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23/11/2012

Não fazer nada


Que saudades de não fazer nada...que saudades das minhas feriazinhas do fim do semestre! Ontem lembrei-me delas por duas razões, razões essas que, claro, me deixaram nostálgica. Primeiro foi por causa da minha irmã. Mostrou-me uma foto que tiramos em Janeiro ou Fevereiro, enquanto estive lá de férias, quando eu, ela e o A. - coitadinha, ficou a servir de vela e nem se importou - tínhamos ido à praia - sim, era Inverno, mas e depois...só quis ir deitar-me para a areia fofinha e ver o mar, sentir aquele cheiro e aquele ar marítimo... E aí lembrei-me, não só daquele dia, mas também dos outros, em que não tinha feito absolutamente nada a não ser descansar e matar saudades.
A segunda razão, bem, por acaso, tem a ver com a minha irmã também. Ela não é nada dada aos livros - ao contrário de mim -, pelo que, ontem, a minha mãe disse-me, admirada, que ela tinha passado a tarde toda a ler. Começou um livro e já ia quase a meio. Fiquei cheia de inveja. Tenho lido, sim, mas não tanto. Para além do tempo para tal não ser muito, nunca mais encontrei um livro tão viciante ao ponto de ficar a ler durante horas e horas. Com isto, lembrei-me das minhas primeiras férias do fim do semestre. As férias do A. não coincidiram com as minhas, pelo que passei vários dias recostada no sofá com uma manta em cima de mim a ler o Wicked Lovely, que ele me tinha oferecido, durante tanto tempo que eu nem tinha noção. Por isso, sim, sinto falta de não fazer nada e sinto falta de um livro viciante. No que toca a este último ponto, parece que o A. tem mais jeito para escolher livros para mim do que eu...
É certo que adoro o Natal, voltar para casa e tal, mas não vou conseguir estar completamente descansada durante esse período. Ora que treta, ainda nem comecei a estudar e já tenho vontade de mandar fisiologia à m*rda...

