31/07/2015

Mais de 1000 razões para ser feliz #1

Quem já me seguia no ano passado talvez se lembre de um desafio que propus a mim mesma. Chamei-lhe Coisas boas do mês, e consistia em registar, no final de cada mês, tudo o que tinha acontecido de bom durante o mesmo e que me tivesse feito feliz, mesmo que não passassem de simples pormenores. Abracei esta ideia precisamente para tentar encontrar um lado positivo nas coisas, e isto porque costumava ser uma pessimista do pior. E, de facto, aprendi a apreciar as coisas simples, a ver que, por mais aborrecido que um determinado mês tivesse sido, houve sempre qualquer coisa que me fez sorrir. Mais do que isso, constatei de que não é preciso muito para me sentir assim, feliz. Mesmo que seja uma felicidade breve, que dure pouco tempo. Mas, por menos tempo que dure, é suficiente para me fazer ganhar o dia.
A Marianna, do blog Colibri, fez com que eu desenterrasse este desafio, e isto porque ela própria resolveu abraçar algo semelhante e desafiar os seus seguidores a fazer o mesmo. Chamou-o Mais de 1000 razões para ser feliz. O objectivo é, basicamente, o mesmo que o do desafio que fiz durante o ano passado, mas em que se podemos escrever quantas publicações quisermos, quando quisermos. Sem prazos, sem limites, com textos, com fotografias, em posts separados ou num único...resumindo: sem regras. O que, para mim, é óptimo, pois posso escrevê-las sempre que me der na telha e sempre que me apeteça espalhar a felicidade por estas bandas.
Infelizmente, não tenho fotografias para ilustrar todos os momentos, mas...vamos a isto.

28/07/2015

Selo #17

White Raven nomeou-me para responder a esta TAG, e eu, como amante de gelados que sou, não pude recusar. Obrigada!

Regras: 
- Colocar o selinho da TAG (a imagem acima); 
- Responder a todas as perguntas; 
- Nomear 5 a 15 blogs para responder. 

1.Qual o teu gelado favorito?
Começamos com uma pergunta complicada.
Eu tornei-me numa enooorme fã dos gelados da Quinta dos Açores, que é um espaço que aqui temos que tem os melhores gelados de sempre. São muito originais e são deliciosos. Mas não tenho um favorito, porque gostei de todos aqueles que já provei (After Eight, chocolate e menta, maçã e canela, queijada da Graciosa,...é tudo tão bom!) e, de todas as vezes que lá vou, tenho sempre que provar um novo. Há tantos para escolher...
Se estivermos a falar dos da Olá, aí já tenho um favorito: o Solero. É delicioso e refrescante, e é a minha escolha para aqueles dias de sol intenso e de muito calor.

2. Quais os seus principais ingredientes?
Suponho que sejam leite e fruta.

3. Deixa aqui uma foto dele.



4. Qual o gelado de que menos gostas e porquê?
Os Calipos. Porque aquilo é só água com sabor. Quer dizer, qual é a piada?

5. Magnum ou Cornetto?
Cornetto. É raríssimo comer Magnums. Acho tão grandes...

6. Magnum Pink ou Magnum Black?
Ainda não provei nenhum deles, mas quero muito provar o Black. Tem chocolate preto, que é o meu tipo de chocolate favorito. O Pink não me atrai nada.

7. Dos Cornetto Básico qual o teu favorito: Morango, Limão, Natas ou Chocolate?
Limão. Foi a melhor coisa que inventaram!

8. Dos Calipo qual o teu favorito: Limão, Morango, Coca-Cola ou Laranja? 
Nenhum deles. Bierk.

9. Qual o gelado da Mc'Donalds de que mais gostas e porquê?
Prefiro os McFlurry aos Sundae. Porque, sei lá, acho os Sundae uma coisa tão simples e posso encontrá-los noutros sítios (embora também goste, especialmente do de chocolate). Os McFlurry são mais originais e, na minha opinião, mais saborosos. Para além de virem em maior quantidade, eheh.
Não tenho preferência por nenhum deles. Costumo variar.

