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31/12/2017

Coisas boas de 2017


2017 foi o pior ano que já tive até agora. Creio que deve ter dado para perceber através daquilo que escrevi no blog durante este ano. Escrevi tão pouco, mas tudo o que escrevi foi negativo. Tudo o que escrevi foi devido à necessidade de vir aqui despejar os meus sentimentos e os meus desabafos mais sombrios. E, com isto, parece que me esqueci de me focar nas coisas boas. Que, na verdade, foram tão poucas. E que achei não serem merecedoras de destaque. Principalmente porque, como já deve ter dado para ver, já não sou a blogger que costumava ser.
No entanto, quis deixar registadas as coisas boas deste ano, ainda que poucas. Apenas porque me apetece. Apenas para recordar mais tarde. Para me lembrar que, por mais horrível, negro e depressivo que um ano inteiro seja, há sempre algo que nos faz levantar um pouco a cabeça e subir do fundo do poço. Mesmo que sejam só uns meros centímetros, antes de voltarmos a escorregar e batermos lá em baixo outra vez.

22/05/2016

Facto #40

Nunca me senti tão desactualizada e tão desorientada no que diz respeito a séries e à música como agora. As bandas que sigo - ou que devia seguir melhor, pelos vistos - têm lançado álbuns e músicas novas sem eu sequer me aperceber e, graças a isso, tenho imensa coisa nova para ouvir. E, quanto às séries, estou tão cheia de episódios em atraso, entre eles a quinta temporada completa (!) de Once Upon A Time. Como é que o tempo passou a ser tão escasso assim de repente?

15/07/2015

Desafio #18 - dia 4

Uma série que te desiludiu.
Game of Thrones.
E desiludiu-me porquê? Porque toda a gente via esta série, toda a gente gostava desta série...e eu, com as expectativas tão altas por causa das opiniões positivas de toda a gente, resolvi vê-la. Resultado: após cinco episódios, dei por mim a detestá-la. Foi uma desilusão, e juro que não percebi o que a série tinha de especial.
É um aborrecimento total. Não foi daquelas séries em que, depois do primeiro episódio, fiquei completamente agarrada e ansiosa por ver mais. Os episódios eram chatos, davam-me sono, não me cativaram nada, não me deixaram agarrada e não tinham humor nenhum. O quinto episódio, que foi o último a que assisti, começou com um homem a cortar a cabeça a um cavalo, e terminou com outro homem a enfiar um punhal (ou coisa parecida) na cabeça de outro, de uma forma mesmo lenta e nojenta, até atravessar a cabeça do homem e aparecer do outro lado...e isto logo na altura em que já tinha ultrapassado o trauma do cavalo. Chamem-me mariquinhas. Mas eu até nem me importo que cortem cabeças humanas, desde que se veja que o corte é rápido e eficiente. Cortarem cabeças a animais é que já é demais.
Depois disto, não quis ver mais episódios. Está bem, não foi só por causa das matanças nojentas, mas também porque aquilo estava a ser uma seca. Digamos que as matanças nojentas serviram de pretexto para pôr, finalmente, esta série de lado. 
O meu namorado lá continuou a vê-la, e disse que, depois daquele episódio, as coisas deixaram de ser tão secantes, mas eu não quis saber. Até porque é uma série tão, mas tão mainstream, que chega a ser irritante. Toda a gente vê, toda a gente gosta, toda a gente fala bem dela - e aqui estou eu a dizer que é horrível, sem perceber o motivo de tanto sucesso da mesma. De qualquer das formas, geralmente não sou pessoa de gostar de tudo aquilo de que os outros gostam.

