, já que isto aqui é um bocado pobre em termos de transportes públicos, para além de que teria que ficar dependente dos mesmos. Teria que ter o meu próprio carro. Não podia depender das boleias da minha mãe para sempre, até porque dar-me boleia todos os dias não lhe daria jeito nenhum. E porque não quero ser assim tão dependente.
Posto isto, para ultrapassar o trauma devido à necessidade de conduzir, pensei em ter algumas aulas numa escola de condução, para me relembrar das coisas e para ver se me sentia segura de uma vez por todas. Seria um suplício, contudo. Pelo que voltei a ficar com os carros Smart na cabeça.
Por mero acaso, encontrei um Smart em segunda mão a um preço que considerei bastante acessível. Não hesitei. Depois de o experimentar, fiquei radiante e ainda mais convencida de que era o carro ideal para mim. Porque aquilo é um sonho para conduzir. Só tem dois pedais, não é necessário meter mudanças e nunca vai abaixo. Para além de ser pequenino, fofinho e muito giro. Nem quis procurar outro carro. Pensei que já não teria necessidade de ter mais aulas de condução. E tinha dinheiro no banco.
Sim, comprei-o. As pessoas podem dizer que fiz mal, que vou ficar mal habituada e que vou continuar sem conseguir conduzir um carro "normal". Mas quem o vai conduzir sou eu, pelo que quem tem que se sentir segura sou eu. E, quando precisar de mudar de carro, posso muito bem comprar outro carro automático, ou outro Smart, e posso conduzir esse tipo de carros durante toda a vida - como se eu me importasse!
Mas, apesar de ser a coisa mais fácil do mundo para conduzir, continuo uma medricas de primeira. Toda a gente diz que é uma questão de prática. É por isso que tenho tentado andar com ele todos os dias, para ver se me habituo, se perco o medo e se ultrapasso o trauma. Tenho que conseguir fazer isto antes de começar o estágio, porque, a partir daí, terei que me deslocar sozinha até lá.
Apesar de tudo, ainda me custa acreditar que tenho um carro. Parece uma coisa tão...adulta. É estranho.
Encontro-me, agora, a aceitar CDs como prenda de Natal, já que deve ser muito mais agradável ouvir músicas do nosso agrado a caminho do trabalho e no regresso a casa - e, de preferência, a um volume bem alto. Se bem que, nestes primeiros dias, tenho andado tão nervosa enquanto conduzo, que nem ouço o que está a dar na rádio.

07/12/2015

Isto dos estágios...está resolvido!

Consegui um estágio na minha área e na minha ilha. Mesmo como queria. Mas, se vos contasse como o arranjei...