08/12/2014

Quando as férias de Natal ainda eram férias

Há alguns anos atrás - já nem me lembro da última vez que isto aconteceu, para verem há quanto tempo deve ter sido -, uns amigos da família costumavam emprestar-me uma Mega Drive durante as férias de Natal. A meu pedido e da minha irmã, claro, mas sempre nas férias de Natal, não noutras; talvez por estas serem aquelas férias mais "confortáveis", em que só queremos estar no quentinho da casa e com as luzes da árvore de Natal a piscar ao nosso lado. Sempre estiveram associadas aos jogos, as minhas férias de Natal. 
Com a consola, vinham vários jogos giros. O meu preferido era o Sonic. Ficava vidrada naquilo durante horas. Especialmente porque, na altura, não havia hipótese de gravar o jogo, o que significava que, se quiséssemos chegar ao fim, tínhamos que jogar tudo no mesmo dia, ou todo o progresso iria perder-se assim que se desligasse a consola. Só uma vez ou outra devo ter chegado ao fim, e foram vezes em que, de facto, joguei tudo "de enfiada". Fosse como fosse, até nem me importava de começar tudo do início, já que gostava tanto.
Não me perguntem porquê, mas, hoje, bateram as saudades. Acho que vou pedir ao meu namorado que me arranje o Sonic Mega Collection Plus para a minha PlayStation.

06/12/2014

Coisas que não me importava de receber este Natal

Como disse há uns posts atrás, não há nada que ambicione para este Natal. Não ando numa de Quero taaanto ter determinada coisa. Mas existem, de facto, coisas que não me importava de receber se mas dessem.

05/12/2014

Fim-de-semana prolongado

Depois de uma semana inteira - à excepção de um dia - a acordar às seis e meia, este fim-de-semana prolongado vem mesmo a calhar para pôr o sono em dia. Detesto acordar tarde, pelo que não tenciono ficar deitada o dia todo, e acordar pelas nove e meia já me vai saber pela vida. Já vi que vários dos meus contactos do Facebook aproveitaram o fim-de-semana para ir viajar para qualquer lado, enquanto eu vou continuar por aqui, como sempre. Se não tivesse ido a Lisboa no fim-de-semana passado, teria ido neste. Portanto, o concerto dos Epica devia ser este fim-de-semana, em vez de ter sido no anterior. Teria calhado mesmo bem, já que o fim-de-semana passado soube mesmo a pouco. Enfim. De qualquer forma, tenho coisas para fazer, como não podia deixar de ser. Mas, tirando isso, vai saber mesmo bem dormir mais umas horinhas e não ter que pensar em deitar-me cedo para acordar bem cedo no dia seguinte. Finalmente vou poder enroscar-me a ver alguns dos filmes que para aqui tenho ou ficar a escrever qualquer coisa sem me importar com a hora que é. Devo, também, ir até algum café estudar um pouco e ir até à baixa, ver como estão os Aliados este ano. Três dias sozinha, ao contrário da grande maioria das pessoas, mas que me parece que vão ser bons. Só pelo facto de não ter que acordar às seis e meia, já vão ser bons. Só não queria que fizesse tanto frio como hoje, em que só consegui andar na rua se estivesse com as minhas luvas e com um cachecol bem quente. E os meus pés já estão a gelar, como sempre.

04/12/2014

A espera

É já este mês que é anunciado o vencedor do Prémio Bang!, mas o mais frustrante nesta espera toda é não ter sequer a garantia de estar, de facto, inscrita no concurso e não saber se continuo em competição ou se, pelo contrário, já fui desclassificada há séculos. Os sacaninhas da editora não dizem o que quer que seja a ninguém - há mais gente a desesperar, e falam sobre isso na página de Facebook deles, mas nunca obtêm qualquer resposta.
É claro que tenho a noção de ter enviado a minha participação antes da data limite, mas acho que o mínimo que podiam ter feito era enviar um e-mail automático a confirmar a participação. Mas não o fizeram, e é por isso que às vezes começo a pensar se o meu manuscrito terá sido, de facto, enviado, ou se, pelo contrário, terá havido um problema qualquer no sistema e o mesmo tenha ficado pelo caminho. Nunca saberei. Da mesma forma, não sei se não terei sido desclassificada; a única coisa que disseram foi que alguns concorrentes já tinham sido, mas não anunciaram quais. Acho, no entanto, que isto é altamente improvável, uma vez que o manuscrito estava dentro do género que pretendiam e que cumpria o mínimo de duzentas páginas. A única coisa que "contornei" foi a sinopse, em que escrevi quatro páginas e, só depois de ter enviado tudo, é que fui ver umas FAQs que tinham publicado no dia anterior a dizer que bastava ter duas páginas no máximo. Mas creio que isto seria um motivo estúpido para desclassificar alguém. Provavelmente, muita gente também enviou sinopses com mais de duas páginas... E espero mesmo que não tenham descartado grande parte dos manuscritos por causa das sinopses. Espero bem que os tenham lido todos, na íntegra. Isto porque acho a minha sinopse muito fraca ao lado da história toda. Pudera, foi horrível de se escrever.
Não estou propriamente com esperanças, não só por causa destas incertezas, mas também porque há muita competição. Claro que me tornaria na pessoa mais feliz à face da Terra se ganhasse, mas duvido muito que isto aconteça. E não é por não ter ficado feliz com o meu trabalho, porque fiquei. É só porque há muita competição. Entre quase quinhentos manuscritos, devem estar uns quantos melhores do que o meu. E alguns piores também, mas não é isto que interessa.
Tenho, entretanto, escrito a continuação deste manuscrito que enviei, mas está a avançar tão, mas tão lentamente, que até dá dó. Como não tenho um prazo para terminá-lo, deixo-o arrastar-se. E, de cada vez que abro o documento para escrever qualquer coisa, é como se as palavras tivessem que ser arrancadas a ferros, e, à medida que escrevo, tenho, por vezes, a sensação de que aquilo não está suficientemente bom. Só quando tenho o computador desligado e quando não tenho possibilidade de perder horas a escrever, como gostaria, é que surge uma onda de inspiração súbita em que as palavras, os diálogos e as cenas fluem livre e naturalmente.