04/06/2015

Desafio #18 - dia 3

Uma série que pensaste que não ias gostar, mas que acabaste por adorar.
Revenge.
A minha mãe aconselhou-me esta série numa altura em que eu já não tinha episódios nenhuns para ver e queria começar a ver algo novo para me entreter. Disse-me que era uma boa série e que eu ia gostar. Na verdade, se não ma tivessem aconselhado, penso que nunca teria começado a ver esta série. Isto porque a sinopse da série é fraquíssima e não chama nada a atenção. Uma mulher decide vingar a morte do pai, que foi acusado de um crime que não cometeu. Não dava nada por esta série, precisamente por isso. Parecia-me ser algo do género: o fulano X matou o pai dela, e ela vai agora atrás de X para matá-lo também. Nem sequer conseguia imaginar como podiam fazer uma série apenas em torno desta ideia, uma ideia tão básica. Mesmo assim, comecei a vê-la "na desportiva", sem grandes expectativas e só mesmo para me distrair.
E a série conquistou-me logo no primeiro episódio. A história revelou-se completamente diferente daquilo que tinha imaginado, e a ideia de vingança não se limitava apenas em querer a morte dos verdadeiros culpados: a protagonista é perita em lixar a vida dos outros, mas fá-lo de um modo tão subtil e um tanto ou quanto "requintado", que deixa uma pessoa boquiaberta. Fiquei completamente rendida a esta série, especialmente por estar tão cheeeia de enredos. Lembro-me tão bem que houve um dia, véspera de um exame, em que tive que ver quatro episódios de Revenge. Tive mesmo; estava tão viciada, que nem conseguia concentrar-me a estudar. Só pensava no raio da série e no que podia acontecer a seguir. Tornou-se na minha série favorita, por ser tão empolgante e extremamente viciante.
(E não senti quaisquer remorsos por fazê-lo; estava mesmo cansada do estudo, e, sim, passei no exame)
A série acabou por ser cancelada passado quatro temporadas. Contudo, só ouço dizer que acabou bem, isto é, sem dar a entender que havia mais para acontecer. E, de qualquer das formas, não sei se teria muito mais para dar se continuasse. Comecei a ver esta última temporada há uns dias, pois esta é daquelas séries em que eu prefiro esperar que saia a temporada completa para depois ver tudo de uma vez, de modo a não perder o fio à meada - dada a quantidade de enredos, é muito fácil perdê-lo. Já não me sinto, no entanto, tão viciada nela como me senti nas duas primeiras temporadas, e esta é uma das razões pelas quais não fiquei muito triste por saber que já estava a chegar ao fim. Acho que é sempre melhor terminar algo do que deixar esse algo arrastar-se por tanto tempo, a ponto de ir perdendo qualidade aos poucos. Mas é óbvio que vou acompanhá-la até ao fim, até porque estou mesmo curiosa em saber como vai terminar, especialmente depois da reviravolta que surgiu no final da terceira temporada, que alterou todo o rumo das coisas.

13/05/2015

Desafio #18 - dia 2

Uma série que gostavas que mais pessoas vissem.
Under The Dome.
Baseada no romance de Stephen King com o mesmo nome, Under The Dome traz-nos uma pequena e pacata cidade que, de repente, sem qualquer explicação ou aviso prévio, se vê cercada por uma cúpula invisível, que impede qualquer um de sair ou de entrar na cidade, isolando-a do resto do mundo. Assiste-se, por parte da população, a uma luta pela sobrevivência dentro da cúpula e à procura de respostas e de explicações para o seu aparecimento, ao mesmo tempo que se vêem diferentes habitantes a virarem-se uns contra os outros, a revelarem o pior que existe dentro de si e a descobrirem os segredos mais sombrios uns dos outros.
Comecei a seguir esta série no ano passado, no final do Verão, porque já me tinha despertado uma certa curiosidade e porque queria ver algo novo, e devorei as duas temporadas disponíveis num ápice. Tornou-se numa das minhas séries de eleição. Tem de tudo um pouco: acção, romance, drama, ficção científica, fantasia, mistério, para além de a própria história ser bastante viciante e de ter a capacidade de me cativar sempre cada vez mais. Cada episódio que chegava ao fim chamava sempre pelo próximo, tal era a minha vontade de saber o que ia acontecer depois e a necessidade de respostas. Há sempre qualquer coisa a acontecer e reviravoltas inesperadas, que, aos poucos, vão constituindo pequenas peças do complexo puzzle do aparecimento da cúpula - ou que, pelo contrário, nos deixam de boca aberta e com ainda mais dúvidas.
Resolvi usar esta série para responder a esta pergunta, porque pouco ou nada ouço falar dela - nunca vi um blog, pelo menos daqueles que visito ou já entrei por acaso, a falar sobre ela, e, no Facebook, apenas um dos meus contactos afirma gostar da mesma...para além de que não tenho ninguém com quem falar sobre ela, bah -, coisa que acho uma pena, uma vez que é uma série fantástica e muito original, que recomendo.
A terceira temporada estreia no final de Junho, e ando mais do que ansiosa pelos novos episódios.

