24/04/2015

Desafio #18 - dia 1

Uma série que nunca devia ter sido cancelada.
FlashForward.

Para mim, uma das melhores séries de sempre. Começa com algo que fica conhecido como o apagão, em que toda a população mundial desmaia exactamente ao mesmo tempo, e assim fica durante dois minutos e dezassete segundos. Neste breve período de tempo, todas as pessoas têm a oportunidade de ver o que lhes vai acontecer dali a seis meses. A série gira em torno disso mesmo: saber como aconteceu o apagão, o que o provocou, se vai acontecer de novo. E se aquilo que cada um viu durante o mesmo vai, de facto, acontecer.
A série foi exibida no AXN em 2009, pouquíssimo tempo depois de estrear nos Estados Unidos. Lembro-me que andava sempre ansiosa pelo dia da série, porque, sempre que terminava um episódio, eu queria ver mais. Acabavam sempre de tal maneira, que esperar pelo episódio seguinte conseguia ser uma tortura, já que o rumo das coisas mudava rapidamente e deixava-me bastante curiosa, com cada vez mais vontade de perceber o que tinha acontecido. Muito misteriosa, muito cativante, muito viciante e com muita ficção científica, assim era esta série. Para além de que era tão original, que achei que era uma excelente aposta e que foi um erro crasso terem acabado com ela. Tive mesmo imensa pena que a tivessem cancelado, principalmente porque terminou da forma como terminou: da mesma forma como terminavam todos os outros episódios, aquela forma característica em que todo o rumo da história se alterava em poucos segundos e me deixava completamente ansiosa pelo próximo capítulo.

23/04/2015

Desafio #18

Já vi o desafio das séries a circular por aí e fiquei com vontade de o fazer, não só por adorar ver séries - mais do que filmes! -, mas por achá-lo bastante engraçado. Por isso, resolvi trazê-lo aqui para o blog, com a diferença de que não irei responder às perguntas em dias seguidos, como seria suposto, mas sim quando entender. Para além disso, vou "contornar" o desafio original e encurtá-lo um pouco. O original consiste em trinta perguntas, coisa que eu acho um exagero e que serve para se perder a paciência rapidamente, para além de que não saberia como responder a algumas delas.

Como tal, aqui fica o "meu" desafio das séries:

Dia 1 - Uma série que nunca devia ter sido cancelada
Dia 2 - Uma série que gostavas que mais pessoas vissem
Dia 3 - Uma série que pensaste que não ias gostar, mas que acabaste por adorar
Dia 4 - Uma série que te desiludiu
Dia 5 - Série de infância favorita
Dia 6 - O teu guilty pleasure
Dia 7 - Melhor abertura
Dia 8 - Melhor elenco
Dia 9 - Melhor citação
Dia 10 - Uma série que planeias começar a ver
Dia 11 - Final de temporada OMG WTF?
Dia 12 - Primeira obsessão
Dia 13 - Obsessão actual
Dia 14 - A morte mais triste

A resposta ao dia 1 sai já amanhã.

