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07/08/2015

Escrito por mim #3 - parte 5 (última)

 Parte 4 AQUI.

Dez aflitivos minutos mais tarde, Lu entrou no seu prédio e lançou-se pelas escadas acima até ao segundo andar. Entrou no seu apartamento, e só se sentiu absolutamente aliviada quando acendeu a luz, fechou a porta atrás de si e viu tudo tal como havia deixado. Aquele pequeno cantinho tornara-se no seu porto seguro, um lugar onde sentia que nada nem ninguém a podia magoar, nem mesmo os perigos que chegavam com a noite.
Lu pousou a mala no sofá, e, imediatamente, todo o seu receio se dissipou, dando, de novo, lugar às memórias daquela que se tornara numa das melhores noites da sua vida. Sentindo uma ligeira pontinha de fome – e nem uma de cansaço –, dirigiu-se à cozinha. Preparou uma taça de cereais e sentou-se descontraidamente numa das cadeiras, com os joelhos contra o peito e a tigela entre as mãos. Demorou-se a comer, apreciando cada colherada até ao último floco de cereal. E, a cada nova colherada, ao mesmo tempo que o delicioso sabor do chocolate se instalava lentamente, Lu dava por si a sorrir de um modo sonhador assim que as lembranças voltavam à tona. Sentiu-se como uma adolescente apaixonada, a reviver o mesmo momento na sua cabeça vezes sem conta com sorrisos parvos que surgiam inesperadamente, porque o rapaz por quem tinha uma paixoneta secreta reparara nela por fim. Mas Lu tinha perfeita noção de que já não era uma adolescente, e de que aquela era apenas uma paixoneta platónica e inocente que toda e qualquer pessoa podia ter por uma celebridade. E, também, de que nunca mais voltaria a ver Spencer, ainda que a canção que ambos haviam partilhado dissesse o contrário – uma promessa de que voltariam a encontrar-se, algum dia.
Lu perdeu a noção do tempo, mas, fosse como fosse, não tinha nada para fazer e, no dia seguinte, não tinha uma hora exacta para acordar. Ainda com a tigela de cereais entre as mãos, bocejou depois de engolir a última colherada, sinal de que o seu corpo esperava por algum descanso. Levantou-se, colocou a tigela no lava-loiça e encaminhou-se para o quarto.
Ao abrir a porta, deparou-se com o quarto escuro e com o namorado já deitado, a dormir tão profundamente, que nem reagiu à sua presença. A sua primeira reacção foi de um leve sobressalto, que, depois de passar e de Lu se lembrar a si mesma que não viva naquele apartamento sozinha, fez com que ela suspirasse e fechasse a porta com todo o cuidado atrás de si. Devido ao facto de estar tão habituada a viver a sua vida sem lhe dar grandes satisfações e sem ter a sua companhia muitas das vezes, Lu esquecera-se completamente de Diogo. Contudo, não sentia qualquer vestígio de arrependimento daquilo que fizera – ou mesmo pensara –, e estava determinada a não deixar que ele, alguém que parecia já não lhe dar o devido valor, estragasse o que lhe restava da noite e apagasse as maravilhosas recordações que esta lhe proporcionara. Como tal, Lu optou por ignorá-lo, e contornou a cama para se deitar no lado que lhe estava reservado, agindo como se Diogo não estivesse ali. Pousou o telemóvel na sua mesa-de-cabeceira e usou-o para servir de lanterna enquanto vestia os pijamas. Depois, deitou-se, dando-se por satisfeita por Diogo não estar a ocupar mais de metade da cama e por ela conseguir ter algum espaço.
Para sua felicidade, Diogo não acordou. Aquilo que Lu menos queria naquele momento era sentir os seus braços à sua volta ou responder a perguntas. Naquela noite, Lu só queria adormecer a pensar em Spencer.