24/04/2015

Desafio #18 - dia 1

Uma série que nunca devia ter sido cancelada.
FlashForward.

Para mim, uma das melhores séries de sempre. Começa com algo que fica conhecido como o apagão, em que toda a população mundial desmaia exactamente ao mesmo tempo, e assim fica durante dois minutos e dezassete segundos. Neste breve período de tempo, todas as pessoas têm a oportunidade de ver o que lhes vai acontecer dali a seis meses. A série gira em torno disso mesmo: saber como aconteceu o apagão, o que o provocou, se vai acontecer de novo. E se aquilo que cada um viu durante o mesmo vai, de facto, acontecer.
A série foi exibida no AXN em 2009, pouquíssimo tempo depois de estrear nos Estados Unidos. Lembro-me que andava sempre ansiosa pelo dia da série, porque, sempre que terminava um episódio, eu queria ver mais. Acabavam sempre de tal maneira, que esperar pelo episódio seguinte conseguia ser uma tortura, já que o rumo das coisas mudava rapidamente e deixava-me bastante curiosa, com cada vez mais vontade de perceber o que tinha acontecido. Muito misteriosa, muito cativante, muito viciante e com muita ficção científica, assim era esta série. Para além de que era tão original, que achei que era uma excelente aposta e que foi um erro crasso terem acabado com ela. Tive mesmo imensa pena que a tivessem cancelado, principalmente porque terminou da forma como terminou: da mesma forma como terminavam todos os outros episódios, aquela forma característica em que todo o rumo da história se alterava em poucos segundos e me deixava completamente ansiosa pelo próximo capítulo.

23/04/2015

Desafio #18

Já vi o desafio das séries a circular por aí e fiquei com vontade de o fazer, não só por adorar ver séries - mais do que filmes! -, mas por achá-lo bastante engraçado. Por isso, resolvi trazê-lo aqui para o blog, com a diferença de que não irei responder às perguntas em dias seguidos, como seria suposto, mas sim quando entender. Para além disso, vou "contornar" o desafio original e encurtá-lo um pouco. O original consiste em trinta perguntas, coisa que eu acho um exagero e que serve para se perder a paciência rapidamente, para além de que não saberia como responder a algumas delas.

Como tal, aqui fica o "meu" desafio das séries:

Dia 1 - Uma série que nunca devia ter sido cancelada
Dia 2 - Uma série que gostavas que mais pessoas vissem
Dia 3 - Uma série que pensaste que não ias gostar, mas que acabaste por adorar
Dia 4 - Uma série que te desiludiu
Dia 5 - Série de infância favorita
Dia 6 - O teu guilty pleasure
Dia 7 - Melhor abertura
Dia 8 - Melhor elenco
Dia 9 - Melhor citação
Dia 10 - Uma série que planeias começar a ver
Dia 11 - Final de temporada OMG WTF?
Dia 12 - Primeira obsessão
Dia 13 - Obsessão actual
Dia 14 - A morte mais triste

A resposta ao dia 1 sai já amanhã.

