13/05/2015

Desafio #18 - dia 2

Uma série que gostavas que mais pessoas vissem.
Under The Dome.
Baseada no romance de Stephen King com o mesmo nome, Under The Dome traz-nos uma pequena e pacata cidade que, de repente, sem qualquer explicação ou aviso prévio, se vê cercada por uma cúpula invisível, que impede qualquer um de sair ou de entrar na cidade, isolando-a do resto do mundo. Assiste-se, por parte da população, a uma luta pela sobrevivência dentro da cúpula e à procura de respostas e de explicações para o seu aparecimento, ao mesmo tempo que se vêem diferentes habitantes a virarem-se uns contra os outros, a revelarem o pior que existe dentro de si e a descobrirem os segredos mais sombrios uns dos outros.
Comecei a seguir esta série no ano passado, no final do Verão, porque já me tinha despertado uma certa curiosidade e porque queria ver algo novo, e devorei as duas temporadas disponíveis num ápice. Tornou-se numa das minhas séries de eleição. Tem de tudo um pouco: acção, romance, drama, ficção científica, fantasia, mistério, para além de a própria história ser bastante viciante e de ter a capacidade de me cativar sempre cada vez mais. Cada episódio que chegava ao fim chamava sempre pelo próximo, tal era a minha vontade de saber o que ia acontecer depois e a necessidade de respostas. Há sempre qualquer coisa a acontecer e reviravoltas inesperadas, que, aos poucos, vão constituindo pequenas peças do complexo puzzle do aparecimento da cúpula - ou que, pelo contrário, nos deixam de boca aberta e com ainda mais dúvidas.
Resolvi usar esta série para responder a esta pergunta, porque pouco ou nada ouço falar dela - nunca vi um blog, pelo menos daqueles que visito ou já entrei por acaso, a falar sobre ela, e, no Facebook, apenas um dos meus contactos afirma gostar da mesma...para além de que não tenho ninguém com quem falar sobre ela, bah -, coisa que acho uma pena, uma vez que é uma série fantástica e muito original, que recomendo.
A terceira temporada estreia no final de Junho, e ando mais do que ansiosa pelos novos episódios.

12/05/2015

Se elas ficam felizes, eu fico feliz

Saí totalmente satisfeita da última reunião que tive com as orientadoras - a ponto de começar a sorrir de repente, feita parva, quando me lembrava do que me tinham dito. A professora que está a orientar a minha tese elogiou a minha forma de escrever e o facto de eu fazer sempre tudo direitinho em termos de pontuação e afins, coisa que surpreendeu as minhas orientadoras de estágio pela positiva. Vim também a saber que estas também se surpreenderam com o facto de eu me ter conseguido desenrascar sozinha nos últimos dias. Mostraram-se satisfeitas com isto, com o facto de ter feito um bom trabalho enquanto estive praticamente sozinha, chegando mesmo a dizer que andava mais sorridente e mais animada. Claro que tenho que andar mais sorridente e animada se me sinto útil! Para além de que, enfim, acho que é uma postura que já me habituei a adaptar, principalmente quando tenho que abordar um doente - ou seja, todos os santos dias.
Tudo isto para dizer que fiquei mesmo contente por, finalmente, a boss ter percebido que eu faço alguma coisa e que me sei desenrascar quando é preciso. Acho que ela nunca tinha percebido isso por nunca trabalhar comigo, já que costumo trabalhar sempre com outra nutricionista, pelo que foi mesmo bom essa outra nutricionista ter ido passar uns dias fora num congresso e ter-me deixado por minha conta. Assim, pude mostrar à boss que não ando ali a dormir, e, bem, soube mesmo bem ouvi-las às três a reconhecer o meu trabalho. Confesso que, desde o início do estágio, sentia-me um bocado à parte por causa da minha colega de estágio, que, desde o princípio, caiu nas boas graças da boss - pergunto-me se ela escolheu a pediatria porque realmente gosta da coisa, ou se apenas para, lá está, cair nas boas graças da boss (seja como for, pode ficar com a pediatria à vontade, que eu disso não gosto) - e tornou-se algo como a sua protegida. Não digo que, agora, estejamos em pé de igualdade, mas, caraças, soube mesmo bem saber que subi uns pontinhos na consideração da boss - e "esfregar-lhe na cara" que também faço alguma coisa e que também sei fazer alguma coisa. Se bem que ainda não percebi o porquê de tanta adoração da parte dela relativamente à minha colega de estágio. Quer dizer, gostava de perceber o que é que ela taaanto faz, para além de que a acho bastante complicadinha e um bocadinho totó, mas enfim, não vou agora gastar energias a falar nela.
Fiquei feliz. E, claro, mais motivada. Para o estágio e para a tese, que já vai a mais de metade e não falta assim tanto para ficar pronta. Só não fiquei lá muito feliz por saber que, dentro em breve, vou ser eu a dar as consultas enquanto a nutricionista vai ficar a assistir - medo... -, mas pronto, é algo pelo qual terei, inevitavelmente, que passar.