Assim termino o texto que, há uns meses atrás, me senti tão inspirada a escrever. O texto que servirá como prólogo ou como primeiro capítulo de algo maior, se resolver andar com esta história para a frente. Apesar de a ter delineado totalmente na minha cabeça - como faço sempre, antes de começar a escrever qualquer coisa -, ainda não sei se, de facto, irei continuar com ela ou não. Seja como for, tenho outra pendente.
Queria agradecer a todas as meninas que leram e comentaram as diferentes partes deste pequeno texto. Não estava nada à espera de um feedback tão positivo e que me pedissem para publicar mais. Significou muito para mim.
Novos textos irão surgir ocasionalmente. Não acerca da Lu e do Spencer, porque disto não tenho mais nada para mostrar, mas sim passagens de histórias que já tenha terminado ou que ainda estão a ser escritas.

25/07/2015

Escrito por mim #3 - parte 4 (sem lamechices)

Parte 3 AQUI.
Quando o concerto chegou ao fim, Lu vestiu a sua camisa axadrezada para se proteger da diferença de temperatura e seguiu a multidão que se dirigia à estação de metro mais próxima, dando-se por satisfeita por não ser a única a tomar aquele meio de transporte. A noite estava calma, embora algum frio se fizesse sentir, como habitualmente. Lu abraçou-se a si própria numa tentativa de se aquecer um pouco, mas caminhou a um passo leve, sem parar de sorrir e de pensar na noite incrível que acabara de ter.
Estava prestes a chegar à estação quando uma luz de tonalidade rosada, vinda de cima, captou a sua atenção. Lu ergueu a cabeça, ao mesmo tempo que os seus passos abrandavam e ela própria começava a paralisar de terror. Estava mesmo ali, por cima da sua e de tantas outras cabeças, e ouviu reacções de espanto, de curiosidade e, tal como ela se sentia, de medo, de pânico. A grande massa cor-de-rosa brilhante, que se assemelhava a uma nuvem feita de estrelas e que parecia tão irreal a ponto de não fazer parte daquele universo, começou a desabrochar numa suave explosão como fogo-de-artifício, dando origem a uma lenta chuva de estrelas, pronta a atingir quem quer que estivesse no seu caminho. Era sempre um espectáculo lindíssimo de se ver, mas Lu não sabia se ficava petrificada devido à sua beleza, ou se devido ao pânico, por saber o que aquele fenómeno, aparentemente inofensivo e sem explicação, significava. Lu manteve-se imóvel, sentindo o coração a bater com força, e só conseguiu reagir quando ouviu gritos de horror e viu pessoas apavoradas a passar bruscamente por ela.
Correu o mais depressa que pôde em direcção à estação, em conjunto com outras quantas pessoas, qual manada de animais indefesos a fugir de um predador para o esconderijo mais próximo. Ignorou os gritos e as próprias estrelas que caíam e que já estavam tão próximas. Quando já se sentia segura, parou a meio das escadas da estação para recuperar o fôlego e ter um pequeno vislumbre do que se passava na superfície. O cenário era, agora, totalmente cor-de-rosa, e Lu conseguiu ver uns quantos ignorantes que não faziam ideia do que estava a acontecer. Observou-os a pegarem nos telemóveis para captar a fotografia perfeita do maldito fenómeno celeste, ou a esperarem, de braços abertos, que uma estrela cor-de-rosa os tocasse, só para saberem qual era a sensação. Lu abanou a cabeça e chamou-os, mentalmente, de idiotas, de irresponsáveis, e de tudo mais que se conseguiu lembrar. Aquele acto imprudente e aparentemente inocente iria afogá-los em arrependimentos para o resto das suas vidas.
