21/06/2015

Desenterrei os lápis de cor...

Fotografia da minha autoria.

Já nem me lembro da última vez que os usei. Nunca fui grande fã de pintar; nunca tive muita paciência para isso e achava que não tinha muito jeito (ainda acho), pelo que me limitava a desenhar, que é a parte de que mais gosto, e, de vez em quando, usava só o lápis de carvão para deixar a coisa em tons de branco, preto e cinzento. E descobrir como pintar no computador foi das melhores coisas de sempre, já que o desenho não precisa de ficar tão perfeito, posso apagá-lo e começar de novo as vezes que quiser e, se me engano a pintar ou se as cores não ficam bem, posso perfeitamente voltar atrás. Coisa que não posso fazer se o pintar a lápis, o que torna este processo um tanto ou quanto arriscado. Mas apeteceu-me voltar aos lápis, sem saber bem porquê. Também não tenho grande jeito para a pintura digital, de qualquer das formas...é algo que tenho vindo a aperfeiçoar com o passar do tempo.
Ontem e hoje, lembrei-me como pintar com lápis de cor consegue ser divertido. Continua a ser arriscado, sim. Mas, sinceramente, gostei imenso de arriscar, desta vez. Misturar cores e experimentar texturas como nunca me lembro de ter tentado - adorei, especialmente, desenhar o cabelo. De agora em diante, acho que vou apostar mais nos lápis. Mas, primeiro, tenho mesmo que comprar uns novos. Os meus já têm anos, estão pela hora da morte e estava a ver que me iam estragar o desenho todo em algumas zonas.
O resultado final não ficou tão bom quanto eu queria - pestanas malvadas, estragaram tudo... -, mas, de qualquer maneira, adorei como ficou. Até ando a pensar em mudar o design do blog e usar o desenho como cabeçalho. Só tenho que descobrir como posso passar o desenho para o computador sem que este perca as cores. Porque, infelizmente, a foto que aí coloquei não faz grande justiça ao desenho original, já que as cores ficam sempre tão diferentes...

18/06/2015

Só fica a faltar a coragem - parte #2

Fui ao oftalmologista esta semana. E perguntei-lhe acerca da cirurgia a laser, algo no qual já andava a matutar há mais de um ano.
Ponto um: a cirurgia corrige a miopia e o astigmatismo, que são os dois problemas que tenho. Ponto dois: a minha graduação está estável desde que comecei a usar lentes de contacto, ou seja, há quatro anos, o que é um ponto a favor porque, sim, ao que parece a coisa tem que estar estabilizada há algum tempo. Ponto três: tenho uma espessura de córnea "para dar e vender", como disse o médico - que foi logo a correr medir-me a espessura da córnea assim que eu disse que queria fazer umas perguntas sobre a operação -, o que é outro ponto a favor, já que é necessário ter determinada espessura para se poder operar. Ponto quatro: perguntei-lhe se havia probabilidade de a coisa correr mal e de eu ficar a ver pior do que aquilo que já vejo, e disse-me que não. Qualquer cirurgia tem os seus riscos, claro, mas esta não se considera arriscada...e eu realmente achava estranho que fosse possível "cegar" uma pessoa com uma operação destas, mas resolvi perguntar na mesma. Ponto cinco: tem a (grande) vantagem de eu não vir a precisar de óculos ou de lentes para ver perfeitamente durante uns bons anos, até à altura em que se começa a precisar de óculos para ver ao perto - coisa que parece inevitável, pois acho que todas as pessoas que conheço com perto de cinquenta anos (ou com mais idade) usam, de facto, óculos para verem ao perto.
No entanto, há sempre uns "mas".
O meu médico já não opera, pelo que teria que me encaminhar para outro que eu não conheço de lado nenhum. E esse outro seria de Lisboa, pelo que teria que lá ir para ser operada. Para além disso, continuo com medo. Porque, quer dizer, isto implica passar uma lâmina pelo meu olho! Coisa que, ainda que seja indolor, não deixa de ser assustadora. Depois, claro, há o custo, mas isto arranjava-se, nem que fosse às minhas poupanças. Só o receio é que me impede, já que sou uma boa candidata à operação e preencho os requisitos necessários...