07/05/2015

Escrito por mim #2

Começando a sentir uma súbita pontinha de desespero, Razz olhou para os lados, para cima e para baixo. Não conseguia distinguir o que quer que fosse; era tudo opaco e de cor clara, como se estivesse presa numa pequena caixa de vidro e gelo. A sua suspeita confirmou-se quando, ao esticar os braços em todas as direcções, na esperança vã de encontrar algum caminho, sentia sempre aquela superfície impenetrável sob as mãos. Subitamente, começou a ter dificuldade em respirar por não ter possibilidade de se mexer naquele espaço. Sentiu uma gota de suor a emergir da sua testa, que depois lhe escorreu lentamente ao longo do rosto, enquanto o coração mantinha o seu ritmo alarmado, tornando-se no único som que Razz era capaz de ouvir naquele vazio.
Retornou às suas inúteis tentativas de socar e pontapear as paredes de vidro que a cercavam. Ver o seu corpo repleto de pontos cintilantes deixou-a enervada, devido à velocidade com que piscavam e ao facto de não pararem por um segundo. Suspirou, gritou com os dentes cerrados, atirou-se com toda a sua força contra as paredes. Mordeu o lábio, teve vontade de arrancar os cabelos e aquela camada de escamas brilhantes que lhe cobria o corpo, quis ver algum sangue a escorrer-lhe das mãos de tanto bater nas paredes de vidro; queria somente sentir alguma coisa para ter a certeza de que continuava a existir. No entanto, a cada nova tentativa, o seu desespero só aumentava, agitando-se no seu interior como o centro de uma furiosa tempestade. Sentiu-se fraca e impotente, uma pequena alma frágil que fora sugada por uma força malévola para aquele espaço entre dois mundos.
Completamente desnorteada, dominada pelo desespero, Razz começou a andar em círculos, a tactear tudo, futilmente, em seu redor e a olhar em todas as direcções. Sentia-se à beira de um abismo de loucura, para o qual caminhava cada vez mais sempre que pensava na hipótese de vir a ser uma alma perdida, naquela prisão de vidro, para toda a eternidade. Contudo, ao olhar para o próprio corpo pela enésima vez, para as irritantes lantejoulas que brilhavam incansavelmente, notou uma saliência no bolso da bata.
De olhos arregalados, tirou o pequeno comando que lhe fora dado e carregou no botão vermelho. Ao ver que tudo se mantinha da mesma forma, carregou outra vez, e mais outra, e todas as que lhe foram possíveis, de um modo cada vez mais rápido e violento, tal era a sua urgência. O ar tornara-se demasiado pesado, turvando-lhe o pensamento e o raciocínio e dificultando-lhe, cada vez mais, a respiração. Cada novo suspiro doloroso parecia-lhe ser mais um passo em direcção ao abismo.
A raiva que depositava no comando a cada novo toque acabou por se esgotar, levando-a a atirá-lo para o chão com toda a força que tinha. Acabou por se encostar à parede de onde viera, ao mesmo tempo que deixava escapar os seus últimos suspiros. Fechou os olhos, pronta a render-se à atmosfera tóxica que se abatia sobre a prisão claustrofóbica.

05/05/2015

Chega-te, Julho

O lado bom de quererem que a minha tese e relatório de estágio fiquem prontos no fim de Junho, é poder entrar em "modo férias" mais cedo. Mesmo que, depois disso, ainda me restem uns diazinhos como estagiária, já não vou precisar de pensar nestes trabalhos de casa, que tanto tempo me têm roubado. Vão estar despachados bem cedo, pelo que vou poder entregá-los igualmente cedo, assim que o estágio terminar. E entregá-los significa ir ao Porto - okay, não exactamente, pois podia enviá-los por correio -, algo pelo qual estou ansiosa, uma vez que, durante os últimos dias em que lá estive, nem consegui aproveitá-los bem por terem sido tão atribulados e por ter estado naquela obrigação de arrumar todas as minhas coisas e entregar o apartamento. E, sejamos sinceros, entregando as coisas pessoalmente, tenho logo a garantia de que foram mesmo entregues - desculpa esfarrapada... E estar de férias e passear naquela cidade, sem pensar em nada, é das melhores coisas que há. Estou mesmo a precisar de algo deste género, e é por isso que estou inquieta pelo mês de Julho. O estágio acaba, já vou ter as minhas coisinhas feitas e prontas a serem entregues - quando a maioria dos meus colegas vai andar stressada à volta das suas - e vou, se tudo correr bem, respirar novos ares. A tese continua a dar-me algumas dores de cabeça - especialmente agora, em que sei que vou ultrapassar o número máximo de páginas e vou ter que andar a cortar coisas -, já ando cansada de passar os fins-de-semana a trabalhar nela e entristece-me saber que os próximos vão ser passados da mesma forma, mas, ver as coisas pela outra perspectiva de vir a dar férias tão cedo tem-me dado bastante motivação.

04/05/2015

Precisávamos de ir todos à bruxa...

Primeiro, perco a minha avó. Depois, uma das minhas tias começa como que a entrar em depressão por causa disso. Depois, outra das minhas tias fica com o seu problema de coluna agravado e mal se consegue mexer devido às dores. Depois, foi a minha irmã que apanhou uma boa gripe. Depois, foi a tão desejada viagem que foi cancelada. Agora, é a minha mãe que anda com umas tonturas estranhas, com falta de apetite há mais de um mês e sem se sentir em condições de ir trabalhar. Se isto não é mau olhado, então juro que não sei o que é. É que nada corre bem, e, caraças, estou tão farta de só ver m*rdas a acontecerem connosco.