07/04/2015

Filmes baseados em livros

Gosto de ver filmes que tenham sido baseados num livro que tenha lido. Nunca gosto quando transformam, num filme, um livro que já tenha lido, pois é como se nos "roubassem" alguma coisa: uma coisa que parecia ser só nossa passa, de repente, a ser conhecida por toda a gente, a ser "banalizada". E, claro, a ser falada e/ou criticada por pessoas que nem sequer se deram ao trabalho de ler o livro que deu origem ao filme. Como não se pode fazer nada contra isso, costumo, depois, ver os filmes que foram baseados nalgum livro que já tenha lido - nalgum daqueles "pequenos tesouros" que, antes, não eram conhecidos por ninguém. Só mesmo para ver se foi feito um bom trabalho.
Escusado será dizer que os livros são sempre melhores do que os filmes. Alguns filmes foram, para mim, uma autêntica desilusão, como o Twilight e afins ou o Eragon, mas outros, pelos contrário, surpreenderam-me pela positiva, por serem tão fiéis ao livro de origem. Dois destes casos, que dizem respeito a filmes que vi recentemente, são The Fault In Our Stars e Gone Girl.

04/04/2015

Actualização

Neste momento, estou a meio de umas mini-férias. Na quinta-feira, trabalhei metade do dia, e agora só lá volto na terça. E eu ainda dizia que preferia não tirar "dias de folga" e fazer o estágio todo seguidinho para acabar mais cedo... A verdade é que estes diazinhos estão a saber mesmo bem para dormir mais um pouco e descansar a cabeça - ainda para mais nesta altura, que esta semana não correu lá muito bem. Para além disso, já sei que o estágio vai acabar uma semana mais cedo do que o previsto, e até já estive a fazer contas no que diz respeito ao número de horas que faltam. Ainda vou poder tirar mais dois dias de folga, assim sendo.
Bem sei que não tenho vindo cá e que pouco escrevo para além de queixas do meu dia-a-dia. A verdade é que, para além de já estar farta de falar - e mesmo de pensar - sobre o estágio, que continua na mesma, tenho tido ideias para novas publicações, mas a falta de privacidade - e, por vezes, de paciência também, já que, muitas das vezes, nem paciência tenho para ligar o computador - impede-me de ser mais assídua. E, se isto já é complicado em dias normais, em dias de férias é ainda pior. Principalmente porque tenho a minha irmã e o meu namorado cá, pelo que a maior parte do tempo é passada com um ou com outro, ou com a família toda.
Mas há dias em que sinto uma certa saudade disto. Espero voltar a ser mais activa por estas bandas, como dantes. Não gostava nada que isto morresse.

27/03/2015

Sem expectativas, sem decepções

Na semana passada, o ponto alto do meu dia foi encontrar-me com uma daquelas velhas amigas com quem eu pensava que algo do género não viesse a acontecer. Já tinha desistido de dar oportunidades a estas pessoas que foram minhas amigas em tempos, e isto porque me conformara com o facto de terem mudado e conhecido outras pessoas com as quais preferiam estar. E, de repente, vai-se lá perceber porquê, uma destas pessoas lembrou-se de mim.
Encontrámo-nos para um café, falámos durante o tempo todo, sem nunca faltar assunto nem haver um momento constrangedor em que não soubéssemos o que dizer uma à outra, e soube mesmo bem. Já não a via há muito tempo, mas ela continua a mesma. Fiquei mesmo surpreendida com a sua tomada de iniciativa para nos encontrarmos, assim de repente. Mais surpreendida fiquei quando vi que tal não era só conversa e que queria mesmo que nos encontrássemos. É que uma coisa é dizer-se a uma pessoa que se tem saudades dela e não fazer nada para a encontrar, e outra é dizer e, realmente, fazer algo em relação a isso. E eu pensava que a primeira opção era a que se aplicaria à situação, pois já levei com demasiadas destas. Mas não. Daí ter-me surpreendido.
No entanto, não vou alimentar a esperança de que iremos encontrar-nos frequentemente e de que irei ganhar uma amiga para a vida. Já aprendi a não criar expectativas, especialmente em relação a pessoas. Já me desapontei várias vezes à custa disto, pelo que prefiro nem pensar no assunto. Principalmente porque sei como esta rapariga, em particular, é. Costuma andar muito com duas raparigas que estudam noutra cidade, e, pelo que me disseram e pelo que eu própria me apercebo, quando estas duas raparigas cá estão de férias, ela não quer saber de mais ninguém para além delas.
Espero que esse desejo tão repentino dela de se encontrar comigo não tenha surgido por se sentir sozinha sem aquelas duas. Ou que não tenha surgido só por ela querer mais uma fita com palavras bonitas - outra coisa que me surpreendeu: convidou-me para a sua bênção das pastas e disse-me que me ia dar uma fita (nem sei bem o que se escreve numa fita, sinceramente). Seja o que for, é esperar para ver. Mas já disse a mim mesma para não alimentar qualquer esperança. Com o pouco tempo livre que tenho, nem dá para pensar nisso, de qualquer das formas. 