02/12/2014

Preguiça

No início deste ano lectivo, tinha decidido fazer alguns exercícios de tonificação em casa, já que não faço desporto há uns anos e, embora isto não seja propriamente um desporto, sempre fazia qualquer coisinha para além de andar a pé por necessidade. E tudo correu bem nas primeiras semanas. De algumas semanas para cá, esqueci-me completamente do raio dos exercícios. Às vezes, até me lembrava deles, mas não tinha a mínima paciência de os fazer. Portanto, já não os faço há muito tempo. A única coisa que faço - aliás, a única coisa que tenho feito ao longo destes anos de faculdade - é, realmente, andar a pé por necessidade. Tenho sempre que andar muito aqui, de todas as vezes que quero ir a algum lado. E isto habituou-me a andar muito e a não me importar de percorrer grandes distâncias. Antes de vir para a faculdade, não andava praticamente nada. Aliás, de todas as vezes que volto para casa, não ando praticamente nada. E sinto-me um bocado mal por causa disso. Quer dizer, nem tanto, porque sei que, assim que voltar à cidade académica, volto às minhas "caminhadas". No entanto, quando me for embora daqui, estou a ver que mal me vou mexer. Isto porque não tenho que fazer o trajecto entre casa e faculdade e vice-versa, porque não tenho que ir a pé às compras, porque não ando depois de comer...enfim.
Sinto falta de me mexer, por vezes. De me mexer a sério. Da natação, mais propriamente. Mas aqui não tenho tempo para me meter num desporto mais "à séria", para além de que já gasto dinheiro que chegue por estudar fora. Daí ter optado por fazer exercícios em casa. Mas a verdade é que fazê-los em casa é um bocado secante, para além de que há coisas que prefiro estar a fazer em casa do que uns exercícios parvos cujos resultados só serão visíveis dali a muuuito tempo - é um tipo de exercícios que não puxa muito por mim, em comparação com a natação, que, enfim, é muito mais completa e deixa-me muito mais exausta. E, claro, a preguiça vence sempre. Porque, lá está, são exercícios nada chamativos.
Quando voltar para casa de vez, também não vou ter vontade nenhuma para este tipo de coisa. Verdade seja dita, nunca gostei de me mexer. O único desporto de que gostava era de natação, por isso, qualquer coisa que não seja isto - ou andar a pé, nas calmas - é para esquecer. Mas sinto falta. Já não consigo estar parada, pois começo a sentir-me mal comigo mesma e a pensar que vou ficar com um corpo "mole" e que vou começar a engordar se não tiver cuidado. Por isso, gostava de mudar isto, já que sei que, em casa, mal me mexo. E o que eu gostava mesmo era de poder ir à piscina de vez em quando lá na minha terra; só não sei se vai ser possível. Tenho mesmo saudades, e seria óptimo para tirar o provável stress que o estágio e a escrita da tese me vão dar. Até basta-me ouvir a palavra cloro para ficar toda nostálgica. É como se conseguisse sentir o cheiro do cloro, aquele cheiro característico que enchia o ar do espaço onde ficava a piscina. Sim, eu gostava do cheiro a cloro, pois significava que ia entrar na água, dar umas braçadas e relaxar um bocado. Até o cansaço depois de um treino sabia bem. Credo, já nem sei o que é isso. Tenho mesmo que fazer qualquer coisa.