07/04/2015

Filmes baseados em livros

Gosto de ver filmes que tenham sido baseados num livro que tenha lido. Nunca gosto quando transformam, num filme, um livro que já tenha lido, pois é como se nos "roubassem" alguma coisa: uma coisa que parecia ser só nossa passa, de repente, a ser conhecida por toda a gente, a ser "banalizada". E, claro, a ser falada e/ou criticada por pessoas que nem sequer se deram ao trabalho de ler o livro que deu origem ao filme. Como não se pode fazer nada contra isso, costumo, depois, ver os filmes que foram baseados nalgum livro que já tenha lido - nalgum daqueles "pequenos tesouros" que, antes, não eram conhecidos por ninguém. Só mesmo para ver se foi feito um bom trabalho.
Escusado será dizer que os livros são sempre melhores do que os filmes. Alguns filmes foram, para mim, uma autêntica desilusão, como o Twilight e afins ou o Eragon, mas outros, pelos contrário, surpreenderam-me pela positiva, por serem tão fiéis ao livro de origem. Dois destes casos, que dizem respeito a filmes que vi recentemente, são The Fault In Our Stars e Gone Girl.

18/01/2015

Mixórdia #3

Houve dias em que acordei com dores nas pernas e nos joelhos, e quase que aposto que isto se deve ao facto de, ultimamente, ser obrigada a passar grande parte do tempo sentada. Houve, igualmente, dias em que mal conseguia estudar porque começava a pensar na tese, mais propriamente a ficar preocupada por ainda não ter um tema definido, mas já me ando a preocupar menos com isso, uma vez que já fui falar com a orientadora e um dos temas que me sugeriu parece-me bastante interessante. Agora que estou quase a ir-me embora daqui de vez é que resolve acabar tudo: é o champô, é a pasta de dentes, é o café solúvel, enfim, e lá tenho eu que comprar estas coisas só para usar uma meia dúzia de vezes até me ir embora. Já não tenho episódios do Once Upon A Time para ver, e não ando com paciência para começar a ver uma série nova, pelo que tenho andado pelos filmes e estou aberta a sugestões. Acho que, afinal, vou manter o meu username. Esta está a ser a época de exames mais rápida de sempre. Estou ansiosa pela sexta-feira, pois é o dia do último exame e cheira-me que vou lanchar à Spirito com uma colega. Os meus dias resumem-se a acordar cedo com o despertador e a passar horas num estudo intensivo. Apetece-me escrever; aliás, apetecia-me mesmo tirar um dia inteiro só para ficar a escrever. Acabei uma cadeira com quinze e duas com dezassete, nada mau. Ultimamente tenho perdido tempo a procurar imagens para desenhar e a ver tutoriais de pintura digital, mas tenho o pressentimento de que vou acabar por não pôr nada em prática e que, da próxima vez que pegar num lápis, vai sair tudo torto. Não vejo a hora de me ir embora desta casa de vez, pois já ando farta de chatices. Mas, por outro lado, não me quero despedir do Porto. E é isto que se conta destes últimos dias.