26/03/2015

Em modo repeat #23

Já nem me lembro como é que "tropecei" nesta música, e nem sei bem por que gostei dela, uma vez que já há muito tempo que não ouço nada assim deste género...mas adorei. Não conheço mais nada da banda, mas irei tratar disso.

22/03/2015

Deixar os sonhos em segundo plano?

Há dias melhores que outros. Sem dúvida que o que mais me continua a aborrecer são os tempos mortos em que não há nada para se fazer. Quanto mais tempo passo sem fazer nada, pior é o dia. E, pelo contrário, os melhores dias são aqueles em que fico menos tempo parada e em que sinto minimamente útil. Só é pena que isto não aconteça sempre.
Seja como for, independentemente de o dia ser uma correria de um lado para o outro ou de ser um dia para se cortar os pulsos por não haver absolutamente nada a fazer, continuo cansada, com saudades de ter um horário que não seja das nove às quatro todos os dias e sem tempo para nada. Chego a casa e faço as coisas chatas do costume; depois, só quero descansar, mas mal o consigo fazer. Não consigo fazer noitadas a ver episódios, a escrever ou a ler um livro, não só porque começo a ficar com sono muito cedo, mas também porque não me sinto completamente relaxada e à vontade para fazer uma noitada, porque sei que tenho que ir trabalhar e acordar cedo no dia seguinte. E, quando chega a sexta-feira à noite, a única coisa que me apetece é, de facto, ver episódios, já que não consigo ter cabeça para mais nada.
Tenho saudades de ter tempo, mas, mais do que isso, tenho saudades de fazer algo produtivo. Como é que posso lutar pelo sonho de publicar um livro, se nem tenho tempo para isso? E se, mesmo tendo algum tempo, não tenho cabeça para escrever por estar tão cansada devido ao estágio? O estágio integrado num curso em que só entrei "porque sim", para depois vir a ter um emprego e a vidinha orientada. Coisa que, às vezes, me faz perguntar o que andei a fazer durante todo este tempo e como seriam as coisas se eu, aos dezoito anos, tivesse a mentalidade que tenho hoje.
É muito bonito dizer-se que devemos lutar pelos nossos sonhos. Muito bonito, mas completamente utópico. Até as supostas frases de motivação, como esta que coloquei aqui, são utópicas. Nem as noites me servem de alguma coisa; só mesmo para descansar a cabeça. O tempo não rende, talvez porque, aqui, sinto que tenho menos privacidade do que aquela que tinha na cidade académica, para além de sentir sempre aquela obrigação de ter que ajudar a minha mãe em tudo e mais alguma coisa só para não lhe ouvir dizer que ela é que faz tudo sozinha. Com tudo isto, é-me impossível pensar em mais qualquer coisa para além do estágio e das pequenas, chatas e rotineiras coisinhas do dia-a-dia.
The child is grown, the dream is gone, já diziam os Pink Floyd. E parece que é mesmo assim: que crescer é conformar-se com o que se tem, viver-se ao sabor da rotina e aproveitar os tempos livres para descansar, pensar noutras coisas, fazer algo de que se goste. Não se perder tempo a pensar em sonhos, porque a altura de se perseguirem sonhos já se foi - supostamente, esteve-se a persegui-los até agora, ou, então, a deixá-los um pouquinho para trás por serem mais difíceis de se concretizar e por se achar que haveria tempo para isso, depois - e há outras preocupações agora, outras coisas em que se pensar. De facto, não conheço nenhum adulto que, hoje, lute por um sonho. Talvez por já o ter realizado, ou talvez por não ter nenhum. Ou, talvez ainda, por nem sequer pensar nisso. Seja por falta de tempo ou de forças para continuar atrás dele, seja por achar que nem vale a pena ou que já é tarde para isso. Porque já está habituado ao que tem; já se conformou com a vida que leva. E isto é triste. Tão triste.