25/10/2012

Casa da Noite - P.C. e Kristin Cast

Hoje acabei de ler o nono (!) livro da série Casa da Noite, e uma das coisas que me passa pela cabeça é: Mas esta saga nunca mais acaba?. Claro que adoro os livros, caso contrário não os lia. Mas uma saga com, possivelmente, doze livros é um bocado demais.
Fiquei cativada por isto logo no primeiro volume. É sobre vampiros, okay, mas nada daquilo a que estamos habituados. É original. Pessoas normais são marcadas como "especiais" e têm que se mudar para a Casa da Noite, uma escola onde aprenderão tudo aquilo que precisam para a sua vida como vampiros adultos. Porém, nem todos conseguem chegar a verdadeiros vampiros, uma vez que cada um é sujeito a mudanças e, em alguns casos, os seus corpos não resistem a todas estas mudanças, acabando, então, por morrer. Mas é claro que nem tudo são aulas e escola; há sempre um (ou mais) enredo ou mistério para além disso. E algum romance e tragédia também. É diferente. Não são os típicos "chupa-sangue" nem as novas criaturas que brilham ao sol. Tudo se passa maioritariamente à noite. São seres muito bonitos e perfeitinhos fisicamente, que têm uma espécie de poderes mágicos. Fazem uso deles para se safarem de qualquer coisa, fazem rituais, prestam culto à sua respectiva deusa e têm todos uma marca de uma meia-lua na testa, da qual emergem tatuagens à medida que vão, digamos, "evoluindo", tatuagens essas que se propagam pelo corpo e cujos motivos têm a ver com o seu "poder mágico" - porém, quando leio, nunca os consigo imaginar dessa forma e imagino sempre caras "limpinhas". Portanto, nada como alguma vez vira. E, para gostar de um livro, este tem que ser assim - com ideias e conceitos diferentes, nunca antes vistos.
Os primeiros livros primaram por essa originalidade; porém, começaram a cair no cliché do luz contra escuridão, ou bem contra o mal, típico nos livros do fantástico. E é precisamente por ser típico que já se adivinha como tudo vai terminar: os bons vencem os maus, apesar das milhentas dificuldades. No entanto, é esperar para ver.
Um outro aspecto menos bom que tenho a apontar é a questão tempo. O tempo passa muito devagar naqueles livros. Em alguns deles, nem chega a passar uma semana. Acontece muita coisa num único dia, e, quando vamos ver, um acontecimento importante, do livro anterior, por exemplo, aconteceu há uns dois dias atrás, quando parecia ter acontecido há muito mais tempo. Do primeiro livro até agora, ao nono, a história passou-se em três, quatro meses. Nesse curto período de tempo, a personagem principal encontrou os ditos "amigos para a vida", passou a confiar neles plenamente e a considerá-los a sua família, e teve não sei quantos namorados. Isto, na vida real, é extremamente improvável, a meu ver. Não acho crível e faz-me confusão, principalmente porque, nos outros livros que li, a história desenrolava-se durante meses, ou até anos.
Por falar na personagem principal, esta anda a mexer-me com o sistema desde há uns livros atrás. A partir do sexto livro, se não estou em erro, as autoras passaram a fazer algo diferente: em vez de escreverem o livro inteiro do ponto de vista da protagonista, passaram a escrever alguns capítulos do ponto de vista de outras personagens. Confesso que, no início, não gostei muito da ideia, mas agora adoro. E conhecer melhor as outras personagens fez com que passasse a gostar menos da principal. Talvez por causa do discurso. Achei-o diferente. Quando escrevem sob o ponto de vista da protagonista, a maneira de aquilo estar escrito parece-me muito mais infantil, chegando ao ponto de haver certas expressões um bocado idiotas e que não precisavam de estar ali. Com as outras personagens, o discurso está bem melhor, mais semelhante ao do outro livro que li da mesma autora, Deusa do Mar. Passar deste livro para um dos da Casa da Noite chocou-me, e chocou-me pela maneira de escrever. Estava eu a ler um dos capítulos narrados pela personagem principal e a pensar Mas que raio? Que linguagem tão..."adolescente". E é por esta personagem parecer tão infantil em certas passagens e tão armada em adulta noutras que passei a ter-lhe uma certa...aversão é uma palavra muito forte, mas enfim, é uma coisa assim parecida. Uma certa antipatia, pronto.
Tenho ainda a dizer que não valia a pena terem lançado tanto livro. Não, não é por alguns deles só conterem palha. A história de cada um transita para o próximo. O facto de os mistérios não serem logo resolvidos ou de o final de um livro nos deixar estupefactos é que faz com que a série se torne viciante, fazendo-nos esperar ansiosamente pelo próximo volume. No entanto, em vez de terem escrito este grande número de livros com poucas páginas (por "poucas páginas" entendem-se trezentas e tal, e às vezes nem isso), podiam ter optado por escrever calhamaços, juntar dois ou três livros num só. Seria melhor para a carteira, mas talvez seja mesmo isso que querem: mais dinheiro. Não sei se não será também por isso que inventam sempre cada reviravolta no final dos livros, que nos leva a pensar Oh, lindo. E agora? Agora isto nunca mais acaba. Atenção que não estou desejosa de que acabe. Mas a verdade é esta: há sempre uma reviravolta e parece que o principal - dar cabo da vilã - nunca avança.
Por último, e sem querer ofender ninguém, estranha-me o facto de os livros serem considerados de jovens-adultos e de muitas miúdas de doze anos os lerem. Pergunto-me se perceberão aquilo tudo, ou se serão apropriados. O que é certo é que os livros de hoje em dia não são os mesmos de há uns anos atrás. Mas mesmo assim... E já estou mesmo a ver o que vai acontecer quando saírem os filmes (pois, vão fazer filmes baseados nos livros, o que não me agrada): mais desilusões e mais uma onda de miudagem histérica.

01/09/2012

O raio dos livros


Os livros da editora Saída de Emergência parecem ser sempre maiores do que aquilo que são. Isto acontece porque, no final de cada livro, põem um excerto de outro livro qualquer. Não faria mal nenhum se fosse um pequeno excerto, mas não é isso que acontece: põem um, dois ou três capítulos. Um exagero. E é chato uma pessoa pensar que ainda tem um monte de páginas para ler e, afinal, aquele monte de páginas está reservado a três capítulos de outro livro que não tem nada a ver com o que acabámos de ler. E chegámos ao fim mais cedo do que queríamos. Foi o que me aconteceu ontem. Acho um desperdício de papel, já que nunca os leio...são como páginas em branco aos meus olhos. Para além de me chatear pensar que o livro tinha 280 páginas, e, no fim de contas, ter 240...