01/11/2014

Coisas boas do mês #10

Eu bem disse que Outubro ia voar. Nem dei por este mês a passar, o que não quer dizer que tenha sido maravilhoso. Apenas me deixei levar pela rotina; havia sempre qualquer coisa para fazer, o que não me deixou aproveitar os dias da melhor forma nem passear muito.
Avancei um bocado no meu livro, se bem que agora retornei à fase da falta de vontade, mas penso que não durará muito mais. Vi uns filmes mesmo giros nos últimos fins-de-semana, todos dentro do mesmo género mas que, de qualquer maneira, serviram de companhia e alegraram um pouco as minhas noites. Ainda não voltei a seguir as minhas "séries de Inverno", uma vez que estou à espera de mais episódios para poder devorá-los em pouco tempo, pelo que tenho andado numa de filmes. Apenas vi Under the Dome - já foi há tanto tempo, que nem me lembrava -, na qual comecei a ficar mesmo viciada e, caraças, adorei a série; mal posso esperar por novos episódios - sim, sei que tenho que esperar imenso tempo. Acabei de ler A Revelação, que achei melhor que o seu antecessor, com muito mais acção e com uma adrenalina da primeira à última página, mas que me deixou sem perceber se terá, ou não, uma continuação - na minha opinião, tem mesmo que ter! Depois, disse a mim mesma que o melhor era deixar as leituras de parte, por enquanto, por ter tanto para fazer, mas não resisti em começar a ler O voo do corvo, que está a ser lindo como o primeiro volume da trilogia - nem eu esperava outra coisa. Tive uns domingos diferentes, em que me reuni com uma colega que se mudou para um apartamento aqui perto para "estudarmos" um bocado. Passei pouquíssimas tardes fora de casa, mas estas foram produtivas: encontrei umas calças de ganga fantásticas - a sério! -, umas pantufas fofinhas e as galochas perfeitas; comi coisas boas na Leitaria da Quinta do Paço e na Spirito. Gostei que o calor tivesse voltado, uma vez que gosto de andar na rua sem casaco e gosto de não ter aquela preocupação de É melhor levar mais isto e aquilo, ou vou morrer de frio passado um bocado. Passei uma tarde a estudar numa esplanada, e soube-me tão bem, principalmente por não estar calor nem frio. Estava com bastante receio da sessão de educação alimentar que tive que fazer numa escola primária, mas esta correu mesmo bem, o que só me deixa mais motivada para as próximas.
Não teve nada de especial, este mês. Mas, pelo contrário, estou a prever um bom mês de Novembro. Tenho alguns planos, e sim, outra coisa boa de Outubro foi mesmo esta: fazer planos. Vou ver Epica com o namorado, com a F e com o namorado dela também - em princípio, pois já aprendi a não contar muito com os outros; só acredito que vão quando ela me disser que já tem os bilhetes. Mas, com ele, é certo que vou mesmo; apenas falta comprar os bilhetes, e já sei que vou ficar toda contente quando souber que os temos! E isto vai implicar uma ida a Lisboa, já que um de nós terá que se sujeitar a deslocar-se se queremos ir juntos, mas pronto, gosto sempre de ir a Lisboa (embora prefire aqui o norte). Já estou ansiosa! Mas alguém vai morrer se não tocarem a Natural Corruption, a Omen ou a Canvas of Life.