20/04/2015

Escrito por mim #1

O lápis deslizava sobre o papel como se tivesse vida própria. Fugindo ao meu controlo, dava forma ao que se escondia nas profundezas do meu subconsciente, libertando-o, trazendo-o para a realidade. Com ele, vinha um misto de sentimentos, que me fazia sempre questionar se tudo não teria passado de um sonho ou se acontecera de facto. Dada a criatividade que começara a adquirir, não me admirava se tudo tivesse sido produto da imaginação.
Dava agora os retoques finais, indício de que o meu momento de prazer e diversão estava a chegar ao fim. Mas não os sentimentos e as perguntas. Estes surgiriam de todas as vezes que olhasse para aquele desenho. Para aquele e para outros.
Relaxei o braço e admirei o resultado final, ignorando as constantes sombras dos miúdos que por ali passavam. Não me importava que olhassem ou tecessem comentários, até porque nem os estava a ouvir. Importava-me, sim, que me interrompessem o estado de transe provocado pelo simples acto de pegar num lápis e de o usar para sujar uma folha imaculadamente nova com um único ponto. O que, felizmente, não era algo que acontecesse. Continuava protegida pela armadura que tinha vindo a construir com o passar das vidas, a armadura que nunca me deixava ficar mal. Parecia irradiar uma energia tão forte, que repelia quem ousasse aproximar-se. E parecia que essa energia se propagava, formando um círculo à minha volta que incluía também a árvore à qual estava encostada, fechando-me num mundo à parte, povoado pela música que me ecoava nos ouvidos.
Estava, então, sentada na base de uma árvore, contra o seu tronco, acolhida pela sombra fresca que me proporcionava e que me conferia uma estranha sensação de paz. Sem me importar se as minhas calças de ganga estreitas ficassem verdes devido à relva, ou se a minha mochila e roupa fossem invadidas por insectos. Tinha as pernas flectidas, e, sobre elas, o meu bloco de desenho, um dos meus companheiros do dia-a-dia. O outro era o leitor mp3 completamente ultrapassado – mas do qual não me iria livrar tão cedo –, recheado de canções que me faziam relaxar, esquecer os problemas, fugir à realidade ou inspirar-me para um novo desenho. Algumas delas eram capazes de me fornecer tudo isto ao mesmo tempo.
E, na página onde o bloco estava aberto, aquilo que acabara de desenhar. O retrato de Mormak, mais um entre tantos. Mas um retrato pouco realista. Mais virado para uma versão cartoon. Um retrato negro e sedutor com um toque de arrogância e mistério, o seu rosto ligeiramente de lado e com um olhar extraordinariamente atraente pelo canto do olho, que me dava a sensação de me estar a chamar para descobrir outra realidade; a sua realidade. Um olhar que dizia que ir com ele era perigoso e podia ser a minha sentença de morte, mas que era quase impossível de resistir. A sua boca não sorria, e os seus cabelos, finos e tornados mais compridos do que aquilo que eram, caíam-lhe pelo rosto como fios de prata e agitavam-se com uma leve brisa. Um rosto duro, algo tenso, pele lisa e sem a característica barba. Talvez aquele não fosse Mormak, como o meu subconsciente quisera transmitir. Parecia, antes, uma personagem de uma série de animação não dirigida a crianças, o vilão encantador que arrebata os corações das rapariguinhas puras e inocentes.

19/04/2015

Perguntinhas #12 - Hábitos Literários


1. Tens o hábito de comer enquanto lês? Se sim, qual a tua comida favorita?
Só chocolates ou amêndoas, embora nem sempre o faça.

2. Qual a tua bebida favorita para acompanhar a leitura?
Chá. Mas também nem sempre bebo.

3. Costumas sublinhar uma ou outra passagem enquanto estás a ler um livro, ou achas que escrever nos livros é uma ideia abominável?
Não, nunca. Só sublinho e escrevo nos livros de estudo. Nos livros de leitura, é impensável; gosto de os manter direitinhos, e não vejo necessidade em rabiscá-los. Se gosto de alguma frase ou passagem que queira partilhar mais tarde, normalmente decoro o número da página em que está, para depois ir lá buscá-la.

4. Como marcas os livros quando interrompes a leitura? Tens um marcador especial, ou usas o que estiver à mão (um papel dobrado, etc)? Ou dobras o canto da folha?
Costumo usar o meu marcador favorito, que comprei em 2007 numa feira ao estilo medieval que aqui fizeram e que tem o meu nome lá escrito, num tipo de letra também ao estilo medieval. Isso de dobrar o canto da folha não fica nada bem.

5. Qual o teu género literário favorito: ficção, não-ficção, ou ambos?
Ficção, sem dúvida. E, quanto mais fictícia a história (mundos imaginários, criaturas que não existem, magia, etc), melhor.

6. Gostas de ler até ao fim do capítulo, ou interrompes a leitura em qualquer parte do livro?
Prefiro ler até ao fim, mas há alturas em que tenho que parar a meio. Normalmente escolho parar quando aparece um espaço em branco, no caso de um capítulo ser muito longo e eu já não conseguir ler mais nada.

7. Tens o costume de procurar o significado de palavras que desconheces quando as encontras no decorrer da leitura?
Encontrar uma palavra que desconheça é algo que raramente acontece, na verdade. Mas penso que já procurei o significado de alguma, uma vez ou outra.

8. O que estás a ler neste momento?
Neste momento, nada. Acabei, esta semana, o segundo volume d'O Senhor dos Anéis, e, quando puder, vou pegar no terceiro.

