16/09/2015

Mais de 1000 razões para ser feliz #11

Fotografia da minha autoria.
Concertos. 
Sentir-me imensamente feliz no interior de um recinto. Ouvir as músicas de que gosto e que conheço bem a serem tocadas mesmo à minha frente, acompanhadas por efeitos de luzes e com vídeos em plano de fundo. Delirar com os solos e deliciar-me com uma voz. Ganhar uma admiração ainda maior e um carinho mais especial pelos artistas. Derreter-me com a sua simpatia, a sua capacidade de me arrancar sorrisos rasgados e sinceros sem esforço, quer através da música, quer pelas suas palavras. Sair do recinto com dores nas costas, nas pernas, nos braços, no pescoço, mas caminhar com um sorriso no rosto e com o coração tão, tão cheio.
É em alturas como esta que gostava que houvesse um comando que me permitisse voltar atrás e repetir o mesmo momento as vezes que quisesse.
Obrigada por tudo isto, Steven. Foi absolutamente maravilhoso.

14/09/2015

Mais de 1000 razões para ser feliz #10

Fotografia da minha autoria.
Hoje tive um dia feliz.
Conheci uma blogger pessoalmente. Estava com um certo receio de a coisa se tornar um bocado awkward por não sabermos o que dizer uma à outra e de não correr muito bem por causa disso, mas foi precisamente o contrário. Ela é mesmo muito simpática, e eu senti-me imediatamente à vontade com ela, coisa que, comigo, não é muito normal acontecer. Falei com ela como se já a conhecesse há algum tempo e como se já nos tivéssemos encontrado antes. Foi estranho, mas no bom sentido. Só foi pena não termos tido muito tempo, mas espero que nos voltemos a encontrar numa próxima. Gostei muito daquele bocadinho.
Para além da companhia dela, fui feliz a comer um éclair muito, muito delicioso.
Segui, depois, para a foz. O dia ficou espectacular, com sol e céu azul, e só isso já é motivo para sorrir. Mas, para além disso, senti-me feliz a caminhar lentamente por aquela avenida e a parar para observar o mar. Sentei-me, de vez em quando, numas rochas, a olhar para o mar durante tanto tempo, a ver as ondas formarem-se e destruírem-se logo de seguida. Enquanto isso, recebia o calor do sol e sentia o cheiro a mar, que estava tão intenso e, por isso, tão bom. Numa dessas vezes, perdi um bocado a noção do tempo e nem sei quantos minutos ali passei, sentada numa rocha a olhar para o mar feita "parva".
E, claro, não pude ir-me embora sem tomar qualquer coisa numa esplanada à beira-mar, especialmente com um tempo tão convidativo. Bebi o melhor cappuccino da minha vida até hoje, que, para além de bem servido, vinha com um toque de chocolate fantástico. Levei um livro comigo e deixei-me ficar ali a ler, ao sol e com o som da rebentação como pano de fundo.
Fui igualmente feliz a ouvir música nos transportes públicos e enquanto caminhava de regresso à residencial onde estou hospedada. Como é óbvio. E, entretanto, começou a tocar a Good To Be Alive dos Skillet, que é uma das músicas que mais ânimo me dá, dada a mensagem que transmite. É-me impossível ouvi-la sem ficar de bem com a vida.

13/09/2015

Mais de 1000 razões para ser feliz #9

 O Porto. O Porto faz-me feliz. Especialmente agora, que já não estou na condição de estudante.
Acordar cedo e ver o dia a render bastante por causa deste simples gesto. Ouvir música enquanto ando na rua ou nos transportes públicos e ter vontade de cantar. Andar nas compras feita louca e encontrar coisas fofinhas para o frio que se aproxima. Apaixonar-me ainda mais por feiras do livro. Lanchar nos cafés com as melhores gordices. Caminhar e caminhar até ficar cheia de dores, a absorver todos os pormenores circundantes e com a máquina fotográfica em punho, qual turista. Admirar-me com a quantidade de locais que ainda desconheço. Encontrar colegas por mero acaso e passar um excelente bocado pelo NOS D'Bandada, andando feitos parvos de um lado para o outro à procura do concerto perfeito, mas acabando por ficar apenas cinco minutos em cada um. E terminar com figuras meias tristes num bar com música dos anos oitenta. Ser capaz de passar horas a admirar uma paisagem. As ruas com música. Os edifícios e os monumentos carregados de História. As esplanadas e os jardins. A descontracção que sinto ao passear por tudo quanto é sítio, e a fantástica sensação de ser uma anónima numa grande cidade e de não ter preocupações. 
Estes últimos dias têm sido assim, e têm-me sabido pela vida.

11/09/2015

Onze de Setembro: o dia D

A data de hoje remete, imediatamente, para o acontecimento trágico de há catorze anos atrás. No entanto, para mim, o onze de Setembro sempre teve mais um significado: o aniversário de casamento dos meus avós. Por isso, quando marcaram a minha defesa para o onze de Setembro, não pensei no facto de ser uma data que marca um terrível acontecimento. Pensei, pelo contrário, que tinha tudo para correr bem. Mesmo que a minha avó já não esteja entre nós, por vezes continuo a referir-me a ela no presente, e disse mesmo que o onze de Setembro é o dia em que fazem anos de casados, e não era. Para além disso, uma vez que Setembro é o nono mês do ano, a soma de onze com nove é vinte - vinte valores. Por isso, sim, achei que tinham escolhido uma boa data.
Não terminei com vinte valores, até porque isto seria pedir muito, mas sim com dois valores a menos. De hoje em diante, esta data passará, ainda, a ter um terceiro significado: o dia em que me licenciei em Ciências da Nutrição pela mui nobre Universidade do Porto, com dezoito valores. Parece que foi ontem que entrei naquela faculdade pela primeira vez, e é tão estranho constatar como estes quatro anos passaram tão rápido.
Sempre pensei que, quando este dia chegasse, iria telefonar à minha avó logo depois de saber a nota, com a certeza de que ela faria uma festa ainda maior do que aquela que fazia habitualmente quando sabia alguma nota de um exame meu. Feliz ou infelizmente - neste caso é um claro infelizmente -, o futuro nunca é como esperamos.
Ainda há pouco tempo, a minha mãe reparou numa pulseira vermelha que eu estava a usar, e disse-me que a minha avó costumava dizer que devíamos, todos os dias, usar qualquer coisa vermelha. Não me soube dizer o porquê; talvez nem a minha avó lho tivesse dito. Mas lembrei-me disso e usei essa mesma pulseira hoje durante a defesa. Não sei bem se acredito em amuletos da sorte, mas que deu sorte, deu. E tenho a certeza de que a minha avó passou toda a minha defesa a olhar por mim.
Não, não me esqueci de falar da viagem a Amesterdão! Farei isso quando puder.

01/09/2015

Até já

Fotografia da minha autoria.
Amanhã parto em viagem, pelo que passarei os próximos dias sem dar novidades. Nem sei ao certo quando voltarei a publicar alguma coisa, mas penso que isto será, muito provavelmente, depois da maldita defesa. E isto ainda vai depender das condições do wi-fi do sítio onde vou estar na altura. Enfim. Seja quando for, até lá! Prometo um relato detalhado de Amesterdão quando voltar.