30/07/2012

Deusa do Mar - P.C. Cast

Há uns dias atrás, acabei este livro. Foi-mo oferecido no Natal, mas só há pouco tempo é que o comecei, e até foi melhor assim, já que fala sobre mar e praia; perfeito para ler no Verão, portanto.
E o que posso dizer? Adorei! Superou totalmente as minhas expectativas. A capa não me atraía - e continuo a não gostar muito dela - e a sinopse muito menos. Mas a verdade é que, à medida que fui lendo, notei que certos conteúdos da sinopse estavam errados. Nunca tinha visto uma sinopse com erros. Por isso, não devemos apenas julgar um livro pela capa, mas também pela sua sinopse, pelos vistos.
O que é certo é que eu não devia ter duvidado do brilhantismo da história, uma vez que estamos a falar de P. C. Cast, de quem me tornei fã devido aos livros da série Casa da Noite e cuja maneira de escrever adoro. Tem uma escrita muito clara e muito bonita ao mesmo tempo, em termos de figuras de estilo, principalmente. Posso dizer que a autora se tornou numa influência para mim. Também gosto imenso do modo como descreve as personagens femininas, sempre tão bonitas e poderosas - como deusas, de facto.
Ora, a história fala de uma sargento da força aérea que troca de consciência com uma sereia quando o avião onde viajava cai ao mar. Isto constava da sinopse, o que me levou a pensar Sim, e depois? Passa a viver no mar, não é? Uma espécie de remake da pequena sereia? Meh... Mas não. Pelo contrário, a acção é passada maioritariamente em terra. Mas como, se ela é uma sereia? Bem, não quero entrar em pormenores nem contar a história toda, mas, basicamente, ela é alvo - de livre vontade - de um feitiço lançado pela sua mãe, a deusa Gaia, que lhe dá forma humana durante três dias. A cada três noites, tem que voltar à água e assumir a forma de sereia. Caso encontre o verdadeiro amor, terá forma humana permanentemente.
Uma vez tive uma ideia semelhante a esta para uma história.
E aquilo lá dá as suas reviravoltas. Para começar, gostei do facto de o tempo ter voltado atrás, de maneira a que a acção se desenrolasse num tempo completamente diferente - no ano 1014, para ser exacta. Teve piada ver a rapariga a tentar adaptar-se, mas, ao mesmo tempo, era irritante ver o modo como as mulheres eram desprezadas e tratadas como objectos. Adorei o romance, apesar de, por vezes, achar o rapaz algo semelhante ao Edward Cullen - muito perfeitinho e um pouco cismado. E adorei ver o modo como a sua amizade com outras mulheres se desenvolvia, até porque aquilo que o livro nos quer mostrar é que existe magia em cada uma de nós, mulheres, e que, se cada uma tem algo de divino, então, juntas, são como que invencíveis.
O final surpreendeu-me. Os acontecimentos dos últimos capítulos foram mesmo imprevistos, o que me levou a imaginar um final diferente daquele que se costuma pensar ao ler um romance, o habitual felizes para sempre. Mas, como é óbvio, não vou contar como acaba.
Pois bem, ficou muito além das minhas expectativas. Gostei muito e recomendo. Para além do romance, há mais pelo meio, apesar de não parecer.
E agora estou a achar a minha mesa-de-cabeceira tão vazia sem um livro em cima...

20/07/2012

Nicholas Sparks?


É por isso que não quero saber dele. Parece tudo igual e demasiado previsível.
Alguma alminha a concordar? Por favor digam-me que não sou a única miúda que, quando vê um livro do senhor ou vê o trailer de um filme que diz algo do género "Baseado no romance de Nicholas Sparks", pensa logo "Esquece".

12/05/2012

Citação #2

"(...) tinha-me tornado numa pessoa tão introvertida, fechando-me na minha casca. Ser gozada também tinha feito com que me preocupasse demasiado com o que as outras pessoas pensavam de mim. Tudo o que eu queria era ser aceite pelos outros e, por isso mesmo, tornei-me excessivamente púdica e tímida (...).
(...) No entanto, a entrada de Sebastian na minha vida tinha feito com que florescesse a minha verdadeira essência. O casulo que me envolvia quebrou-se e deixei-o penetrar o meu coração com o seu amor incondicional e milenar. (...) Comigo, era Sebastian que me preenchia."

Retirado de Orbias - O Demónio Branco

Isto é tão eu que até assusta. Tal como a outra citação que já publiquei aqui.