23/10/2014

Eu já quis ser alguma coisa

É incrível como as séries influenciam tanto a nossa vida. Especialmente em termos de perspectivas de futuro.
A primeira série que comecei a seguir foi o CSI:NY, e lembro-me perfeitamente de como fiquei fascinada. Comecei a ver um episódio numa noite em que a televisão estava acesa e não tive paciência para mudar de canal, e bastaram-me cinco minutos - se tanto - para me decidir a manter-me naquele canal. Eu tinha mesmo de saber como é que aquela pessoa tinha morrido.
Depois deste, vieram mais e mais episódios, a ponto de adorar aquela série. Mesmo tendo a noção de que, na vida real, as coisas não seriam daquela maneira, assistia aos episódios a desejar ser uma CSI como as personagens e usar a ciência para fazer algo tão espectacular como descobrir um assassino e uma causa de morte. Algum tempo mais tarde, a parte laboratorial da coisa passou a ficar em segundo plano para mim, pois surgiu o interesse pela parte que me parecia ainda mais espectacular: o acto de examinar um cadáver. Sim, podem dizer que é nojento ou mórbido e podem franzir o nariz; já estou habituada a que a maioria das pessoas faça isso. Mas sim, eu queria ser uma médica legista.
Contudo, não sei ao certo o que me aconteceu no meu décimo-segundo ano. Perdi o interesse. Dizia que não queria ir para medicina porque eram demasiados anos a estudar e porque a nota do exame de físico-química nunca me deixaria entrar naquele curso - para além de estar um bocado cansada do "estereótipo" de que os bons alunos tinham que ir para medicina. Não melhorei a nota, pois detestava a parte da física e não tinha paciência para repetir o exame. Estava, apenas, inquieta para acabar o secundário e sair daquele lugar. Deve ter sido o pior erro que cometi na vida, porque, algum tempo depois, o interesse voltou. E, aí, desisti de tudo para ir atrás daquele sonho demasiado distante, mas a vida pareceu rir-se de mim, como se me dissesse Ai é? Agora é que decides fazer isso? Já vais ver... Resultado: tantos meses a estudar só para ter uma m*rda de um quinze no exame de físico-química e para não entrar em medicina.
Apesar de tudo, o primeiro ano em nutrição não foi mau de todo. Lembro-me tão bem da primeira aula de anatomia, em que fiquei entusiasmadíssima quando a professora disse que íamos ter aulas no teatro anatómico e íamos ver material cadavérico. Eram aulas de grande sacrifício para a maioria dos meus colegas, mas eu entrava naquele teatro com satisfação e pegava nos órgãos e mexia nos cadáveres como se fossem brinquedos.
Não voltei a tentar a minha sorte no ano seguinte, pois não queria continuar a andar para trás - e, acima de tudo, não queria mais uma desilusão. Mas é uma coisa na qual às vezes penso. Sei que a universidade do Algarve tem um curso de medicina para pessoas que já têm outro curso, mas não sei até que ponto iria aguentar passar mais anos a estudar, ainda para mais a estudar algo tão "intensivo". Para além de que pede uma série de requisitos aos candidatos, e estes candidatos não devem ser poucos. Mas, se me dessem a escolher entre um mestrado da treta e um curso de medicina na universidade do Algarve, ia, decididamente, para a última.
Não deixa de ser irónico que queria ir para medicina não para salvar vidas, mas sim para ser a voz dos mortos, a sua mensageira no mundo dos vivos, capaz de transmitir as respostas que morreram com eles.
Se pudesse voltar atrás, teria feito tudo de forma diferente. Mas, agora que aqui estou, resta-me, para já, terminar a licenciatura, e, só depois, voltar a pensar nisso e decidir o que fazer da minha vida.

08/10/2014

Mixórdia #2

Tenho andado cheia de ideias para o meu livro/história - nunca sei como hei-de chamar-lhe - a ponto de, numa noite destas, ter-me sido bastante difícil pregar olho. Inclusive já passei pela experiência de as escrever à pressa, antes que as esquecesse, no verso de um talão de compras que tinha por aqui, a única coisa de papel que tinha por perto. Um colega meu disse-me que curtia bué a minha t-shirt dos Iron Maiden, o que me deixou meia estupefacta por não fazer ideia de que o rapaz curtia Iron Maiden. Mesmo assim tenho tido paciência e vontade para fazer os exercícios de tonificação que encontrei no YouTube. Detesto este tempinho que tem feito, e detesto que o tempo aqui passe do oito ao oitenta de um modo tão drástico. Ontem já bebi um chá e tive que calçar as minhas pantufas - as minhas pantufas novas e fofinhas, com uma boa sola que não me deixa sentir o frio do chão, tal como eu gosto. Mas hoje já morri de calor por causa do casaco que este tempo horrível me obriga a vestir. Finalmente já tenho grupo para os trabalhos de educação alimentar nas escolas, e até já tenho algumas ideias, o que me leva a pensar que, talvez, não venha a correr tão mal. As consultas de pediatria são algo...diferente. Não achei grande piada. Under the Dome está a ser fantástico, e nem sei o que será de mim quando já não tiver episódios para ver. Os malucos desta cidade parece que só gostam de me abordar. Em princípio vou ter uma sessão de estudo com uma colega no fim-de-semana - já há algum tempo que não tinha uma dessas. A Leitaria da Quinta do Paço tem uns éclairs maravilhosos - vá, eu só provei um e era mesmo, mesmo bom, mas os outros que lá havia (tinha tantos, de vários sabores!) tinham cá um aspecto...! A Primark do NorteShopping é gigantesca, e deve ter sido a primeira vez que vi roupas giras numa Primark. Mas não estou a precisar de roupa, daí ter apenas trazido as minhas queridas pantufas e uma gola azul-escura para casa. Uma das minhas colegas de casa parece que já não fala comigo, mas estou-me nas tintas, pois eu só falo com elas apenas quando é mesmo necessário e acho que ela teve - e está a ter - uma atitude extremamente infantil. Na próxima semana não vou ter aulas quase nenhumas, e tenho mesmo que arranjar uns bons planos para os dias mais livres. E são estas as novidades.