Acabou por virar costas, concentrando-se em apanhar o próximo metro, juntamente com todas as outras pessoas que se haviam encaminhado para a estação após o concerto, antes que se visse forçada a apanhar outro sozinha. O veículo onde Lu entrou ficou imediatamente recheado de jovens vestidos de preto, muitos deles com o seu próprio estilo excêntrico e fora do comum, mas todos com um misto de boa-disposição e de cansaço nos seus rostos. Iam todos aos pares ou em pequenos grupos, trocando, animadamente, impressões sobre o concerto a que haviam acabado de assistir. Lu manteve-se de pé no interior do comboio, apanhando parte de uma conversa aqui e ali e observando, discretamente, tudo em seu redor. Sentiu-se só durante a viagem, por ser a única, de entre os jovens que acabavam de sair de um concerto, que não estava com um amigo e que não tinha uma pessoa com quem trocar opiniões daquela mesma forma entusiástica. Só, mas segura. Sabia que ali, debaixo da terra, a chuva cor-de-rosa não era capaz de a magoar, e, enquanto se mantivesse ao lado de outros seres humanos, mesmo que desconhecidos, não tinha razão para recear a noite.
O metro estava praticamente vazio quando Lu chegou ao seu destino. Apenas ela e duas outras pessoas saíram naquela estação, mas aquelas tomaram um caminho oposto ao seu, deixando Lu sozinha na rua, à mercê de qualquer perigo que se escondia nas sombras da noite. A chuva parara, mas muito mais podia acontecer. Apoderou-se de Lu um enorme desejo de já estar em casa, mas, do lugar onde estava, precisaria, ainda, de andar durante dez minutos para conseguir lá chegar. Dez minutos de angústia, que Lu sabia que seriam demasiado longos.
Sem ter outra opção, Lu pôs-se a caminho. Caminhar durante o dia não lhe trazia qualquer tipo de medo, como se a luz solar fosse capaz de afugentar o perigo e de lhe proporcionar conforto. No entanto, a noite era completamente diferente. Deixava-a desprotegida, receosa. Como se qualquer sombra albergasse uma ameaça, ou um olhar invisível que incidia nela. Se Lu tivesse alguém ao seu lado, sabia que, certamente, se sentiria melhor. Nem que fosse um grupo de desconhecidos à sua frente, que fosse para o mesmo lugar que ela. Mas Lu estava por sua própria conta, e não se via ninguém a pé. Apenas alguns carros passavam, ocasionalmente.
Assim que começou a andar, dizendo a si mesma para ter calma, que não ia acontecer nada e que estaria em casa em breve, tirou o telemóvel da mala que usava a tiracolo e protegeu-a. Colocou-o ao ouvido e fingiu que falava com alguém, numa tentativa de disfarçar o seu receio. Tentou ser discreta, mas o instinto levava-a a olhar para trás frequentemente, com medo de que estivesse a ser seguida. Mesmo ao deparar-se com uma rua deserta, Lu acelerava o passo, ansiosa por chegar a casa e sentir-se segura.
Continua...