10. Deixa uma imagem dele.

Passo o selo/TAG à:

Sintam-se livres de o recusar, caso não achem muita piada a este tipo de coisas =)

27/07/2015

Mais leve

Uns dois dias depois de me ter vindo queixar da espera pela resposta da orientadora relativamente aos trabalhos, eis que me envia um e-mail com meia dúzia de sugestões de melhoria, que me apressei a escrever. Depois de mais algumas trocas de e-mails, finalmente as coisas ficaram perfeitas. Deu-me os parabéns e disse que tinha ficado tudo muito bem. Hoje já tratei de ir ao centro de cópias mandar imprimir e encadernar tudo, pelo que ainda esta semana as coisas já vão ser postas no correio. E sinto-me tão bem por ter menos uma coisa em que pensar! A época normal de entrega acaba hoje, pelo que só vou entregar os trabalhos na época de recurso, o que implicará defender mais tarde, mas até prefiro assim. Isto porque a orientadora vai estar de férias no final de Agosto, pelo que seria impossível defender nessa altura, que seria a altura ideal para mim, de forma a seguir para a viagem a Amesterdão completamente descansada. Por isso, agora vou fazer figas para que a defesa calhe só no final de Setembro ou lá para Outubro, para que tenha algum descanso entre isto e a viagem.
E eu bem queria dizer que agora sim, estou de férias, mas já me apercebi de que férias, no sentido de estar completamente relaxada e sem nada para fazer ou nada em que pensar, é algo que dificilmente vou ter este ano. Isto porque a próxima coisa a fazer é preparar o PowerPoint da defesa. Mas, chiu, vou deixar passar uns diazinhos e depois é que hei-de pensar nisso.

25/07/2015

Escrito por mim #3 - parte 4 (sem lamechices)