30/09/2014

Coisas boas do mês #9

Setembro deve ser o mês do qual menos gosto. É o mês das despedidas - da família, do namorado, do Verão, das férias - e o dos recomeços - aulas, estudos, rotina -, e sim, é precisamente por isso que não gosto dele. Assim sendo, é bom vê-lo chegar ao fim. Até porque os primeiros dias de aulas, aqueles primeiros dias de habituação à rotina e ao facto de estar novamente por minha conta, bem, esses dias são sempre os piores. Com o final de Setembro, dou por mim a entrar sempre num novo ritmo, um ritmo que parece fazer o tempo voar e fazer com que leve as coisas menos a sério. Tal como mostra a imagem que escolhi para ilustrar o post, é como se saltasse para um comboio mais veloz, que não me deixa outro remédio a não ser o de aproveitar a viagem pela rotina e pelas responsabilidades, até chegar ao destino mágico do Natal.

Mas, por muito que deteste um mês, há sempre coisas boas que acontecem. Estas foram as minhas:
- Os últimos mergulhos no mar deste ano
- Os filmes giros do final das férias - em especial o Frankenweenie
- As horas passadas na Wii
- Ir à Feira do Livro do Porto e trazer para casa dois livrinhos que estou ansiosa por ler
- Ver a primeira temporada de Under the Dome para combater os meus serões solitários - hoje começo a segunda; aquilo é demasiado bom
- Passar uma tarde a desenhar e ficar muito feliz com o resultado
- Os bocadinhos fora de aulas com colegas, seja na esplanada da pizzaria, no café tipo Starbucks daqui de perto ou mesmo no bar da faculdade
- O pequeno cruzeiro no Douro, da Régua ao Pinhão, com a irmã e o pai
- Começar a escrever um novo livro e ficar entusiasmada com o mesmo
- Saber que já tenho local de estágio e que este é mesmo o que queria
- E, como não podia deixar de ser, as leituras. Terminei A Passagem - fiquei triste quando acabou - e agora estou a meio d'A Revelação, que está a ser óptimo.

30/06/2014

Coisas boas do mês #6

Junho é um dos piores meses na vida de um estudante da universidade que frequento. A única coisa que o preenche são os malditos exames, que nos obrigam a pensar neles durante todos os dias, todo o dia. Por isso, é sempre com satisfação que vejo o final do mês a chegar. Os exames acabam finalmente, e iniciam-se os dias de descanso, o descanso tão merecido depois de um mês infernal.
Os dias foram sufocantes, aborrecidos e com algum desespero à mistura, mas, apesar disto, houve sempre um tempinho para algo bom, algo que os tornasse suportáveis e que me desse forças para enfrentar o dia seguinte. Afinal, foi para isso que comecei com este tipo de posts, para me lembrar que até os piores dias têm lugar para algo bom.