11/07/2015

Escrito por mim #3 - parte 3

Parte 2 AQUI.

Cantaram como se tivessem ensaiado. Como se se conhecessem desde sempre, quais amigos de infância que acabavam de se reencontrar após anos de separação devido à distância. Spencer cantou os primeiros versos, e, depois da curta pausa marcada pelo som da guitarra acústica, Lu entoou os que se seguiam. Sabia a letra daquela canção de cor e salteado, tal haviam sido as vezes que a ouvira desde o seu lançamento, que já contava com uma meia dúzia de anos. Cantaram o refrão em uníssono, as suas vozes a conjugarem-se naturalmente numa delicada harmonia, entre sorrisos, trocando olhares cúmplices nos momentos certos.
A princípio, a voz de Lu soara algo trémula, e ela própria nem a reconhecera ao microfone. Achara-a péssima como sempre e que entrara mal e que estava desafinada, ao mesmo tempo que sentia os olhares atentos – alguns dos quais invejosos e prontos a julgarem-na – do público cravados em si e notava um ou outro flash ocasional de câmaras. Mas, aos poucos, como se a presença de Spencer e a sua aparente cumplicidade para com ela a fizessem sentir confortável e descontraída, Lu deixou-se relaxar e fazer o que prometera a si própria quando transpusera a entrada daquele recinto: não se importar com as opiniões de quem a observava. Aos poucos, Lu esqueceu-se do público, fixando-se somente em Spencer, na canção e naquele momento mágico e completamente inesperado que estava a viver. Concentrou-se naquilo que Spencer dissera anteriormente. Diversão. Era só o que lhe importava naquela noite; era o que tinha dito que ia fazer assim que se pusera a caminho do concerto: divertir-se, sem pensar em mais nada. E, desta forma, sentiu-se rodeada por uma bolha, uma bolha que os abarcava a ambos, colocando-os num mundo onde não existia mais nada para além deles.
Quando a canção terminou, o retorno da euforia por parte do público rebentou a pequena bolha de felicidade que se formara. Spencer, após um último olhar, pousou a guitarra e levantou-se, levando Lu a fazer o mesmo, quase que inconscientemente. Apontou para ela, como se desse a entender que era a Lu que o público tinha que agradecer, já que, caso contrário, a canção não teria aquele mesmo impacto, aquela mesma magia. Lu, contagiada pelo ambiente – embora ainda com a sensação de ter sido mesmo má –, sorriu abertamente e fez uma pequena vénia, só mesmo por diversão. E riu-se com vontade, totalmente feliz e livre, enquanto rodava a cabeça na direcção de Spencer, como se quisesse procurar alguma pista no seu rosto que lhe dissesse o que devia fazer a seguir.
Lu surpreendeu-se por vê-lo ainda ao seu lado e a fitá-la, mas surpreendeu-se ainda mais quando este abriu os braços e a abraçou em pleno palco, como que em jeito de agradecimento por ter aceite o seu desafio e por ter sido a óptima parceira que ela tentava acreditar ter sido. Apesar da surpresa, porém, Lu não tardou a reagir e a abraçá-lo de volta, enquanto sorria com os olhos fechados, sentindo-se como se estivesse num sonho. Foi um abraço doce e sincero, que os transportou de novo para a bolha que os isolava do mundo, e que Lu gostava que tivesse durado para sempre.
Pouco depois, Spencer, ainda com um dos braços sobre os seus ombros, colocou-se ao lado de Lu e apontou para o fotógrafo oficial da banda, sobre o palco a poucos metros de distância deles e com a câmara em punho. Lu sorriu automática e abertamente, sem sequer saber se Spencer estava a fazer o mesmo. Amanhã, vai estar tudo online, pensou, sentindo-se privilegiada por vir a ser conhecida como a primeira fã que subira a um palco para cantar ao lado de Spencer Anderson.
Continua...

24/06/2015

Escrito por mim #3 - parte 2

Parte 1 AQUI.