17/06/2015

Quase que me sinto de férias

A tese está pronta! E cumprir o limite de páginas não foi uma dor de cabeça assim tão grande, apesar de tudo, embora continue a achar que aquele número de páginas é bastante reduzido e que podia ter feito algo muito melhor e mais aprofundado se me deixassem escrever à vontade. Agora só tenho que esperar pelo "veredicto" da orientadora e rezar para que não me bata e não me obrigue a modificar muita coisa, de tal modo que ultrapasse o limite de páginas e me veja novamente grega para pôr a coisa dentro do limite. Mas ela tem gostado bastante do trabalho, por isso não acredito que me vá bater muito. A não ser na parte das conclusões, que resultaram de uma mistura entre coisas tiradas da minha cabeça e partes de artigos científicos. Mas, enfim, tendo só uma página e meia para as escrever, não podia ter feito algo muito melhor (deviam acabar com estes limites de páginas, a sério).
Agora, fica só a faltar acabar o relatório de estágio, mas escrever relatórios é mesmo chato, ainda para mais quando me pedem para descrever as coisas com algum detalhe. Tirando estes pequenos reparos, também está praticamente pronto, excepto no que toca à introdução e conclusão, que são, para mim, as piores partes, e nem sei que raio irei escrever (palavras bonitas, talvez, só mesmo "para a graxa").
Falta exactamente um mês - finalmente! - para o estágio terminar, mas quase que me sinto de férias. Já nem trabalhei nos últimos dois fins-de-semana, uma vez que há sempre tempos mortos nos dias de estágio em que, aí sim, aproveito para trabalhar. Por isso, sim, lá se vai o stress, os trabalhos para casa e a obrigação de ter tudo pronto antes do final do estágio. Tenho andado completamente relaxada; foi mesmo bom terem-me obrigado a trabalhar desde o início e a ter tudo pronto bem cedo.
E não vejo a hora de isto acabar. Não é que não esteja a gostar, mas é que faço quase sempre a mesma coisa todos os dias, o que acaba por cansar, e há dias que são melhores do que outros, mas tudo isto deve acontecer em qualquer trabalho, seja ele qual for. E também estou especialmente ansiosa pelos dias em que não terei hora para acordar e por poder planeá-los da melhor forma.

15/06/2015

Eu só queria umas férias diferentes, mas...

Tenho andado tentada a ir ao Vagos. Só me interessava ver duas bandas (três, contando com Halestorm, mas estes vão tocar num dia diferente do das outras duas...se tivessem posto as três no mesmo dia, aí ia sem hesitar!), e achava que não fazia sentido pagar um bilhete só para isso. Mas depois pensei que já dei - ou melhor, deram por mim, já que foi uma prenda de aniversário - praticamente a mesma quantia para um concerto de uma única banda. E, para além disso, comecei a planear umas férias fantásticas. Começava por ir ao Porto entregar a tese e o relatório de estágio, passava um ou dois dias lá para matar as saudades, seguia para o festival, que fica para os lados de Aveiro, e passava mais um ou dois dias em Aveiro, que é uma cidade que não conheço e à qual gostava muito de ir.
E tudo isto seria perfeito...mas, depois, lembraram-me que tenho um casamento por esta altura. Uma porcaria de um casamento! E eu que detesto casamentos...
Conciliar as duas coisas é impossível, uma vez que implicam viagens de avião e o dia do casamento é logo a seguir ao do dia do festival que me interessa. Agora pergunto-me por que é que, com tantos dias do ano, tiveram logo que escolher aquele para se casarem. E pergunto-me se terei mesmo que ir. Acho que não iria fazer falta nenhuma, até porque nem sequer sou familiar de nenhum dos noivos, mas o problema é que já dissemos que íamos. E não sei se não será tão mau dar uma desculpa qualquer e não ir. A verdade é que não me apetece nada, uma vez que nunca gostei de ir a casamentos, e menos me apetece sabendo que poderia estar a divertir-me a quilómetros de distância e a passar uns dias diferentes. Mas depois vem a questão do "não fica bem não ir". Que dilemas da treta.

14/06/2015

Conclusões de uma tarde de sábado

Fui, ontem, tomar café com uma amiga. Encontrámos uns amigos dela no café - coisa que não é de admirar, já que a rapariga parece conhecer meio mundo - e juntámo-nos a eles. Acho que nunca estive presente numa conversa sobre videojogos que durasse tanto tempo. E não me interpretem mal, que isto não é nenhuma crítica, muito pelo contrário. Sempre fui fã de videojogos. Apenas passei a maior parte do tempo a ouvir e sem poder intervir muito, porque estavam a relembrar os tempos de infância em que tinham uma PlayStation 1, coisa que eu nunca tive por preferir a Nintendo, e aquilo que jogavam na mesma. Mas, de qualquer das formas, foi divertido. Gostei muito, falou-se sobre coisas diferentes e o ambiente foi de muito boa disposição.
Quando me fui embora, cheguei a três conclusões. A primeira: tenho saudades de jogar. A segunda: eu devia, definitivamente, intervir mais nas conversas, pois reparei que, em diversos momentos, pensava nas coisas, mas não as dizia (sou mesmo triste). E, a terceira: eu devia arranjar mais amigos. Porque, por muito que goste de passar tempo sozinha, tenho dias, e o de ontem foi exemplo disso, em que só me apetece sair de casa, estar com alguém e passar a tarde a conversar sobre os mais diversos assuntos. E eu, infelizmente, só tenho duas ou três pessoas com quem posso fazer isso.