31/05/2014

Coisas boas do mês #5

Este mês não me trouxe muita coisa de especial. Penso que a melhor parte foi regressar a casa depois de dois meses e meio de ausência, mas, mesmo assim, soube a muito pouco. Deu para rever a família e pôr a conversa em dia com uma amiga, mas faltou qualquer coisa. De qualquer modo, só lá estive uma semana e tenho consciência de que não escolhi a melhor altura para lá ir, mas, bem, não tive aulas, daí que...
Voltando a pensar nas coisas boas. Li A Culpa é das Estrelas, sobre o qual falarei um dia destes. Retomei a minha série favorita, Revenge, mas vi a nova temporada demasido rápido. Adorei o novo álbum de Epica, e fiquei toda contente por saber que vêm cá - se bem que já tiraram as datas para Portugal da sua página do Facebook, mas vou acreditar que o fizeram por causa do Vagos e que, depois disso, voltarão a pô-las lá. Foi bom ter um cheirinho do Verão, usar roupas mais frescas - ainda que por pouco tempo - e lanchar numa esplanada. Já provei dois gelados novos - o Cornetto Choc'n'Ball e o Magnum Mint -, e estão ambos aprovadíssimos. Continuei a entreter-me com os meus episódios - embora nunca goste de chegar ao final das temporadas e ter que esperar meses e meses para os ver outra vez - e com o meu manuscrito, que está cada vez mais perto do final. Por falar nisso, arranjei uma beta reader - obrigada!
Acho que até já consigo prever Junho. Mas vou me calar. Talvez me surpreenda.

30/05/2014

Finais de temporada #4

Revenge: WTF? Que raio foi aquilo? Aquele final muda completamente o rumo da história!

Glee: fiquei um pouco tristonha - e com a música final na cabeça durante o dia seguinte -, pois aquilo estava a ficar cada vez melhor. No início da temporada, comecei a fartar-me, mas, lá para o meio, as coisas melhoraram e muito. Deixar os dramas do liceu e focarem-se nas personagens mais antigas foi mesmo o melhor que poderiam ter feito.

Reign: opáááá, por que é que acabou? Queria ver mais...e passei o tempo todo a torcer para que o Leith e a Greer ficassem juntos - eles são tão fofos - e, agora, olha...que enredo que vai ficar ali!

Grey's Anatomy (penso que toda a gente que segue a série já sabe o que acontece no final em relação a uma certa personagem, mas, caso alguém não saiba, SPOILER): alguém que me diga o que vai ser desta série sem a Cristina Yang...

Once Upon a Time: OMG! Mas que bronca! Fiquei mesmo de boca aberta. O episódio foi mesmo engraçado, mas não estava nada à espera daquele final. Se bem que aquela personagem teria que ter algum impacto, isso é certo...mas estava longe, bem longe de imaginar o tipo de impacto que teria.

E assim reagi ao final das séries que andava a seguir de momento. É triste estar-se prestes a chegar à época de exames e não ter um único episódio para ver, de forma a desanuviar de um dia de estudos. Estou a ver que, nas próximas semanas, vou aventurar-me pelos filmes...
...ou talvez volte a ver Criminal Minds. Sim, parece-me boa ideia.

26/04/2014

Mais um vício

Reign é uma das séries mais fofas que já vi. Estou completamente rendida.

09/03/2014

Coisas boas do mês #2


Não, não me esqueci do pequeno exercício que me propus a realizar no final de cada mês. Não, também não me esqueci que tenho um blog. Simplesmente surgiu um (belo) imprevisto que me impediu de cá vir mais cedo. Mas aqui estou eu novamente - se bem que ninguém deve ter sentido a minha falta -, e começo, então, por recordar o que aconteceu de bom no mês passado.

03/11/2013

Estou a adorar...

...a nova temporada de Once Upon a Time
Tão melhor que a anterior... Ontem vi, seguidinhos, tal como gosto, os três episódios que tinha em atraso...e, mesmo assim, soube-me a pouco! Por que é que só sai um episódio por semana?