- Tu – disse, a apontar para ela.
Acto contínuo, Lu virou-se para trás, juntamente com as desconhecidas que se encontravam à sua volta, para tentar perceber quem fora a feliz contemplada.
- Não, tu – ouviu Spencer dizer, mas só pensou que, daquela forma, seria complicado tentar perceber a quem se referia.
Até que uma das adolescentes que a cercava falou directamente para ela:
- Acho que és tu!
Lu franziu o sobrolho e virou-se, dando de caras com um Spencer imóvel, a sorrir para ela a poucos metros de distância.
- Tu aí – voltou a apontar para Lu.
Ela, por sua vez, apontou para si própria, só para se certificar que era mesmo consigo.
- Sim, tu! – exclamou Spencer, ansioso por se rir com a situação. – Anda daí.
Lu não se conseguiu mexer. O seu ritmo cardíaco disparou, e as pernas, embora trémulas, pareciam feitas de chumbo, prendendo-lhe ao chão.
- Se não subires, vou aí buscar-te – ameaçou Spencer, num tom afável e divertido ao mesmo tempo.
Ouviu as desconhecidas, atrás de si, a encorajá-la, ao passo que outras gritavam que podiam ir no seu lugar. No palco, Spencer continuava a aguardá-la, estático, com o seu sorriso magnífico. Nos poucos segundos em que se manteve paralisada, Lu não conseguiu deixar de achar incrível – de uma forma estranha – que, no meio de tanta rapariga histérica e extravagante, que combinava melhor com Spencer do que ela própria, ele a tivesse escolhido a si. Ou, até, que tivesse reparado nela, na rapariga que, embora se sentisse invisível e vulgar, estava a divertir-se como se o amanhã nunca fosse chegar. Instigada pelo encorajamento das fãs desconhecidas e pela expressão de Spencer, Lu pôs de lado a (bastante provável) hipótese de vir a ser um completo desastre em palco e de assassinar uma das suas canções favoritas. Qualquer fã que ali se encontrava desejaria estar no seu lugar naquele momento, e Lu agarrou-se àquela sorte e à oportunidade que lhe fora dada para caminhar em direcção ao palco. O ruído da multidão tornou-se mais vibrante, e o sorriso do vocalista abriu-se mais.
Spencer ajudou-a a subir e encaminhou-a para um dos bancos que ali haviam sido colocados. As pernas de Lu tremeram demasiado ao longo daquela meia dúzia de passos. Não conseguiu olhar para o público durante as passadas, e achou que teria desmaiado se não se tivesse sentado. Spencer sentou-se no banco ao lado – demasiado próximo do seu –, e encaixou o microfone no suporte que se encontrava à sua frente. Naquele curto instante, Lu olhou-o discretamente, apanhando alguns pormenores das tatuagens que lhe cobriam os braços e notando com maior clareza a argola que usava no lábio inferior. Depois, Spencer passou-lhe um microfone, que Lu nem soube de onde tinha vindo.
- Nervosa? – perguntou-lhe Spencer amavelmente. Falara para o microfone, para que ela própria o ouvisse melhor, mas não desviara os olhos azuis dos dela.
- Muito! – respondeu Lu, de um modo instantâneo.
O público riu-se, assim como Spencer. Lu sentiu-se corar. Não conseguia acreditar que estava ali, tão perto de Spencer Anderson, a ver os seus olhos e o seu sorriso em grande plano, a ser alvo da sua atenção.
- Não estejas. Vamos só divertir-nos – disse ele, numa tentativa quase vã de a acalmar e de a fazer ver que ninguém a julgaria caso fizesse a figura de parva que ela sabia estar para vir. – Como te chamas?
- Lu.
Desde que passara a viver fora do seu país de origem, Lu deixara de se apresentar como Luana. Aquele era um nome fácil de ser compreendido à primeira onde quer que estivesse. Além disso, Lu achava que um diminutivo era capaz de criar uma certa empatia e proximidade, e ela nunca fora boa a criar aquele tipo de laços.
- Muito bem, Lu – Spencer pegou numa guitarra acústica. – Espero que conheças esta canção, ou vou arrepender-me de te ter escolhido! – brincou, fazendo-a rir-se, juntamente com o público.
As luzes do palco apagaram-se por um breve instante, para darem lugar a uma iluminação mais suave e intimista, propícia à canção iminente. Naquele mísero segundo de escuridão, Lu ouviu a voz de Spencer ao seu ouvido. Segredou-lhe o nome da canção que se seguiria, e um arrepio percorreu-lhe a espinha.
- É uma das minhas favoritas – comentou ela, sem sequer pensar, precisamente no momento em que se acenderam as novas luzes. Spencer ainda teve tempo de lhe presentear com um sorriso rápido, antes de dedilhar os primeiros acordes.
Continua...

11/06/2015

Escrito por mim #3 - parte 1

Como tinha dito há uns posts atrás, senti-me mesmo inspirada durante aqueles dias em que fiquei sem computador. Assim que me vi com o antigo portátil do meu namorado, e ainda com as ideias todas na cabeça, não resisti em começar a escrever. Trata-se de uma ideia que tive há uns tempos atrás, mas que ainda não tinha desenvolvido porque estava a meio de outra história, e não gosto de ter duas coisas diferentes inacabadas. No entanto, sim, acabei por desenvolvê-la, já que a inspiração bateu à porta. Mas acho que vou deixar a coisa parada por enquanto, até porque quero voltar ao meu livro, que, coitado, não é modificado desde o início de Abril (!). Para além disso, e apesar de ter toda uma história já na cabeça, não sei se irei com ela para a frente. Acho que não sou grande coisa em romances. Este texto, aliás, é tão diferente daquilo que normalmente escrevo...mas gostei de o escrever. Diverti-me. Já tinha saudades disto.
Resolvi partilhá-lo na íntegra, porque não é grande e porque, lá está, não sei se vou fazer alguma coisa com ele. Mas vou dividi-lo em partes, e só publicarei as restantes se fizerem muita questão e/ou se gostarem muito, muito. Ah, as personagens são fictícias, claro. Sem mais delongas...