9. Qual foi o último livro que compraste?
A última vez que comprei livros foi em Setembro. Comprei O Voo do Corvo, que já li, e o Delirium. Depois, recebi uns quantos no Natal e um no meu aniversário, que ainda estão em lista de espera.

10. Costumas ler um livro de cada vez, ou tens o hábito de ler vários livros ao mesmo tempo?
Só um de cada vez. Acho estranho ler mais do que um ao mesmo tempo.

11. Tens um local favorito ou uma hora específica do dia para ler?
Os meus lugares favoritos são: um dos sofás da minha casa (no Inverno ou quando o tempo está pior) e um jardim qualquer, deitada na relva debaixo de uma árvore (no Verão). Quanto à altura do dia, não tenho preferência. Leio quando me apetece, desde que possa.

12. Preferes séries ou histórias únicas?
Gosto de ambos. Aliás, quando um livro me interessa, a última coisa com que me preocupo é se se trata de uma série ou de um livro único. Aquilo que mais tenho na minha estante são séries - algumas das quais nem sabia que seriam séries, uma vez que comprei o livro sem saber que teria continuação. Se, por um lado, gosto do facto de a história não acabar ali e de saber que ainda não vou ter que me despedir daquelas personagens, por outro é um bocado chata a obrigação de ter que comprar os livros posteriores.

13. Tens algum livro ou autor preferido que não te cansas de recomendar aos outros?
Siiiim, A Passagem, de Justin Cronin. Provavelmente o melhor livro que já li até hoje 

14. Como organizas a sua biblioteca/estante? Por género, por título, pelo nome do autor ou pela editora?
Só há bem pouco tempo, quando remodelei o meu quarto, é que consegui organizar os meus livros numa estante. E organizei-os sem uma ordem específica. Claro que os livros da mesma série ficaram juntos, e aqueles que não pertencem a nenhuma série (ou que pertencem, mas que só tenho o primeiro volume) ficaram juntos também. Mas distribuí-os pelas prateleiras de uma forma aleatória.


Desafio retirado do blog Doce Sonhadora.

17/04/2015

Nota mental: não stressar

O estágio termina a dezassete de Julho. Toda a gente fica admirada por ser tão tarde, até eu. Podia dar-me por satisfeita por terminar uma semana antes daquilo que é suposto, mas não deixa de ser demasiado mau saber que vou ter que lá passar uma parte do Verão. Amanhã faz dois meses desde que comecei, e parece que já lá estou há uma eternidade.
Seja como for, terminando a dezassete de Julho e tendo em conta que tenho até início de Agosto para entregar o relatório e o trabalho final - que mal me atrevo a chamar de tese, porque, enfim, isto é uma licenciatura -, estava a contar ter muito tempo para trabalhar nisso, relaxada, sem ter o estágio a chatear-me e a ocupar a maior parte do meu dia. No entanto, já me trocaram as voltas. As orientadoras querem que esteja tudo pronto no final de Junho.
Já comecei a trabalhar, mas ainda me falta muita coisa, e, ultimamente, o trabalho anda a arrastar-se. Anda a ser difícil aproveitar os buraquinhos no estágio para adiantar qualquer coisa, e, quanto aos fins-de-semana, os últimos que se passaram não foram dedicados a isso. E eu até gosto do tema do trabalho, mas a preguiça tem levado sempre a melhor, e, claro, apetece-me sempre fazer outra coisa qualquer. Para além disso, estava certa de que ia ter muito tempo, mais para a frente, para me preocupar com isso.
Agora, com esta pressa em ter as coisas prontas tão cedo, estou a ver que tenho que mudar e passar os fins-de-semana à volta disto, como se estivesse novamente em aulas e tivesse a obrigação de ocupar o tempo livre com este tipo de coisas. Obviamente, continuo a ser estudante, mas o facto de não ter aulas, não ter matéria para estudar e entrar e sair todos os dias à mesma hora faz com que me esqueça disso. E tem sabido tão bem aproveitar o tempo livre...
Seja como for, vou ter que me organizar e tentar não stressar. E não pensar nisso por hoje. Porque hoje é sexta, e as noites de sexta pedem sempre uma maratona de episódios.