Parte 3 AQUI.
Quando o concerto chegou ao fim, Lu vestiu a sua camisa axadrezada para se proteger da diferença de temperatura e seguiu a multidão que se dirigia à estação de metro mais próxima, dando-se por satisfeita por não ser a única a tomar aquele meio de transporte. A noite estava calma, embora algum frio se fizesse sentir, como habitualmente. Lu abraçou-se a si própria numa tentativa de se aquecer um pouco, mas caminhou a um passo leve, sem parar de sorrir e de pensar na noite incrível que acabara de ter.
Estava prestes a chegar à estação quando uma luz de tonalidade rosada, vinda de cima, captou a sua atenção. Lu ergueu a cabeça, ao mesmo tempo que os seus passos abrandavam e ela própria começava a paralisar de terror. Estava mesmo ali, por cima da sua e de tantas outras cabeças, e ouviu reacções de espanto, de curiosidade e, tal como ela se sentia, de medo, de pânico. A grande massa cor-de-rosa brilhante, que se assemelhava a uma nuvem feita de estrelas e que parecia tão irreal a ponto de não fazer parte daquele universo, começou a desabrochar numa suave explosão como fogo-de-artifício, dando origem a uma lenta chuva de estrelas, pronta a atingir quem quer que estivesse no seu caminho. Era sempre um espectáculo lindíssimo de se ver, mas Lu não sabia se ficava petrificada devido à sua beleza, ou se devido ao pânico, por saber o que aquele fenómeno, aparentemente inofensivo e sem explicação, significava. Lu manteve-se imóvel, sentindo o coração a bater com força, e só conseguiu reagir quando ouviu gritos de horror e viu pessoas apavoradas a passar bruscamente por ela.
Correu o mais depressa que pôde em direcção à estação, em conjunto com outras quantas pessoas, qual manada de animais indefesos a fugir de um predador para o esconderijo mais próximo. Ignorou os gritos e as próprias estrelas que caíam e que já estavam tão próximas. Quando já se sentia segura, parou a meio das escadas da estação para recuperar o fôlego e ter um pequeno vislumbre do que se passava na superfície. O cenário era, agora, totalmente cor-de-rosa, e Lu conseguiu ver uns quantos ignorantes que não faziam ideia do que estava a acontecer. Observou-os a pegarem nos telemóveis para captar a fotografia perfeita do maldito fenómeno celeste, ou a esperarem, de braços abertos, que uma estrela cor-de-rosa os tocasse, só para saberem qual era a sensação. Lu abanou a cabeça e chamou-os, mentalmente, de idiotas, de irresponsáveis, e de tudo mais que se conseguiu lembrar. Aquele acto imprudente e aparentemente inocente iria afogá-los em arrependimentos para o resto das suas vidas.
Acabou por virar costas, concentrando-se em apanhar o próximo metro, juntamente com todas as outras pessoas que se haviam encaminhado para a estação após o concerto, antes que se visse forçada a apanhar outro sozinha. O veículo onde Lu entrou ficou imediatamente recheado de jovens vestidos de preto, muitos deles com o seu próprio estilo excêntrico e fora do comum, mas todos com um misto de boa-disposição e de cansaço nos seus rostos. Iam todos aos pares ou em pequenos grupos, trocando, animadamente, impressões sobre o concerto a que haviam acabado de assistir. Lu manteve-se de pé no interior do comboio, apanhando parte de uma conversa aqui e ali e observando, discretamente, tudo em seu redor. Sentiu-se só durante a viagem, por ser a única, de entre os jovens que acabavam de sair de um concerto, que não estava com um amigo e que não tinha uma pessoa com quem trocar opiniões daquela mesma forma entusiástica. Só, mas segura. Sabia que ali, debaixo da terra, a chuva cor-de-rosa não era capaz de a magoar, e, enquanto se mantivesse ao lado de outros seres humanos, mesmo que desconhecidos, não tinha razão para recear a noite.
O metro estava praticamente vazio quando Lu chegou ao seu destino. Apenas ela e duas outras pessoas saíram naquela estação, mas aquelas tomaram um caminho oposto ao seu, deixando Lu sozinha na rua, à mercê de qualquer perigo que se escondia nas sombras da noite. A chuva parara, mas muito mais podia acontecer. Apoderou-se de Lu um enorme desejo de já estar em casa, mas, do lugar onde estava, precisaria, ainda, de andar durante dez minutos para conseguir lá chegar. Dez minutos de angústia, que Lu sabia que seriam demasiado longos.
Sem ter outra opção, Lu pôs-se a caminho. Caminhar durante o dia não lhe trazia qualquer tipo de medo, como se a luz solar fosse capaz de afugentar o perigo e de lhe proporcionar conforto. No entanto, a noite era completamente diferente. Deixava-a desprotegida, receosa. Como se qualquer sombra albergasse uma ameaça, ou um olhar invisível que incidia nela. Se Lu tivesse alguém ao seu lado, sabia que, certamente, se sentiria melhor. Nem que fosse um grupo de desconhecidos à sua frente, que fosse para o mesmo lugar que ela. Mas Lu estava por sua própria conta, e não se via ninguém a pé. Apenas alguns carros passavam, ocasionalmente.
Assim que começou a andar, dizendo a si mesma para ter calma, que não ia acontecer nada e que estaria em casa em breve, tirou o telemóvel da mala que usava a tiracolo e protegeu-a. Colocou-o ao ouvido e fingiu que falava com alguém, numa tentativa de disfarçar o seu receio. Tentou ser discreta, mas o instinto levava-a a olhar para trás frequentemente, com medo de que estivesse a ser seguida. Mesmo ao deparar-se com uma rua deserta, Lu acelerava o passo, ansiosa por chegar a casa e sentir-se segura.
Continua...

24/07/2015

Facto #30

Fotografia da minha autoria.
Pior do que ter vários livros em lista de espera, é decidir por qual deles começar.