29/02/2012

Sobre as coisas que têm continuação

(Aviso desde já que este post pode conter alguns spoilers)
Quanto ao título, bem, refiro-me àqueles filmes e aos livros que têm depois continuação. Às vezes, isso da continuação só serve para encher chouriços. E porquê? Porque o livro ou filme original já está perfeito à sua maneira, porque já acabou tudo, porque todos os mistérios ficaram resolvidos e nada ficou por se descobrir. E, apesar do amor dos criadores pelas suas personagens e pela sua história, pá, há que deixá-las morrer e inventar coisas novas. Há continuações que, a meu ver, foram um bocado tristes.
Não sei se já deram por isso, mas alguns filmes da Disney que são a continuação de outro têm a história oposta do filme original - ter visto muitos filmes da Disney fez com que não me lembrasse de melhores exemplos. Por exemplo:
- na Pequena Sereia, Ariel quer ser humana; já na Pequena Sereia 2, a filha de Ariel quer ser sereia
- no Rei Leão, Simba quer ser rei (ou "mal pode esperar", como ele próprio diz); no Rei Leão 2, a filha de Simba não quer ser rainha nem por nada.
No caso dos livros, também há aqueles que perdem a magia. Refiro-me à saga Wicked Lovely; não sei se alguém conhece ou já leu, mas aconselho o primeiro livro para quem gosta do género fantástico. Achei brilhante. Era sobre fadas, mas não sobre fadas pequeninas que voam pela floresta; eram fadas invisíveis, de várias espécies, boas e más, com as suas próprias regras e as suas cortes. Gostei imenso do livro, e nem pensei que tivesse continuação, por causa dos motivos que referi em cima. Mas, afinal, vim a descobrir que a saga tem cinco livros, e três deles são tipo "desviados" da trama principal, porque falam sobre outras personagens - isto de acordo com a internet, uma vez que dois deles ainda não foram traduzidos -, e isso pouco ou nada me interessa. O restante é continuação do primeiro, e, apesar de não saber que enredo iria a autora inventar para dar continuação à história, quis lê-lo na mesma, já que tinha ficado fascinada com aquele mundo e com a imaginação da autora. Por causa disso, por a achar muito imaginativa, achei que não me fosse desiludir.
Acabei-o na semana passada. Estava a ser interessante, apesar de já não ter toda aquela magia e fascínio do outro livro. Mas, quando menos esperava, acabou tudo. E acabou tudo tão rápido. Foi tudo...demasiado fácil de ser feito. Estava à espera de mais enredos, de mais complicações, sei lá. Ainda para mais porque falavam numa guerra praticamente durante o livro todo, e, no fim, foi como no Amanhecer: tudo ali à espera de uma luta de sangue e, afinal, não houve nada. Por um lado é bom, porque não gosto de ler cenas de lutas e afins - acho chato -, mas, por outro, foi um bocado mauzinho da parte delas terem-nos posto com expectativa.
Resumindo: quando acabei o livro, fiquei com cara de parva. Foi mesmo tão rápido; e eu a pensar que ainda faltavam mais páginas...
Tudo isto para mostrar o meu desagrado. Mas não estou a dizer que tudo o que tem continuação é mau. Claro que não é. Já li livros que acabavam de maneira inesperada, que, quando pensávamos que já estava tudo bem ou tudo normal, deixavam um novo mistério no ar logo na última página. E esse mistério só é desvendado no próximo volume. É assim mesmo que gosto.
Ou então, se houver um final feliz, pois que acabe logo por ali. Acho que de pouco ou nada serve inventar um novo enredo só para tornar o final feliz ainda mais feliz. A sério; por mais que tenham gostado daquelas personagens e daquela história - e por mais que o público tenha gostado -, as coisas têm, eventualmente, que acabar um dia. Podem ficar na memória e deixar saudades, mas novas ideias virão, e podem até ser melhores do que as anteriores.

13/11/2011

Wanted books







Não tenho culpa se todos os livros que começo a ler têm continuação...
e não tenho culpa que acabem de tal forma que fico inquieta para ler o próximo! 
Por isso...aceitam-se como prendas de Natal ^^
Tipo, a sério...já que as roupas este ano são tão foleiras - e eu tenho tanta roupa, às vezes não tenho noção disso, mas tenho -, mais vale receber livros, não é? Livros, livros, livros :DDD Eu sei que os preços que pedem por eles são um bocado roubados, mas livros fazem-me tão feliz...parece que abandono o lugar onde estou e que sou teletransportada para outro mundo...e assisto a tudo como a um filme ^^

23/08/2011

Citação

"Tinha dificuldades em comunicar com as pessoas e fazer amigos. (...) Para os seus dezanove anos, era demasiado maduro e introvertido. Talvez por isso fosse marginalizado por algumas pessoas. Não aceitavam o facto de Adam não gostar de sair à noite ou de se embebedar como os demais jovens. Mas ele estava-se nas tintas para isso, embora se sentisse muito sozinho e incompreendido. Por isso mesmo, refugiava-se no seu mundo, nos seus pensamentos, na sua imaginação..."

Uau, esta descrição faz-me lembrar alguém tão bem... Dou uma ajudinha...eu mesma.

Retirado de Orbias - As Guerreiras da Deusa, livro que comecei a ler anteontem e que, até agora, estou a achar espantoso! Acho que era capaz de o ler a noite toda, se não me metesse numa posição que se torna incómoda ao fim de algum tempo... Já estou viciada! Mas hoje à noite vou aproveitar para ver os dois ou três episódios de True Blood que ainda tenho para ver. No entanto, espero que não fique com sono depois disso, para poder ler mais um bocadinho ^^